Manter viva a causa do PT: para além do “mensalão”

17/09/2012

 

Por Leonardo Boff no site Carta Maior

Há um provérbio popular alemão que reza: “você bate no saco mas pensa no animal que carrega o saco”. Ele se aplica ao PT com referência ao processo do “mensalão”. Você bate nos acusados mas tem a intenção de bater no PT. A relevância espalhafatosa que o grosso da mídia está dando à questão, mostra que o grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT.

De saída quero dizer que nunca fui filiado ao PT. Interesso-me pela causa que ele representa pois a Igreja da Libertação colaborou na sua formulação e na sua realização nos meios populares. Reconheço com dor que quadros importantes da direção do partido se deixaram morder pela mosca azul do poder e cometeram irregularidades inaceitáveis. Muitos sentimo-nos traídos, pois depositávamos neles a esperança de que seria possível resistir às seduções inerentes ao poder. Tinham a chance de mostrar um exercício ético do poder na medida em que este poder reforçaria o poder do povo que assim se faria participativo e democrático.

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Estamos em março de 1964. Peluso é o Kruel ?

18/08/2012

Conversa Afiada

“O mensalão é o mais bem arquitetado Golpe de Estado que a elite construiu desde 1964”, disse o Tirésias.

Liga o profeta Tirésias, lá das profundezas de Minas, entre Rosa e Drummond:
– Assisti aí no seu sítio a defesa oral do Kakay.
– Gostou ?
– Sensacional ! Não é por ser mineiro, mas o Kakay jamais reproduzirá uma defesa de tal qualidade.
– Cuidado, profeta, assim o Kakay vai se enrubescer.
– Não há a menor possibilidade …
– E então, o mensalão vale tanto quanto o Roberto Jefferson ?, pergunta o ansioso blogueiro.
– O mensalão é o mais bem arquitetado Golpe de Estado que a elite construiu, desde o Golpe de 1º de abril 1964.
– Calma, Tirésias. E os militares, onde estão ?
– Não estão de farda. Estão de toga.
– Tirésias, isso é muito sério.
– Meu filho, dessa vez a elite substituiu os generais pelos Juízes e o Ministério Público.
– É o que se passou a chamar de um “Golpe paraguaio”.
– Não sei o que isso significa. Sei que o Golpe será dado no Judiciário.
– Mas, a Dilma não será derrubada como o Jango. Ela não está em questão.
– Não está agora. É a próxima peça do tabuleiro. Vai assim: Dirceu, Lula e ela.
– Mas, nem tudo está perdido. O Supremo não tem provas para incriminar o Dirceu.
– E quem disse que Golpe precisa de prova ? Cadê as provas de que o Jango é que ia dar o Golpe ? Cadê ?
– E quem será o Kruel de hoje ? O general da confiança do Jango que foi para São Paulo, traiu o Jango e decidiu o Golpe.
– Peluso será o Kruel.
– Será o Pinochet do Allende ?, provoca o ansioso blogueiro.
– Não ponha palavras na minha boca.
Pano rápido.
Paulo Henrique Amorim


STF dividido valoriza o voto de Peluso

16/08/2012

Por Ricardo Kotscho no Balaio do Kotscho

cezar peluzo abr STF dividido valoriza o voto de Peluso

Por que é tão importante o voto do ministro Cezar Peluso, que se aposenta no final do mês, em meio ao julgamento do processo do mensalão?

O voto de Puluso está valorizado pelo simples e bom motivo de que o STF parece rachado ao meio depois de quase 50 horas de julgamento, e um voto pode definir a condenação ou a absolvição dos 37 réus que restaram.

E o voto de Cezar Peluso, segundo toda a grande mídia, é dado mais do que certo pela condenação, se possível à pena máxima, dos principais acusados.

A divisão do tribunal fica mais evidente a cada intervenção dos ministros, como aconteceu nesta quarta-feira, durante a  discussão das preliminares do voto do relator Joaquim Barbosa, outro que também deve pedir a condenação de pelo menos boa parte dos réus.

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Mensalão: tucano não é mais réu primário

08/08/2012

Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

 

