Depoimento de Agnelo à CPI põe Perillo e mídia sob suspeita

14/06/2012

 

Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania
 
 

Os depoimentos à CPI do Cachoeira dados pelos governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, materializaram a percepção que se tinha neste blog e que tantas vezes foi externada, isto é, a de que o primeiro governador ainda tem muito a explicar e de que o segundo talvez nem devesse ter sido convocado por absoluta falta de motivos.

A diferença de desempenho dos dois governadores foi gritante. Perillo se esquivou de perguntas, não soube explicar sua relação com Carlos Cachoeira e, mais importante, além de não ter oferecido a quebra de seus sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático (e-mails, SMS’s) como fez Agnelo, recusou o pedido do relator da Comissão, Odair Cunha, nesse sentido.

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CPI ou não CPI? A cada escolha o seu preço

18/04/2012

Por Saul Leblon no site Carta Maior

A mídia demotucana destacou batalhões para escarafunchar possíveis vínculos entre a construtora Delta (mostrada como uma espécie de caixa de compensação do esquema Cachoeira), obras do PAC e eventuais doações a políticos e campanhas do PT. A investigação é legítima. Mas a ênfase exclusiva denuncia a intenção do dispositivo midiático conservador. Trata-se de acuar o governo Dilma com uma barragem de denúncias, suspeição e incerteza e, ao mesmo tempo, produzir um efeito atordoante na opinião pública.

O bombardeio diário, articulado e complementar tece a narrativa de um folhetim. Manejado por autores experientes na arte de ocultar e confundir o público, desta vez persegue um objetivo hercúleo: ofuscar o consórcio de carne e osso que liga o esquema Cachoeira à oposição mas, sobretudo, eclipsar a preciosa singularidade deste caso –o papel explícito do braço midiático como lubrificante na engrenagem criminosa; mediador sem o qual a ação dos interesses que fazem faz gato e sapato da democracia brasileira não vingaria.

A contundência da autodefesa estampada nos jornais empresta veracidade a rumores. Além da revista Veja e da editora Abril, entaladas até o pescoço nas águas da cachoeira, conforme evidências vazadas das escutas policiais, circulam nas redações outros nomes de prestígio do jornalismo que estariam engolfados até o nariz na lama revolvida pela PF. Interessaria a esses supostos personagens –e ao círculo endogâmico que tombaria ao seu redor– a operação de guerra em curso para cauterizar todos os elos e ramificações fatais do caso. Assim está sendo feito.

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Cachoeira aparece como um dos principais doadores para campanha de Marconi Perillo

11/04/2012

Perillo

Perillo agora aparece como um dos principais beneficiários das doações intermediadas por empresário ligado a Cachoeira

O empresário Rossine Aires Guimarães, suspeito de integrar a quadrilha do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, fez doações em valores equivalentes a R$ 4,3 milhões nas eleições de 2010, na qual foi eleito o governador MarconiPerillo. Segundo informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rossine aparece como doador para os tucanos, na lista de suspeitos da Operação Monte Carlo, que flagrou conversas secretas entre o contraventor e parlamentares do DEM, entre eles o então líder do partido, senador Demóstenes Torres. Do total doado, R$ 800 mil foram para o comitê financeiro da campanha do PSDB em Goiás e mais de R$ 3 milhões para os comitês do PSDB, DEM e PMDB, no Tocantins.

Proprietário da Construtora Rio Tocantins (CRT), com 82% das cotas acionárias, Rossine também autoriza doações pela empresa no valor de R$ 712 mil para o comitê financeiro do PMDB no Tocantins e para as campanhas de um senador e um deputado federal do PMDB tocantinense. Para a campanha de Perillo, o suspeito de integrar o crime organizado doou ao PSDB goiano o valor de R$ 500 mil em 26 de outubro de 2010, antes do segundo turno disputado entre o atual governador Marconi Perillo (PSDB) e o candidato derrotado Iris Rezende (PMDB). O R$ 300 mil restantes foi para a conta corrente do partido em 17 de novembro do mesmo ano, logo após a vitória do atual mandatário goianense.

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