O peso de carregar a imagem de Serra

20/07/2012

Luis Nassif Online

Partido escala aliados para substituir candidato em caravana por São Paulo

Alckmin, Kassab e Afif se revezarão para dosar aparições do tucano e evitar embates antes da propaganda eleitoral

DANIELA LIMA

A coordenação da campanha de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo montou uma agenda paralela à do candidato para minimizar a exposição do tucano até o início da propaganda eleitoral na TV e no rádio.

A campanha alternativa começará a partir de 1º de agosto e contribuirá para “dosar” as aparições do candidato, sem passar a impressão de marasmo na programação.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o vice-governador, Guilherme Afif, se alternarão na tarefa de substituir Serra em eventos diários, das 19 h às 21h. O vice de Serra, Alexandre Schneider, sempre os acompanhará nos palanques.

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‘Violência do Estado é o ingrediente central da onda de assassinatos em SP’

15/07/2012

A criminalização da pobreza, o descaso com o sistema prisional, a conivência com a corrupção policial e o incentivo à violência da Polícia Militar são os pilares da política de extermínio que o Governo do Estado de São Paulo reproduz há décadas, avalia o advogado Rodolfo de Almeida Valente, assessor jurídico da Pastoral Carcerária. Leia e entrevista exclusiva.

Ana Paula Salviatti e Isabel Harari no site Carta Maior

Carta MaiorHá relação entre a onda de violência por que passa a cidade de São Paulo e a crescente população carcerária?
Rodolfo de Almeida Valente – São Paulo detém um terço da população prisional do Brasil, com cerca de 190 mil pessoas presas. São aproximadamente 450 pessoas presas por cem mil habitantes, o que coloca São Paulo como o nono estado que mais encarcera no mundo. Aqui, uma a cada 171 pessoas adultas está presa. Apenas nesse ano, temos média próxima a 3.000 pessoas presas a mais por mês no sistema prisional paulista. Essa população crescente é amontoada em um sistema prisional cada vez mais superlotado e degradante, onde campeiam as mais diversas violações de direitos. Nesse cenário, pode-se afirmar que a população carcerária está literalmente acuada. É preciso notar que as pessoas que povoam o sistema prisional são aquelas mesmas pessoas historicamente alijadas do exercício de direitos básicos nesse estado. São jovens, pobres e negras, geralmente oriundas das regiões periféricas. O sistema prisional está claramente voltado não ao combate da criminalidade, mas à neutralização daquelas pessoas que não interessam ao sistema de cidadania de consumo e de acumulação de riqueza capitaneado pelos poucos de sempre. Não apenas são neutralizadas, como também já são alvo de interesse da iniciativa privada, ávida por receber dinheiro público pela administração de presídios e, principalmente, por auferir grandes lucros com a exploração de mão-de-obra disciplinada e barata. Essa é a lógica material do sistema, apesar do discurso falacioso de combate à criminalidade e de ressocialização. Obviamente, essa manifesta política de encarceramento em massa dos pobres acaba por multiplicar sentimentos de revolta, de segregação e, por conseqüência, reproduz continuamente uma sociedade crescentemente desigual e violenta.

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Datafolha divulga pesquisa sobre eleição em São Paulo

18/06/2012

eleitores

Os eleitores ainda têm bastante tempo para decidir quem vencerá as eleições em São Paulo

O instituto Datafolha divulgou, na noite deste domingo, os resultados de pesquisa sobre a disputa pela Prefeitura de São Paulo. O levantamento foi feito entre os dias 13 e 14 de junho e ouviu 1077 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos..

O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), derrotado duas vezes em eleições presidenciais, se manteve estagnado com os mesmos 30% das intenções de votos registrados na pesquisa anterior.

Serra lidera uma coalizão de centro-direita que pretende o continuísmo na capital paulistana e a manutenção do poder político no estado de São Paulo, em coalizão com outras forças conservadoras.

Em segundo lugar aparece Celso Russomanno (PRB), com 21%. Fernando Haddad, do PT, subiu de 3% para 8% na preferência dos eleitores.

Netinho de Paula (PCdoB) está com 7% das intenções de voto, enquanto Gabriel Chalita, do PMDB, recuou para 6%. De todos os entrevistados, 9% declararam voto branco ou nulo, e 3% dos eleitores ainda não sabem em quem votar.


A pigarra tucana

26/05/2012

Por Saul Leblon no site Carta Maior

É um velho truque do conservadorismo brasileiro reiterado ao longo da história: quando a raiz dos problemas repousa nas entranhas de seu aparelho administrativo ou no descaso histórico com as prioridades da população, desfralde-se a bandeira udenista da sabotagem perpetrada por ‘agitadores’.

A lenga-lenga exala naftalina e remete ao linguajar pré-golpe de 64, mas encontra em São Paulo 71 quilômetros de motivações para ser ressuscitada com regularidade suíça pela pigarra do PSDB. Nessa rede escandalosamente saturada e curta do metrô –inferior a da cidade do México, por exemplo, com 200 kms– os registros de panes, acidentes e interrupções tem exibido frequência preocupante: só este ano foram 143 ocorrências, 33 delas sérias.

