Entrada de Marta na campanha de Haddad pode ser a última bóia de salvação de Serra

29/08/2012

 Blog do Mello

A campanha de Serra vem se desintegrando sozinha, desde que o tucano se lançou candidato à prefeitura de São Paulo. A única coisa que cresce é a rejeição a seu nome, não só pelo desgaste do material, mas também porque o paulistano sabe que ele é o culpado de Kassab estar à frente da prefeitura.

As pesquisas mostram que a administração Kassab é reprovada (ruim/péssima) por 43% dos paulistanos e 80% deles querem mudança. E que eles sabem que Kassab é Serra e Serra é Kassab.

Informações recentes do tracking das duas campanhas (PT e PSDB) já colocam Serra com em torno de 20% de votos, mostrando uma queda vertiginosa rumo ao fundo do poço.

A campanha de Haddad na TV é avassaladora. Mostra em imagem, som e edição primorosos uma candidatura dinâmica, arrojada, disposta a trabalhar. Uma candidatura com tesão.

Já Serra parece cansado, com um sorriso falso colado à boca, repetindo a mesma ladainha da Mooca, o mesmo trololó, um ranço de passado.
Campanha política é uma guerra de pautas. Não há dúvida de que a campanha de Haddad está impondo a sua, o que coloca a campanha de Serra na defensiva, no contra-ataque.

Continue lendo »


O almoço frio

29/02/2012

Por Marco Aurélio Mello no Blog DoLaDoDeLa

O flagrante foi feito pelo fotógrafo Moacyr Leite Júnior e estampou a capa do Jornal Folha de São Paulo de domingo, às vésperas das eleições de 2008. O ex-governador Geraldo Alckmin almoçava sozinho num pequeno restaurante da Liberdade, região central de São Paulo.

Era o triste desfecho da campanha à prefeitura de São Paulo que teve a favoritíssima Marta Suplicy, com tudo para se eleger, mas que subiu no salto, cometeu erros primários e não soube compreender as reais possibilidades de seu principal adversário, o prefeito Gilberto Kassab, herdeiro político de José Serra.

Aquele almoço foi um prato frio, díficil de Alckmin engolir. Mais um prato servido por um dos caciques do seu próprio partido, Serra. A vingança demorara dois anos e fora tramada nos mínimos detalhes, depois que Serra teve que engolir a candidatura de Alckmin à presidência, em 2006.

Continue lendo »


A “fortaleza tucana” na mira

06/12/2011

Carta Capital – Mauricio Dias

A eleição municipal de 2012 tornou-se um pouco mais a preliminar da batalha eleitoral para a Presidência em 2014. Embora a escolha de prefeitos e vereadores tenha impacto reduzido na disputa presidencial, dois competidores, PT e PSDB, travam um confronto iniciado com a vitória de FHC em 1994, que completará duas décadas no fim do atual mandato de Dilma Rousseff.

Para os tucanos, na vanguarda de uma oposição debilitada eleitoralmente, o resultado da competição municipal pode ter um efeito desastroso caso o PT, ou até mesmo um aliado dos petistas, conquiste a prefeitura paulistana. Em consequência, o PSDB se enfraqueceria muito para a disputa do governo estadual e poderia, assim, perder a principal base político-eleitoral do partido, cujo poder se projeta nacionalmente. Sem ela só restará, como expressão política influente, o enclave mineiro comandado por Aécio Neves.

Lula tem trabalhado firmemente na preparação desse assalto final, em 2014, ao governo paulista. É uma “fortaleza tucana”, guarnecida por poderoso batalhão de prefeitos vitoriosos na última eleição municipal, em 2008. Dos 645 municípios paulistas, o PSDB domina mais de 31%, seguido de longe pelo DEM e pelo PMDB. E, mais distante ainda, pelo PT (tabela). Esses números ainda não refletem a revoada de tucanos para o PSD do prefeito Kassab.

Continue lendo »


Uma eleição paulistana que fugirá da mesmice

12/11/2011

Carta Maior por Maria Inês Nassif

O eleitorado de centro-direita de São Paulo está dividido. PSDB e Kassab disputam na mesma faixa. Kassab acaba de fundar o PSD e seria vantajoso para a nova legenda ter um candidato próprio. Alckmin pode ser um bom eleitor no Estado, mas não é tão bom na capital. Haddad está melhor servido: neste momento, estar com Lula é mais negócio.

