Democracia e falência da moralidade da direita

08/06/2012

  A melhor forma de ajudar a recuperação da oposição direitista é transformar a CPI num repto moralista, aproveitando a “onda” anti-Demóstenes (a direita quer se livrar dele), apenas invertendo a mão do que vinha acontecendo contra Lula. Com isso deixa de lado a gravidade do que ocorreu: não apenas atos isolados de corrupção, mas uma conspiração criminosa que usava a luta contra a corrupção para promover uma corrupção ainda maior, a destruição no atacado do espaço político democrático. O artigo é de Tarso Genro.

 Por Tarso Genro (*) no site Carta Maior

O episódio envolvendo a conversa do Presidente Lula com o Ministro Gilmar Mendes só adquiriu notoriedade e importância, em função do debate político que atravessa marginalmente a sociedade brasileira. Um debate que se faz através de códigos, de discursos não explícitos, de alusões ligeiras a temas relevantes, que refletem visões sobre o estado e o modelo de desenvolvimento em curso e também sobre os efeitos da crise mundial sobre este modelo. O encontro, na verdade, serviu para rememorar posicionamentos anteriores sobre estes dois temas – Estado e modelo de desenvolvimento – que vem marcando a última década. O resto é manipulação política para, mais uma vez, a grande mídia tentar desgastar Lula, o Presidente que iniciou uma grande virada democrática e social no Brasil, contra as idéias da direita conservadora e do neoliberalismo, hegemônicos no período anterior.

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Roberto Freire resume a oposição

08/05/2012

Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania

O primeiro dia útil da semana foi bem-humorado ao menos na política. O que proporcionou diversão a simpatizantes do governo Dilma e, ainda que não digam, provavelmente até a oposicionistas, mais uma vez foi a instantaneidade do Twitter, rede social em que não poucos escrevem primeiro e pensam depois.

Foi assim que Roberto Freire (político pernambucano que, estranhamente, candidatou-se a deputado federal por São Paulo em 2010 pela primeira vez na vida e que, ainda mais estranhamente, conseguiu se eleger) virou piada.

Como todos já devem saber, Freire exprimiu revolta ao ler piada em um site humorístico que imita o portal G1, obviamente por ter acreditado. A “notícia” afirmava que Dilma havia mandado o Banco Central colocar nas cédulas de real a frase “Lula seja louvado”.

Como o Twitter não perdoa gafes desse porte, logo alguém criou a hashtag #LulaSejaLouvado, que, rapidamente, subiu ao topo dos Trending Topics (temas mais comentados). Freire, então, justificou-se dizendo que, “Em função do desmantelo e imoralidade dos tempos ‘lulodilmistas’, tal estapafúrdia noticia” teria “ares de verdade”.

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O inferno astral da oposição a Dilma

11/04/2012

Os partidos oposicionistas estão no meio de um vendaval. E, como a crise é fundamentalmente partidária, também esvazia a força de pressão dos partidos tradicionais aliados ao governo. Quanto maior a base de apoio, mais o governo pode usar da superioridade numérica para dispensar apoios incômodos.

Por Maria Inês Nassif no site Carta Maior

O episódio Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), que revelou as relações do senador de oposição com uma rede ligada ao chefe, o bicheiro Carlos Cachoeira, por Nextel, acresceu vantagens a uma situação que já era favorável ao governo Dilma Rousseff. A presidenta foi presenteada com uma conjuntura particulamente boa ao projeto de trazer as relações com os aliados parlamentares para termos mais republicanos.

A eleição de Dilma, sacramentada pelo apoio de um presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que deixava o poder com uma popularidade ímpar, deu a ela uma ampla maioria parlamentar, composta por um arco imenso de apoios partidários atraídos para o seu palanque pela estrela de seu antecessor. Ampla maioria, porém pouco sólida. Contudo, as tentativas de “enquadramento” da presidenta pelos aliados têm falhado, pois o governo tem folga aritmética para jogar mais pesado com parceiros incômodos. Ao longo da reforma ministerial que se arrastou por alguns meses, Dilma conseguiu, enfim, escolher auxiliares entre os quadros dos partidos aliados sem engolir prato feito de indicações, e manter nos ministérios uma estrutura profissional que pode prescidir do ministro, caso ele seja alvejado por denúncias.

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Oposição de mau agouro

18/01/2012

 

Blog O Cafezinho por Miguel do Rosário 

Vamos ver o que tem de interessante hoje na mídia.

