A agonia do PSDB em seu berço paulistano

25/10/2011

Do Balaio do Kotscho

O PSDB sempre foi um partido paulista e paulistano. Desde que foi criado como uma dissidência da ala anti-Quércia do PMDB, nos anos 1980, sairam de São Paulo todos os seus candidatos à presidência da República: Mario Covas, em 1989; FHC, em 1994 e 1998; José Serra, em 2002 e 2010, e Geraldo Alckmin, em 2006.

Agora, a menos de um ano das eleições municipais de 2012, o PSDB não consegue encontrar um candidato viável a prefeito em seu berço paulistano.

Alijados do poder federal desde 2002, divididos internamente, sem novas lideranças e sem um discurso capaz de emocionar a maioria do eleitorado, os tucanos vivem um tempo de agonia, sem qualquer perspectiva de sair do buraco tão cedo.

Já apareceram os nomes de vários possíveis candidatos, nenhum deles com densidade eleitoral para chegar ao segundo turno, discute-se se o partido fará prévias e quando isso deve acontecer, mas o fato é que no momento o PSDB está vendo ameaçada a sua hegemonia de duas décadas em terras paulistas.

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Com Meirelles, Kassab tenta repetir Serra de 2008

10/10/2011

Da Carta Capital por Fernando Vives

O prefeito paulistano tenta repetir com o ex-presidente do BC o que José Serra fez com ele em 2008. Foto: Olga Vlahou

Como prefeito da maior cidade do País, Gilberto Kassab é um ótimo articulador político e a cada dia surpreende mais nesta função. Após dar uma banana ao direitista DEM, partido que o projetou politicamente, e criar o “nem esquerda nem direita nem centro” PSD, a nova peripécia política kassabiana é a ida de Henrique Meirelles para seu partido.

Meirelles, que estava filiado ao PMDB, tem boas chances de ser candidato a prefeito de São Paulo em 2012. Kassab arriscou alto caso seja confirmada a intenção de ter o ex-pmdbista na prefeitura. Embora seja presidente da Associação Viva o Centro de São Paulo, o ex-banqueiro fez a própria carreira no estado de Goiás – ou seja, identificação quase nula com o eleitorado local. Presidiu o Banco Central no governo Lula, que, como se sabe, tem no estado de São Paulo forte resistência, sobretudo entre a classe média. Em seu favor, é muito lembrado como o fiador da estabilidade do governo Lula. Portanto, vender o peixe de Meirelles seria uma tarefa árdua, mesmo tendo nomes pouco empolgantes com quem disputar a vaga pelo PSD, como o vice-governador Afif Domingos (até agora, o favorito) e da vice-prefeita Alda Marco Antônio.

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