Por fadiga de material, as eleições do próximo ano na capital paulista deverão ocorrer obrigatoriamente sob o signo da renovação. A excessiva polarização entre o PT e o PSDB no Estado e a dificuldade de trânsito de novos nomes pelas máquinas dos dois partidos produziram efeitos semelhantes nas duas legendas. 


Do lado do PT, a visibilidade eleitoral era a de Marta Suplicy, eleita deputada, prefeita e senadora e derrotada em duas disputas para a prefeitura e uma para o governo do Estado. Marta mantém, de início, um terço dos votos na capital, mas com uma rejeição semelhante. No PSDB, revezam-se como candidatos, desde a morte de Mário Covas, Geraldo Alckmin (hoje governador) e José Serra (eleito prefeito em 2004 e governador em 2006, e derrotado na disputa pela Presidência em 2010). Os postulantes tucanos à prefeitura – os secretários Bruno Covas e José Anibal – não têm grande visibilidade; Serra, se quiser começar tudo de novo, tem exposição até excessiva, o que faz com que seus índices de rejeição sejam, hoje, maiores do que os de Marta.

Continue lendo »


A agonia do PSDB em seu berço paulistano

25/10/2011

Do Balaio do Kotscho

O PSDB sempre foi um partido paulista e paulistano. Desde que foi criado como uma dissidência da ala anti-Quércia do PMDB, nos anos 1980, sairam de São Paulo todos os seus candidatos à presidência da República: Mario Covas, em 1989; FHC, em 1994 e 1998; José Serra, em 2002 e 2010, e Geraldo Alckmin, em 2006.

Agora, a menos de um ano das eleições municipais de 2012, o PSDB não consegue encontrar um candidato viável a prefeito em seu berço paulistano.

Alijados do poder federal desde 2002, divididos internamente, sem novas lideranças e sem um discurso capaz de emocionar a maioria do eleitorado, os tucanos vivem um tempo de agonia, sem qualquer perspectiva de sair do buraco tão cedo.

Já apareceram os nomes de vários possíveis candidatos, nenhum deles com densidade eleitoral para chegar ao segundo turno, discute-se se o partido fará prévias e quando isso deve acontecer, mas o fato é que no momento o PSDB está vendo ameaçada a sua hegemonia de duas décadas em terras paulistas.

Continue lendo »


Procura-se um novo José Alencar

14/10/2011

Carta Capital por Soraya Aggege

Lula com Henrique Meirelles, durante reunião em 2009; ex-presidente do BC é a aposta do ex-presidente para vice de Fernando Haddad em SP. Foto: Wilson Dias/ABr

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula uma manobra política polêmica para tentar conquistar a Prefeitura de São Paulo em 2012. Ele quer “um José Alencar” para vice de seu escolhido na disputa, o ministro da Educação, Fernando Haddad. Lula está determinado a reproduzir em São Paulo a fórmula que instalou o PT no poder nacional por 12 anos. Para conquistar o conservador eleitorado das classes A e B da capital, que há tempos barra o projeto de poder do PT em seu próprio berço, o perfil conciliador e técnico de Haddad precisaria se casar com um vice bem aceito nos meios empresarial e financeiro.

Uma das tentativas mais extremas começa a se dar com o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que acaba de desembarcar na capital paulista com título eleitoral transferido e devidamente instalado no recém criado PSD, do prefeito Gilberto Kassab, depois da benção de Lula.

Com a ajuda do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Lula estaria tentando articular com o prefeito para que Meirelles seja o candidato a vice de Haddad. A operação é complexa, pois envolve também convencer o PT a não fazer oposição a Kassab na campanha. Por enquanto, apenas um plano B está definido: caso Meirelles seja o candidato do prefeito, o acordo fica definido para o segundo turno. A reedição da estratégia nacional que o conduziu à Presidência da República e o ajudou a eleger a sucessora, Dilma Rousseff, é uma obsessão para Lula, afirmam lideranças petistas, incomodadas com o novo traçado.

Continue lendo »


Cerra presidente ? Só na outra encadernação

24/08/2011


Do Blog Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

Encontro o grão-petista na noite de autógrafos do irresistível “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais.

A fascinante história dos agentes secretos infiltrados por Cuba em organizações de extrema direita nos Estados Unidos.

Fernando não perde a mão.

Este ansioso blogueiro pergunta ao grão-petista:

– Marta ou Haddad ?

– Haddad.

– Por que ? Por causa do Lula ?

– Por causa do Lula e nós chegamos à conclusão de que é preciso renovar, ele responde.

Continue lendo »