Eleição de Dilma é a maior vitória do lulismo no Brasil

01/11/2010

Carta Capital – Paulo Cezar da Rosa

Dilma venceu. Lula venceu. Depois do primeiro trabalhador, temos a primeira mulher na presidência do Brasil. Não foi uma vitória fácil

Fazer um balanço de uma campanha eleitoral ainda no calor dos acontecimentos é tarefa arriscada. Mas vamos ao desafio proposto por nosso editor.

Nova hegemonia – Estamos vivendo os primeiros dias de uma nova hegemonia no Brasil. Como dizia aquela música do Roberto e do Erasmo, “daqui pra frente, tudo vai ser diferente”. Agora, o Brasil tem um novo projeto de nação, capaz de ofertar oportunidades a todos os brasileiros. Daqui pra frente, crescimento econômico e justiça social não serão mais antagônicos, assim como sustentabilidade e desenvolvimento. O Brasil se lança no mundo moderno como um país capaz de enfrentar os desafios do mundo globalizado. Não é pouca coisa!

Tenho lido e ouvido muitas críticas ao nível dos debates nesta eleição. Posso concordar com algumas, mas em geral estou em desacordo. Penso que esta eleição teve o melhor e mais transparente debate político de todos. Acompanho eleições desde 1982. Esta foi a primeira em que os projetos foram explicitados. O argumento de que os debates não trataram das questões importantes, em geral é daqueles que não conseguiram pautar os rumos da campanha. Agora tentam desqualificar a decisão do eleitor, dizer que o voto foi no marketing e não na política.

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FALTAM 48 HS: O QUE ESTÁ EM JOGO?

29/10/2010

Carta Maior

O aborto ou os 70 bilhões de barris do pré-sal? Uns seis trilhões de dólares; o maior impulso industrializante do país desde Vargas? Quais valores, esses ou os da falsa água benta de Serra? Se prevalecer o modelo tucano de exploração, o pré-sal vira remessa de lucros e exportação de óleo bruto nas mãos das petroleiras internacionais. Perde-se seu efeito multiplicador numa cadeia de suprimento industrial da ordem de 55 mil itens, desde plataformas e navios, a válvulas, aço e parafusos. O que é melhor para o Brasil? Qual é a discussão mais relevante? Porque ela não é feita no JN?

“A BALA DE PRATA PÚRPURA TRAZ A MÁCULA DA PEDOFILIA

Complacência com pedófilos na alta cúpula da Igreja sonega ao Vaticano autoridade moral sobre o voto cristão: 55% dos católicos brasileiros votam em Dilma e ignoram a aliança entre a extrema direita religiosa e política travestida em pacto anti-aborto, envelopado hoje com ares de súmula do Santo Ofício na primeira página da Folha. O Vaticano encralacrado no celibato pedófilo ainda não subscreveu a Carta dos Direitos Humanos da ONU, sob o pretexto de que ela não faz nenhuma referência a Deus e retirou seu apoio à Unicef, que defende o uso de preservativo para combater a aids e o planejamento familiar. A mesma ala da Igreja encastelada na Opus Dei, que agora apoia Serra, abençoou Salazar, em Portugal; Franco, na Espanha; Pinochet, no Chile; Videla, na Argentina e o Golpe de 64.

A ESCOLHA DE UM CERTO JORNALISMO

Presa em 1970, Dilma Rousseff foi torturada durante 22 dias. O processo reesultante dessa via crucis é público. O que a ‘Folha de São Paulo’ cobiça com avidez eleitoral, há dois meses, é a autorização cúmplice da Justiça para publicar esse documento na véspera da eleição com aromas de verdade jurídica e jornalística. Qualquer veículo democrático teria como prioridade denunciar as condições de exceção de direitos humanos vividas nessas três semanas. A Folha prefere um carimbo que legitime o fruto do pau-de-arara.


Elegeremos Dilma. Pela democracia. Por Lula. Pelo Brasil.

29/10/2010

Eason Nascimento

Lula, do alto de sua popularidade, indica Dilma Roussef para sua sucessora e convence o PT que ela será a candidata do partido. No lado da oposição, Aécio Neves se apresenta e exige prévias dentro do PSDB para a escolha do adversário da petista. José Serra reage e atropela o tucano mineiro. É o candidato do PSDB. Marina Silva larga o governo, desfilia-se do PT, ingressa no PV e se lança candidata. Começa a campanha.

