Dilma começa a acordar

17/09/2012

Por Leandro Fortes no facebook

Quando Dilma Rousseff se vestiu para ir à festa de aniversário de 90 anos da Folha de S.Paulo, logo depois de assumir a Presidência, em 2011, eu fui um dos poucos a reagir publicamente na imprensa. Mesmo entre os blogueiros progressistas, lembro apenas de outra voz dissonante a reclamar da atitude servil da presidenta, a da historiadora Conceição Oliveira, do blog “Maria Frô”. De resto, o gesto foi forçosamente saudado como um ato de estadista, de representação formal do governo e do Estado brasileiro junto a uma “instituição” nacional, no caso, o conservador diário instalado na rua Barão de Limeira, na capital paulista. O mesmo diário que, meses antes, estampara uma ficha falsa de Dilma na primeira página, com o objetivo de demonizá-la como guerrilheira e assassina e, assim, eleger o candidato do jornal, José Serra, do PSDB.

Não é difícil compreender, contudo, o que pretendia Dilma ao aceitar fazer parte da noite de gala da família Frias. Terminada a Era Lula, a presidenta se viu na contingência de criar uma rede própria de relações na mídia, com quem imaginou ser possível firmar um acordo de civilidade. Lula, a seu tempo, também caiu nessa esparrela. Mas nem a experiência do governo anterior, nem as baixarias encampadas pela mídia na campanha de 2010, ao que parece, foram capazes de convencer Dilma da inutilidade desse movimento.

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Quem não tem voto, caça com Veja.

16/09/2012

Brasil 247 

Reportagem ancorada em supostas declarações já negadas pelo empresário Marcos Valério produziu uma reação esperada: José Serra pediu que o Ministério Público investigasse a “entrevista” e levasse o caso ao STF. Ou seja: depois da Ação Penal 470, Lula também poderia vir a se tornar réu, ficando assim impedido de voltar à presidência

 247 – Desde 1º de janeiro de 2003, a revista Veja tem se destacado por ser uma trincheira de combate ao chamado “lulismo”, seja por meio de denúncias nem sempre verdadeiras, seja por meio de ataques diretos feitos por colunistas como Diogo Mainardi (já fora da publicação), Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo. De todas as incontáveis capas produzidas por Veja, a que talvez melhor simbolizasse o sentimento do dono, Roberto Civita, era aquela chamada “Essa doeu”, em que Lula levava um pontapé no traseiro – o pretexto era uma negociação relativa ao preço do gás comprado da Bolívia. Houve ainda outro episódio em que, no auge de mensalão, Lula foi grafado como Lulla – a esperança de Civita era que, naquele momento, a revista fosse capaz de liderar um movimento nas ruas pelo impeachment do ex-presidente, tal qual ocorreu com Collor.

Esse movimento não aconteceu porque a oposição, liderada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, não teve coragem para tentar cassar o primeiro presidente de origem popular da história do País e para enfrentar, nas ruas, a força dos movimentos sociais ligados ao PT. Faltou coragem, mas o desejo de eliminar Lula da cena política brasileira permaneceu vivo.

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Que liberdade é esta?

20/08/2012

Por Mino Carta na Carta Capital

Do PMDB dos dias de hoje, que diria o Doutor Ulysses? Digo, aquele que enfrentou os cães raivosos da ditadura, ironizou a “eleição” de Ernesto Geisel ao criar sua anticandidatura e liderou a campanha das Diretas Já. E do PDT, que diria Leonel Brizola, um dos poucos a esboçarem uma tentativa de resistência ao golpe de 1964, cassado e exilado, no retorno vigiado pelo poder ditatorial no ocaso, e ininterruptamente perseguido pela Globo? Quem ainda recorda as duas notáveis figuras tem todas as condições para imaginar o que diriam.

A CPI do caso Cachoeira acaba de escantear a convocação do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Veja em Brasília, que por largo tempo manteve parceria criminosa com o contraventor. As provas irrefutáveis da societas sceleris apresentadas por CartaCapital na edição da semana passada não somente foram olimpicamente ignoradas pela mídia nativa, o que, de resto prevíamos, mas também não surtiram efeito algum junto à CPI. A qual, como se sabe, teria de apurar em todos os aspectos os crimes cometidos pelo talentoso Carlinhos e seus apaniguados. Entre eles, está demonstrado, Policarpo Jr.

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Leandro e a Carta pegam a Veja. O Temer e a Globo deixam ?

10/08/2012

Conversa Afiada

Na CartaCapital dessa semana há uma história dentro de uma história.

O Conversa Afiada republica texto de Leandro Fortes sobre a reportagem que escreveu esta semana para a Carta Capital.
Não deixe de ler também sobre os documentos publicados num post sobre o “Caneta”, o Policarpo.

O TRISTE FIM DE POLICARPO JR.