Catei algumas notinhas no Panorama, do Globo:

A Dora Kramer já havia se lamentado, há uma semana, que a reforma política não existiria. Era mais um factóide midiático do que outra coisa. Mesmo assim, os jornalões andaram insistindo nela nos últimos dias. Com essa nota aí, parece que reforma foi enfim enterrada.

Em que espécie de barafunda ideológica o PPS meteu? Não contente do papel medíocre de ser uma sublegenda de apoio ao PSDB, agora uma ala quer descer ainda mais fundo e se tornar dependente apenas de José Serra?

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A oposição está em extinção?

21/11/2011

Os Amigos do Brasil

Uma pesquisa com deputados estaduais e vereadores mostra que só há uma posição ideológica consistente na política brasileira: a adesão ao governo. A oposição está em extinção?

Enquanto liderava a transição da ditadura para a democracia, o deputado federal Ulysses Guimarães fez a seguinte constatação a respeito da geração de políticos que chegava ao poder: Nós temos um know-how formidável para fazer oposição, mas, depois de 20 anos fora do poder, perdemos o jeito de governar. Dependendo do rigor com que se analisem as coisas atualmente, é possível afirmar que talvez ainda haja muito político procurando o tal jeito de governar. Mas não resta dúvida de que aquele formidável know-how para fazer oposição desapareceu.

Em agosto, numa entrevista a ÉPOCA, o filósofo Marcos Nobre falou sobre o severo estado de debilidade da oposição no Brasil. Ao tratar da eleição de 2010, afirmou que em nenhum momento o PSDB e seu candidato, José Serra, foram capazes de fazer uma campanha de oposição digna do nome. Serra, em sua opinião, apenas se colocava como alguém melhor que a petista Dilma Rousseff para dar sequência à política de Lula. Nobre sugeriu que tem sido fácil manter maioria no Congresso. E atribuiu a inexistência de uma oposição forte ao sucesso de um fenômeno que ele mesmo batizou de peemedebização do sistema político. Inspiradas no jeito PMDB de ser, que garante seu gigantismo, quase todas as siglas tentam ficar parecidas com o PMDB naquilo que ele tem de mais característico: o governismo.

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A análise de um amigo que tem de ser discreto

26/08/2011

 

Do Blog do Rovai

É dura a vida de assessores de políticos importantes. Principalmente quando jornalistas. As pessoas têm que ficar pianinho no seu canto, mesmo com vontade de dizer um monte de coisas. Um dos amigos que hoje atua nesse papel me enviou um email com um conjunto de reflexões interessantes que ajudam a pensar o debate político atual. Autorizado por ele, publico alguns trechos.

“A mídia tem tentado retratar como crise do governo, algo que, se é crise, imagina o que estar bem.”

“A grande história atual é a falência total da oposição.”

“Diante da crise econômica mundial, a oposição não tem proposta alguma. Só fazem reconhecer que o Brasil, que em 2002 era insolvente, hoje está forte e bem. Ou seja, saiu de 2008 ainda mais fortalecido.”

“As eleições de 2010 e o PSD tornaram o DEM nanico. E o FHC, preocupado em como vai entrar para a história, decidiu virar papagaio de pirata da Dilma, do PT.”

“Se o PSDB, depois de 16 anos, admite que tem que enfrentar a miséria em São Paulo e que o PT tem bons programas para isso, ótimo, para a população brasileira e a maturidade política.”

“O PSDB, por medo até da sombra de Lula, está pensando em dar 8 anos para Dilma de bandeja.”

“Serra que defendia oposição feroz, está isolado.”

“Fruet, abriu um espaço de enfrentar o PSDB no Paraná, com ele em Curitiba em 2012, e Gleise, para o governo do Estado, em 2014.”

“Marina perdeu o PV, que deve ir para a base do governo.”

“No cenário internacional a esquerda venceu no Peru e a Colômbia se aproxima da América do Sul e se afasta dos EUA/Uribe. Na Argentina, Cristina Kirchner deve ter uma eleição consagradora.”


Oposição se nega a investigar corruptores

19/08/2011

 

Poder Online

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou ao Poder Online que até agora os partidos de oposição não indicaram membros para comissão especial que vai discutir projeto de lei que pune empresascorruptoras.

Criada pelo presidente da Câmara, Marco Maia, há mais de dois meses, a comissão sequer foi instalada por falta de integrantes:

– A oposição vive falando de combater a corrupção, mas até agora não indicou ninguém para a comissão.  Eles criticam, criticam, mas na hora do vamos ver, vamos fazer a lei, cadê? — criticou.