As pesquisas iniciais apontam Serra como favorito e as primeiras leituras do cenário dão conta do erro de Lula na escolha. Dilma não emplacará, afirmam alguns analistas. É despreparada, sem experiência política e será presa fácil para o experiente governador paulista. O presidente começa a formar alianças para solidificar o apoio a sua candidata e sai pelo país com ela a tiracolo. A idéia que predomina é de que, longe do padrinho famoso, não se sustentará. A campanha avança e Dilma começa a subir nas pesquisas. A transferência de votos de Lula torna-se realidade.  Os ataques à ela endereçados se intensificam. Os debates pela televisão entre os principais candidatos, são iniciados. Plínio Sampaio não emplaca nem preocupa. Apenas participa. Marina Silva começa a aparecer e sua candidatura cresce.

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Frei Betto e Júlio Lancelotti no ato em SP

22/10/2010

blog do Miro – Altamiro Borges

André Cintra, publicada no sítio Vermelho:

Mais de 2 mil acadêmicos, escritores, estudantes, juristas, políticos e lideranças sociais tomaram o Tuca (Teatro da Universidade Católica), na PUC-SP, nesta terça-feira (19), em ato de apoio à presidenciável Dilma Rousseff. Apesar do caráter do evento – cujo objetivo era apresentar um manifesto de intelectuais e juristas pró-Dilma –, quem roubou a cena foram dois líderes religiosos progressistas: o padre Júlio Lancellotti e o frade dominicano Carlos Alberto Libânio, o Frei Betto.

A 12 dias do segundo turno das eleições, eles criticaram a forma “oportunista” como segmentos católicos se aliaram ao candidato tucano José Será para rechear a campanha de inverdades e calúnias. “Lamento que bispos panfletários estejam dizendo por aí tantas mentiras sobre a companheira Dilma”, expressou Frei Betto. De acordo com ele, as insinuações e denúncias contra a petista não passam de “opiniões mentirosas, caluniosas e injuriosas”.

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A santíssima trindade dos homens de bem

19/10/2010

Carta Maior – Gilson Caroni Filho

A canalhice eleitoral também pode ser cruel e humilhante, quando adiciona à degradação do corpo político a desordem das idéias. Às vezes, para sorte dos náufragos, o processo é lento, de se medir em anos. Outras vezes, tem a perversão da rapidez e produz em suas vítimas súbita metamorfose. Esta velhice, a mais sofrida para quem dela padece e a mais chocante para quem a vê, abateu-se sobre a candidatura Serra.

A versão global-carismática da desmodernização brasileira parece não conhecer limites. Na disputa política, o “iluminismo tucano” tem levado o candidato do PSDB a ficar muito parecido com tudo que ele, em seu passado como homem de esquerda, rejeitava como lixo. Os dois fenômenos, o da fé mercantilizada e o da política dessecularizada, tornaram-se imbricados, um aprendendo a usar os recursos do outro para alavancar os seus projetos que guardam inequívoca afinidade eletiva. É assim que a oposição fabrica um ”homem de bem”.

Se acrescentarmos ao quadro dantesco a Justiça Eleitoral usada como instrumento de poder, veremos o quanto está ameaçada a legitimidade da representação popular, sem a qual não existe democracia. Estaríamos assistindo à implantação no país de uma justiça de gabinete, considerada pelo pensamento jurídico mundial a forma mais infame de prepotência principesca? Este é o projeto demotucano? Oremos todos.

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Ceará : Cid Gomes entra na onda vermelha

18/10/2010

Blog da Dilma

 

 



Chega de trololó. Agora a disputa é voto a voto

17/10/2010

Carta Capital – Paulo Cezar da Rosa

A campanha eleitoral chega ao seu final com resultado indefinido. Do Rio Grande do Sul vem um chamamento para o combate nas ruas

Estou quase arrependido. Abri aqui neste espaço, na abertura do segundo turno, uma reflexão sobre o que deveria ser feito na campanha Dilma para corrigir problemas oriundos do primeiro turno. Sei que não sou o culpado, mas penso que todo mundo começou a fazer o mesmo e isto está muito errado.

Nas últimas semanas, esta campanha ganhou contornos que não nos permitem mais tecer reflexões sobre o seu desenvolvimento. O que a direita desencadeou é a campanha mais sórdida e reacionária que já assisti. E diante disso, é preciso reagir.