A fúria Golpista para condenar Dirceu (e Lula e Dilma) terá um efeito saudável, além da absolvição de Dilma, Lula e Dirceu.
(Nunca é demais insistir que o mensalão não passa de uma tentativa de Golpe para rever o resultado das eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010. Se Caixa Dois desse cadeia, o Congresso Nacional seria um deserto.)
O melhor da Cruzada ensandecida do PiG (*) será um fato político irrecorrível.
Os tucanos perderam a inocência.
Não são mais réus primários.
Por mais que a “opinião pública” ignore os crimes do PSDB, de Cerra e FHC – os que o Miro enumerou -, torna-se inevitável uma certa  isonomia.
A imagem completa do elefante, como sugeriu o Safatle, que não se deixa contaminar pela companhia, ao lado, na página dois da Folha (**)
A opinião pública e a Magistratura serão induzidas à isonomia.
A Magistratura tem um déficit de legitimidade que só essa isonomia poderá corrigir.
O Daniel Dantas pode ser poupado no mensalão tucano de Minas ?
O Cavendish é corrupto em Goiás e um santinho do pau oco na marginal (sic) de São Paulo ?
A ponte aérea Goiânia-Guarulhos leva à conversão, à virtude ?
A hipocrisia – como demonstrou a Carta Maior – dos mensaleiros, sonegadores e Dantas ficou mais difícil de se sustentar.
O Zezinho 30, por exemplo.
Sua carreira foi tisnada 25 anos atrás por Flavio Bierrembach, quando ainda servia ao “imaculado” Governo Montoro, em São Paulo.
De que vive o Cerra ?
Da aposentadoria na Unicamp ?
Dos proventos da Câmara, do Senado ?
Quem paga os jantares no Café Bouloud em Nova Iorque ?
As viagens de taxi aéreo ao Acre ?
A filha ? O genro ? O Mr Big ?
Essa inimputabilidade foi longe demais.
A hipocrisia – dele e do PiG – se desconstruiu na própria Cruzada merválica pelo pescoço do Dirceu (e  do Lula e da Dilma).
Como é que a “opinião pública” e a Magistratura podem ser mobilizadas durante sete anos para tratar de um mensalão que não se prova, e ficar calada diante da Privataria Tucana, a maior Privataria de uma Privataria latino-americana ?
Os tucanos perderam a virgindade na ânsia de matar o Dirceu (e o Lula e a Dilma).


Ministro diz que oposição não terá ganho político com “mensalão”

08/08/2012

Correio do Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta terça-feira que irá se decepcionar quem aposta no julgamento do mensalão para provocar desgaste no projeto político do governo e prejuízo eleitoral nas eleições de outubro.

Gilberto Carvalho

– Seguiremos trabalhando e temos a convicção de que aqueles que apostam nesse processo para um desgaste desse projeto político se decepcionarão porque o povo avalia sua vida, sua realidade, a Justiça, tem sabedoria para colocar cada coisa no seu lugar – afirmou.

– Continuaremos à frente com nosso projeto e se decepcionarão muito aqueles que apostam em tirar um proveito e que parcializam os julgamentos e as opiniões pensando que isso poderá causar um grande prejuízo, inclusive eleitoral – disse o ministro a jornalistas, após participar de evento da Secretaria de Políticas para Mulheres.

Carvalho disse que o governo espera um julgamento a partir dos autos, com atitude “madura” e “justa” dos julgadores. Acrescentou ainda que a presidenta Dilma Rousseff orientou a equipe para que siga trabalhando com rigor e que “ninguém perca um minuto do seu trabalho vendo ou acompanhando o processo”. E completou “que se informe, naturalmente, nas horas vagas, mas que siga trabalhando com o maior rigor como é praxe da presidenta Dilma e do nosso governo”.

O ministro comparou a atitude da presidenta de determinar que todos sigam trabalhando rigorosamente com o que ocorreu no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na época da denúncia do mensalão. “Aqueles que em 2005 apostaram que aquele processo das CPIs [comissões parlamentares de inquérito] ia provocar uma desconstrução do governo Lula viram o resultado, porque quando baixou-se a espuma do debate político ficou a realidade dos fatos que era um país que estava mudando, crescendo, distribuindo renda”.

Na avaliação de Gilberto Carvalho o que interessa ao povo brasileiro é a continuidade desse processo de crescimento do país.


Jornal ligado ao PSDB reconhece que não há provas do mensalão

29/07/2012

 

Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania

 

Não pode passar despercebido um texto jornalístico que, por si só, antecipa o fim do julgamento do mensalão. Trata-se de editorial da Folha de São Paulo publicado em sua última edição dominical sob o título “À espera do mensalão”. A certa altura, o texto desmente tudo o que a mídia ligada ao PSDB vem afirmando há anos.

Esse veículo de comunicação que, depois da revista Veja, é o mais identificado com a oposição ao PT e ao governo Dilma, a dias do início do julgamento já reconhece que não há provas de que houve compra de parlamentares e uso de dinheiro público por ação da cúpula do partido.

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Gilmar, juiz ? Não ! Ele é réu !

27/07/2012

Por Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

Gilmar Mendes, Ministro do Supremo, recebeu R$ 185 mil deste Mega-Caixa Dois.

 Os repórteres Mauricio Dias e Leandro Fortes, na Carta Capital desta semana, publicam a contabilidade do maior de todos os mensalões.

Trata-se da contabilidade de Marcos Valério para a re-eleição de Eduardo Brandão de Azeredo a governador de Minas, e de Fernando Henrique Cardoso para Presidente, em 1998.

São “demonstrações de recursos arrecadados com as fontes e os recebedores”.

São 26 páginas.

Dez se referem a doadores.

Entre os ilustres doadores, o insigne Banco Opportunity, do banqueiro que mereceu dois HCs Canguru.

Dezesseis páginas se referem a recebedores.

Uma Mega-Caixa Dois que movimentou a bagatela de R$ 104 milhões.

Viva o Brasil !

Viva a UDN !

Viva o PiG (*) !

Viva o Merval !

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