Nesta 4ª feira, a pigarra conservadora aproveitou a greve salarial dos metroviários para isentar a gestão temerária por trás dos transtornos renitentes. A narrativa é a de um ‘jornal da tosse’; gargantas raspando pastilhas Walda emitem denúncias de sabotagem e insinuam ‘incêndios do Reichstag’ de olho nas eleições municipais. Agitadores conturbam o ambiente da metrópole; não fosse isso, os serviços públicos tucanos deslizariam no azeite fino de oliva.

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As ficções políticas e as realidades do mundo

28/02/2012

Por Mauro Santayana no JB

Publicado também no Conversa Afiada

Faz parte da história política de São Paulo a aparente indecisão de muitos de seus líderes. O Sr. Jânio Quadros, que tinha  dias de Hamlet e  dias de MacBeth, subordinava suas decisões a dois pontos geográficos da cidade: Vila Maria e Sapopemba. Vila Maria é a região de classe média emergente, e, Sapopemba, área mais pobre. Ele costumava consultar os dois eleitorados. De Vila Maria vinha a esperança da vitória, uma vez que, desde sua eleição para vereador, contara com o apoio de seus eleitores. Sapopemba era o teste de popularidade. Antes de candidatar-se a esse ou àquele cargo, aferia, nos comícios, o apoio de seus moradores.

O ex-governador José Serra não chega à forte tragédia do escocês MacBeth, mas se aproxima, em seu ser e não ser, do príncipe da Dinamarca. Não que Hamlet disputasse uma eleição, a não ser a do destino, e que a sua dúvida fosse muito além de sua própria tragédia, ainda que nela amarrada. Mas se Jânio e Serra estão muito distantes da essência do caráter que Shakespeare dá aos dois personagens, e que ele pintara como antípodas morais, os dois paulistas começam a se assemelhar. Jânio adorava que fossem bater à sua porta, apelar para a sua taumaturgia populista. Serra, ao desconfiar de que não o procurariam, como a bóia salva-vidas na tempestade (mesmo porque os ventos políticos sopram brandos, por enquanto), resolveu aceitar, de bom grado, os ralos apelos que lhe chegam.

Os paulistas começam a dar à eleição para a Prefeitura de São Paulo importância maior do que ela realmente tem, e os comentaristas políticos, próximos dos tucanos bandeirantes, avançam sobre a lógica, dizendo que ela terá efeitos nacionais. Não há dúvida de que a cidade é a mais importante do país, no que se refere à economia e à cultura, de maneira geral, mas está distante da realidade política e social do Brasil como um todo. Os paulistanos atuam como se fossem o sol, em torno do qual os planetas menores orbitam, e, de cuja luz, dependem.

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Sarkozy, Serra, direita e esquerda em SP

27/02/2012

Por Saul Leblon no Carta Maior

Jornais europeus informam que Sarkozy resgatou sua identidade política profunda para disputar a reeleição de abril na França contra o socialista François Hollande. O favoritismo inicial de Hollande estaria sendo corroído rapidamente pela radicalização à direita do mandatário francês, cuja ofensiva tem como lema um slogan derivado da república colaboracionista de Vichy: ‘França Forte’.

O conservadorismo francês recorre mais uma vez à novilíngua associada a um capítulo vergonhoso da história, no qual parte da elite enxotou os ideais da revolução francesa, entregando-se, sôfrega, a uma acomodação de cama e mesa com o III Reich.Na versão atual, a pièce de resistance é o tripé ‘Pátria, família, trabalho’, desdobrado em comícios nos quais o situacionismo excreta frases literais das obras de Le Pen, o Plínio Salgado gaulês. Gargantas conservadoras expelem a lava de um nacionalismo xenófobo, atravessado de higienismo contra imigrantes pobres, que manipula as entranhas da insegurança socialo gerada pela crise.

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Globo mente, manipula, distorce e joga seus jornalistas na rua expostos à fúria da população

24/01/2012

Blog do Mello 

Não é de hoje que O Globo tem um lado: aquele diametralmente oposto aos anseios do povo. Desde a época de Getúlio, quando jornal e rádio Globo fizeram intensa campanha contra o presidente que criou o salário mínimo, a jornada semanal e a carteira de trabalho.

Quando o povo tomou conhecimento do suicídio de Getúlio, soube muito bem quem levou o presidente àquele desfecho:

“Nas horas seguintes os jornais confirmaram o que o rádio anunciara [o suicídio de Getúlio] através de edições, também extraordinárias, provocando uma comoção popular, sem precedentes, desde a morte de João Pessoa, em 1930.Populares atacaram O Globo e a rádio Globo, (…). O povo voltava-se contra a mídia que julgava culpada pela dimensão que os fatos tomaram. [Fonte]”

Nos dias de hoje, nada mudou. O Globo esteve à frente do golpe de 1964, que apoiou (e do qual se aproveitou) desde o início. Ocultou as gigantescas manifestações a favor das Diretas-Já. Manipulou a eleição presidencial de 1989, que elegeu Collor.

Recentemente, combate furiosa e incessantemente os governos populares dos presidentes Lula e Dilma (contra quem fez oposição sistemática no período eleitoral e nos governos).

Por isso, repórteres da emissora têm enfrentado nas ruas ataques da população. “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” é o que mais se ouve em qualquer manifestação popular.

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