Creio que a campanha Dilma encontrou seu eixo. Nesta quinta feira, dia 14 de outubro de 2010, escrevo depois de ter assistido o Jornal Nacional e o Programa Eleitoral. Fiquei contente com o que assisti. Dilma aprofundou o debate. Colocou o tema das privatizações e do Pré-Sal no colo do adversário. E Serra, no Jornal, estranhamente, saiu em defesa da união civil entre homossexuais. Leitura da noite: Dilma cresce e Serra se perde a partir de agora. Mas com uma condição: é preciso disputar voto a voto. É preciso falar com todo mundo. É preciso desmascarar essa campanha mentirosa e nojenta da direita. É preciso defender com todas as forças o caminho que o Brasil escolheu com Lula.

Estamos discutindo demais e agindo pouco. Não é mais hora de ficar traçando estratégias.

Chega de conversa. A hora é de ganhar votos e defender o Brasil.

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Paulo Cezar da Rosa é jornalista e publicitário. Publicou o livro O Marketing e a Comunicação da Esquerda. É diretor da Veraz Comunicação e da Red Marketing, ambas sediadas em Porto Alegre. paulocezar@veraz.com.br



Um país dividido

15/10/2010

Blog da Cidadania – Eduardo Guimarães


Informações privilegiadas me caíram no colo ontem por volta da hora do almoço, mas só consegui postar no fim da tarde. Devido à proximidade da hora em que brotariam as pesquisas, porém, optei por tratar do assunto aqui da forma que me pareceu mais lógica, ou seja, fazendo uma baita crítica à condução da campanha de Dilma e ao próprio PT.

Isso porque, em vez de reagirem no primeiro turno, de travarem o debate político, de dizerem na tevê tudo o que dizíamos nos blogs, ficaram ouvindo marqueteiros dizerem que tinham que apanhar calados. E obedeceram.

Quem cala, consente. A versão do governo Lula poderia ter sido dada pela campanha de Dilma na tevê, mas o PT e certamente o próprio presidente acreditaram que poderiam não responder. A corrente de e-mails difamatórios contra Dilma ganhou força porque as acusações da mídia tucana, do partido da mídia e do candidato dessa mídia não foram respondidas à altura.

E quem do PT cobrou a mídia, no horário nobre da TV, pelo caso Alstom, pelo caso da filha de Serra e da irmã de Daniel Dantas, por exemplo? Quem foi que desprezou todas as vezes em que estes blogs sujos todos suplicaram a Lula e ao PT que travassem o debate político diretamente com a mídia diante da população brasileira?

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No JN, a “paginação” dos sonhos de Serra

14/10/2010
por Luiz Carlos Azenha



O Jornal Nacional escondeu, mais uma vez, o Paulo Preto.

Nenhuma reportagem investigativa, nenhuma entrevista a respeito, absolutamente nada. Nem um segundinho sequer.

Presumo que o PT já sabia que seria assim, nesta campanha: Erenice, 1.435 manchetes e reportagens investigativas; Paulo Preto quem?

Porém, hoje me chamou a atenção a paginação do jornal.

O JN deu longa cobertura ao resgate dos mineiros, com todos os detalhes religiosos (crucifixos, orações, etc).

Break para a propaganda eleitoral.

Propaganda de José Serra com apelo “religioso”.

Propaganda de Dilma Rousseff.

Bloco policial.

Cobertura eleitoral, com José Serra falando em “união nacional”, à chilena.

Pesquisa com queda de Dilma e ascensão de Serra, comparando um Ibope de segundo turno hipotético com o Ibope de um segundo turno real.

Pano rápido.

É conferir para ver se existe nisso algum padrão kameliano.


Dilma encurrala Serra no debate da Band

12/10/2010

Eason Nascimento



Este vídeo foi editado para mostrar os melhores momentos de Dilma Roussef no debate da Band, ocorrido neste domingo próximo passado, quando ela mostrou muita energia, firmeza e acima de tudo coragem no enfrentamento das acusações do tucano, deixando-o aparentemente surpreso e amedrontado.

Ficou evidente também o conhecimento que ela tem sobre os problemas do país e sobre os projetos para resolvê-los. Educação, segurança pública, infra estrutura, privatizações, saúde etc, foram abordados com clareza e competência pela candidata petista. Do ponto de vista de sua atuação, foi com certeza sua melhor participação em debates, desde o início desta campanha.

Ficou aberto um novo caminho para os próximos  embates. Dilma deixou claro que a sua conduta  deixou de ser passiva para ser incisiva na desfesa quanto às acusações de baixo nível postas em prática pela campanha de seu adversário. Assista ao vídeo e tire suas conclusões.