A toga, a língua e o caçador de blogs

01/06/2012

Por Saul Leblon no site Carta Maior

Escudado na proteção republicana da toga, o ministro Gilmar Mendes desnudou uma controversa agenda política pessoal na última semana de maio. Onipresente na obsequiosa passarela da mídia amiga, lacrou seu caminho na 6ª feira declarando-se um caçador de blogs adversários de suas ideias e das ideias de seus amigos. Em preocupante equiparação entre a autoridade da toga e a arbitrariedade da língua, Gilmar decretou serem inimigos das instituições republicanas todos aqueles que contestam os seus malabarismos discursivos, a adequar denúncias a cada 24 horas, num exercício de convencimento à falta de testemunhas e fatos que as comprovem.

A fragilidade desse discurso impele-o agora ao papel de censor a exigir da Procuradoria Geral da República, e do ministro Mantega, que sufoque blogs adversários asfixiando-os com o corte da publicidade oficial. Sobre veículos que tem, entre suas fontes e interlocutores, acusados de integrar quadrilhas, o ministro nada observa em relação à presença da publicidade oficial. Cabe ao governo Dilma dar uma resposta ao autonomeado censor da República.

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Lula não ficou sozinho com Gilmar Mendes, diz Jobim

28/05/2012

Carta Capital

O ex-ministro Nelson Jobim desmente relato de Gilmar Mendes à Veja. Elza Fiúza/abr

O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim afirmou no sábado 26 que o encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes aconteceu na sala de seu escritório e que em momento algum os dois ficaram sozinhos para tratar de assuntos que não fossem questões “genéricas”.

A versão desmente a conversa relatada por Gilmar Mendes à revista Veja segundo a qual, em conversa reservada, Lula sugeriu ao ministro do STF ajuda na CPI do Cachoeira em troca de apoio para adiar o julgamento do mensalão.

O encontro teria acontecido no escritório de Jobim. No sábado, ao ser questionado pelo jornal O Estado de S.Paulo sobre o episódio, o também ex-ministro do STF reagiu: “O quê? De forma nenhuma, não se falou nada disso. O Lula fez uma visita para mim, o Gilmar estava lá. Não houve conversa sobre o mensalão.”

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Se suposta pressão de Lula sobre Gilmar é ‘mais grave do que o mensalão’, quem é uma besta, Reinaldo ou editor da Veja que nem deu capa?

28/05/2012

Blog do Mello

Para o Chacrinha do esgoto, que em seu blog só sabe gritar “Olha o mensalão ai-ê”, “Quem quer petralhaaaa?”, “A reportagem que VEJA traz na edição desta semana expõe aquela que é a mais grave agressão sofrida pelo estado de direito desde a redemocratização do país — muito mais grave do que o mensalão!!!“.

E que reportagem é essa?  Aquela em que Gilmar “Jeitinho” Mendesdiz que sofreu pressões do presidente Lula para adiar julgamento do “mensalão”.

Reportagem desmentida no dia pelo ex-ministro Jobim (no escritório de quem teria havido a proposta) e pela assessoria de Lula, que disse que o pedido de encontro foi feito por Gilmar “Bacamarte” Mendes.


Armadilha da Veja: Gilmar tenta salvar-se

27/05/2012


Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

No leito de morte, o detrito sólido de maré baixa reproduz entre aspas declarações de Gilmar Dantas (*) que dariam a entender que, na presença de Nelson Johnbim, Lula teria feito uma chantagem; você adia o julgamento do mensalão no Supremo e eu te blindo na CPI.

Navalha

Primeiro, Lula conhece melhor do que ninguém esses dois Ministros do Supremo nomeados por Fernando Henrique.

Sabe o que lhes cai na alma.

Por exemplo, que Johnbim não tem segredos para o Cerra.

Lula teria que ser muito ingênuo para “chantagear” um dos personagens do grampo sem áudio, divulgado nesse mesmo detrito de maré baixa.

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Dilma corre risco na política

09/08/2011

A instabilidade política começa a ser uma marca deste primeiro ano do governo Dilma Rousseff. O efeito mais danoso é paralisar a ação administrativa ou deixá-la em ritmo de tartaruga.

Dilma fez trocas em quatro ministérios importantes em menos de oito meses de governo. É uma performance ruim. A cada troca de ministro, o presidente de plantão sempre gasta uma energia tremenda para tratar do assunto. Precisa consultar aliados, driblar lobbies por candidatos à vaga e tourear partidos querendo ocupar mais espaço.

Para um primeiro ano de governo, no qual a regra é o presidente ter um cacife político que lhe dá certo sossego na relação com aliados e o Congresso, a gestão Dilma tem atravessado fortes turbulências.

Apesar de ter ficado bem na foto perante a opinião pública com a faxina no Ministério dos Transportes, a extensão da crise com o PR pode corroer esse ganho de imagem. Afinal, já foram mais de 20 demitidos no Ministério dos Transportes. Aliados começam a indagar como era possível a permanência de tanta gente suspeita em área tão importante desde o tempo em que Dilma era a gerente do governo.

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Dilma logrará manter Amorim no cargo?

07/08/2011
Do Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães

Nelson Jobim entrará para a história como a negação viva da teoria dos inimigos de Lula – e de Dilma, mesmo que ela não queira – de que seu governo teria “aparelhado” o Estado. O ministro mais conservador de Dilma tinha tudo para jamais ser convidado para integrar um governo do PT, mas não só foi convidado como lhe foi dado um cargo de extrema importância.

Conservador, fortemente ligado aos adversários mais ferozes do PT (mídia, Fernando Henrique Cardoso e José Serra) e aos militares saudosos da ditadura que ainda infestam a cúpula das Forças Armadas, colocá-lo dentro do governo que representa a antítese a essas forças político-ideológicas poderia ser uma contradição aparentemente inexplicável.

Afinal de contas: o que, diabos, Nelson Jobim estava fazendo nos dois governos federais do PT? Por que Lula nomeou alguém com perfil tão incompatível com o seu e com o de Dilma, que o manteve no cargo?

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Amorim na Defesa é um excelente sinal para o governo inteiro

06/08/2011

Do Blog do Rovai

Dilma ganhou a eleição por conta do apoio de Lula. Isso é fato. E não é demérito.

Ela fez parte do governo do ex-presidente desde o seu primeiro dia. E ainda participou da equipe de transição. Ou seja, poucos foram tão importantes no governo Lula quanto ela. Ou seja, ela foi candidata de um governo cujo sucesso ajudou a construir. E Lula era o símbolo daquele sucesso, por isso seu apoio foi tão importante.

Mas é fato também que Dilma ganhou a eleição por ter méritos. Muitos méritos. E um dos momentos onde mostrou-os com maestria foi no debate do segundo turno na TV Bandeirantes, quando ela sacou o Paulo Preto do bolso e meteu o engenheiro na testa de Serra. E ao mesmo tempo lembrou que a esposa de Serra é que tinha começado essa história do aborto. Deu um banho no tucano naquele debate. E na minha opinião derrotou-o ali.

Antes daquele debate a diferença entre ambos tinha chegado na margem do empate técnico. O clima era de estupefação na direção da campanha. E a militância começava a entrar em desespero.

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