Por Leandro Fortes


Na CartaCapital dessa semana há uma história dentro de uma história. A história da capa é o desfecho de uma tragédia jornalística anunciada desde que a Editora Abril decidiu, após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, que a revista Veja seria transformada num panfleto ideológico da extrema-direita brasileira. Abandonado o jornalismo, sobreveio a dedicação quase que exclusiva ao banditismo e ao exercício semanal de desonestidade intelectual. O resultado é o que se lê, agora, em CartaCapital: Veja era um dos pilares do esquema criminoso de Carlinhos Cachoeira. O outro era o ex-senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Sem a semanal da Abril, não haveria Cachoeira. Sem Cachoeira, não haveria essa formidável máquina de assassinar reputações recheada de publicidade, inclusive oficial.

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Mulher de Cachoeira para juiz: ‘O Carlos [Cachoeira] contratou o Policarpo [da Veja] para fazer um dossiê contra o senhor’

31/07/2012

Blog do Mello

Cada vez ficam mais claras e se complicam as ligações entre o esquema criminoso do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a revista Veja, por intermédio de seu diretor em Brasília, Policarpo Júnior.

Agora, segundo o G1, a mulher do bicheiro teria tentado chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, que cuida de um dos casos que envolvem o bicheiro, ameaçando-o com um dossiê que teria sido preparado por Policarpo a mando de Cachoeira:

Conforme relatou o juiz ao G1, o dossiê teria sido  produzido a pedido de Cachoeira pelo jornalista Policarpo Júnior,  repórter da sucursal da revista ‘Veja’, em Brasília. O G1 procurou  a assessoria de imprensa da revista, que informou não poder se  posicionar sobre questões editoriais. Nas redações de São Paulo e  Brasília, não localizou responsáveis para comentar o caso.

(…) Conforme o juiz, Andressa teria dito: “Doutor, tenho algo muito bom  para o senhor. O senhor conhece o Policarpo Júnior? O Carlos contratou o  Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o  Carlos, não vamos soltar o dossiê”.

O juiz diz também que respondeu que não tinha nada a temer, quando teria ouvido de Andressa: “O senhor tem certeza?”.   (…)  [Por conta da ameaça] Andressa prestou esclarecimentos nesta manhã na Polícia Federal em  Goiânia e saiu sem falar com a imprensa. A mulher do contraventor terá  de pagar fiança de R$ 100 mil e está proibida de visitar o marido, informou a PF.

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Veja não vai vencer sem lutar

07/07/2012

Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania

Participei hoje (6 de julho) de uma reunião para defender ação conjunta de movimentos sociais e pessoas físicas que entendem que o envolvimento da revista Veja com o bicheiro Carlos Cachoeira é grave demais para ficar impune sem que uma só medida concreta seja tomada para elucidar essas relações tão suspeitas.

Em um primeiro momento, havia o entendimento de que se deveria deixar a CPMI do Cachoeira trabalhar, na esperança de que a parcela da classe política que entende a gravidade dos fatos tomasse alguma atitude. No entanto, à exceção de Fernando Collor e do deputado pernambucano Fernando Ferro (PT), os integrantes da Comissão que não integram partidos cúmplices da Veja parecem ter decidido brindá-la com a impunidade.

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Demóstenes decide falar. Veja treme!

02/07/2012
 
Por Altamiro Borges no Blog do Miro
O ex-demo Demóstenes Torres, o “mosqueteiro da ética” da Veja, não tem mais nada a perder. A votação do pedido da Comissão de Ética do Senado pela sua cassação está agendada para 11 de julho. Ele já sabe que caminha celeremente para o inferno e parece que decidiu desembuchar. Segundo o seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, “a partir de segunda-feira (2), ele vai falar”.
 
 
Em seu blog, Kakay informa que o ex-líder do DEM “vai ocupar a tribuna todos os dias para fazer o enfrentamento pontual de tudo o que foi imputado a ele”. Desde que foi denunciado por suas ligações com o mafioso Carlinhos Cachoeira, o falso arauto da moralidade estava em silêncio. Segundo Josias de Souza, da Folha tucana, o bravateiro estava “ausente da tribuna do Senado há 116 dias”.
 
“Colegas fogem de seus telefonemas”
 
Agora, pelo jeito, ele resolveu abrir o bico. O “ingênuo” Demóstenes deve reafirmar que não conhecia as atividades criminosas de Cachoeira e deverá pedir clemência aos seus pares no Senado – desculpando-se por se projetar como um cruel assassino de reputações. Mas, segundo os boatos, ele também pode atacar os seus antigos aliados, que o abandonaram no momento mais difícil da sua carreira.
 
O ex-demo não perdoa os dirigentes do seu antigo partido, a quem tanto ajudou nas campanhas eleitorais. “Demóstenes teve de bater em retirada do DEM para não ser expulso. Ele perdeu a aura de paladino da ética e o título de líder. Passou a frequentar o plenário só de raro em raro. Longe dos refletores, os colegas fogem dos seus telefonemas”, relata Josias de Souza.
 
Ao decidir “soltar a língua”, o senador que era tão paparicado pela mídia pode complicar a vida de muita gente. Será que irá falar sobre as suas relações privilegiadas com a Veja? De como ajudou a produzir várias capas sensacionalistas da revista? Será que vai abrir o jogo sobre o financiamento ilegal para as campanhas dos demotucanos, inclusive para presidente da República em 2010? A conferir!