POR QUE O JN IGNOROU A ERUNDINA? PORQUE O LULA NÃO MORREU

20/06/2012

Por Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

Noticiar a Erundina seria levar o Haddad ao jornal nacional. O que demonstraria que o Lula não morreu.

Dizia-se na Globo que, uma vez, o Dr Roberto saiu-se com essa: o Boni pensa que isso aqui é um circo; isso aqui é uma usina de poder.

Ali, não tem nada por acaso.

A Erundina entrou na chapa do Haddad, na mais importante eleição do pais.

O jn não deu.

O Lula se encontrou com o Maluf.

O jn não deu.

Erundina disse que sentia “desconforto” com a ida do Lula ao Maluf.

O jn não deu.

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A “ética” da Veja não resiste ao Código Penal

22/04/2012

 

Por Fernando Brito no Blog Tijolaço 

O editoral da revista Veja sobre “ética jornalística” é uma peça de um cinismo à toda prova.

Parece que o que está sendo questionado no comportamento da revista é o fato de, eventualmente, ter se valido de informações provindas de um criminoso, no caso o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Não foi isso o que aconteceu.

Veja e Cachoeira associaram-se de forma contínua, e o fizeram porque esta associação trazia vantagens para ambos.

Desde o casoWaldomiro Diniz até a demissão do sr. Luiz Antonio Pagot do Ministério dos Transportes, foram pelo menos sete anos de associação a um processo de chantagem. E a chantagem, não importa se o chantageado é ou não inocente – e no mais das vezes não é – do que se lhe pode acusar é um crime para o qual concorrem todos os que dele participam.

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CPI ou não CPI? A cada escolha o seu preço

18/04/2012

Por Saul Leblon no site Carta Maior

A mídia demotucana destacou batalhões para escarafunchar possíveis vínculos entre a construtora Delta (mostrada como uma espécie de caixa de compensação do esquema Cachoeira), obras do PAC e eventuais doações a políticos e campanhas do PT. A investigação é legítima. Mas a ênfase exclusiva denuncia a intenção do dispositivo midiático conservador. Trata-se de acuar o governo Dilma com uma barragem de denúncias, suspeição e incerteza e, ao mesmo tempo, produzir um efeito atordoante na opinião pública.

O bombardeio diário, articulado e complementar tece a narrativa de um folhetim. Manejado por autores experientes na arte de ocultar e confundir o público, desta vez persegue um objetivo hercúleo: ofuscar o consórcio de carne e osso que liga o esquema Cachoeira à oposição mas, sobretudo, eclipsar a preciosa singularidade deste caso –o papel explícito do braço midiático como lubrificante na engrenagem criminosa; mediador sem o qual a ação dos interesses que fazem faz gato e sapato da democracia brasileira não vingaria.

A contundência da autodefesa estampada nos jornais empresta veracidade a rumores. Além da revista Veja e da editora Abril, entaladas até o pescoço nas águas da cachoeira, conforme evidências vazadas das escutas policiais, circulam nas redações outros nomes de prestígio do jornalismo que estariam engolfados até o nariz na lama revolvida pela PF. Interessaria a esses supostos personagens –e ao círculo endogâmico que tombaria ao seu redor– a operação de guerra em curso para cauterizar todos os elos e ramificações fatais do caso. Assim está sendo feito.

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PT deveria processar a Globo por reportagem do JN contra Agnelo

12/04/2012

Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania

Matéria da edição de ontem (11/04) do Jornal Nacional veiculou informação falsa, sem fundamento e lógica. A apresentadora Patrícia Poeta proferiu uma mentira contra o governador de Brasília. Disse que “A Polícia Federal afirma que o governador Agnelo Queiróz pediu para falar diretamente com o bicheiro”.

Assistindo à reportagem, já se percebe que a PF não poderia fazer tal afirmação apenas por que Cachoeira e o araponga “Dadá” disseram que Agnelo quereria falar com o bicheiro. O que a PF diz é apenas isso, que é uma declaração do araponga que foi captada. Aliás, a PF não acusou formalmente nem o governador tucano Marconi Perillo, quanto mais Agnelo.

Ao assistir àquilo, àquela imensa manipulação e aquele desfilar de denúncias inconclusivas contra o PT veiculadas como condenações, liguei para uma fonte do partido que recomendou confiança em que o troco será dado na CPI, onde serão reveladas mais a fundo, inclusive, as relações de setores da mídia com o crime organizado.

Apesar disso, este blog acha pouco. A locução da apresentadora do Jornal Nacional foi um anátema sobre a cabeça do governador de Brasília e sobre seu partido. Aliás, vale dizer que o pouco de voz que a Globo deu a ele na reportagem criminosa em questão foi usado para dizer que tentam atingir o PT inteiro através de si.

Diante do exposto, faz-se, aqui, uma recomendação ao Partido dos Trabalhadores: processe a Globo por difamação ao ter afirmado que existe uma acusação formal da Polícia Federal ao governador  Agnelo Queiróz. É inadmissível que uma concessão pública seja usada para distorcer dessa forma uma investigação tão importante.


Popularidade de Dilma sobe e audiência da Globo cai

18/12/2011

Blog Os Amigos Do Presidente Lula

Por que será, hein?

A TV Globo bate no governo o tempo todo e a popularidade da Presidenta sobe (conforme pesquisa do CNI/Ibope divulgada na semana). Enquanto isso a audiência da TV Globo cai.

O fenômeno vem desde a época do governo do presidente Lula.

O resultado é efeito das trambicagens explícitas que o Jornal Nacional leva ao ar, como a bolinha de papel, e agora, a ocultação no Jornal Nacional da roubalheira tucana denunciada no livro “A Privataria Tucana”.

O telejornal passou o ano criando um padrão de cobrança que beira o clima macartista nos EUA nos anos 50, apontando o dedo e pré-condenando qualquer um que se atreva a apoiar o governo Dilma, deturpando as denúncias.

Agora a TV Globo esquece tudo o que disse e escreveu neste ano e não exige nem sequer explicações para os amigos e parentes de José Serra sobre movimentações em empresas off-shore em paraísos fiscais, movimentações milionárias em contas usadas para lavagem de dinheiro, sociedade da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas, presa na operação Satiagraha, contratação de empresa de arapongagem pelo então governador José Serra, etc, etc, etc.

Um colunista do jornalão da emissora (Merval Pereira) desmente FHC reconhecendo que os documentos do livro são oficiais (já abandonando a tese de dossiê Cayman, que não colou), mas acha “normal” a dinheirama de origem suspeita de funcionários do governo tucano, políticos e parentes de José Serra, que comandaram a privataria, transitarem por contas usadas para lavagem de dinheiro. O colunista só faltou dizer que não há no livro um recibo assinado pelos amigos e parentes de José Serra declarando terem recebido propinas. É a mesma estratégia de defesa dos advogados de Paulo Maluf que, quando pego com a boca na botija com contas milionárias em paraísos fiscais, nega tudo na maior cara-de-pau.

Não dá mais para tampar o sol com a peneira. A TV Record noticiou, a TV Bandeirantes noticiou, o assunto foi tema de discursos do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT/PE), e de protestos do senador serrista Aloysio Nunes (PSDB/SP). Na internet é o assunto político do momento, a editora do livro não consegue atender os pedidos, tamanha a procura. Um pedido de CPI já reuniu mais do que as 171 assinaturas necessárias. FHC, sem saída, já fez um apelo dramático para o PSDB o defender na roubalheira em seu governo, e o presidente do PSDB emitiu nota oficial, quebrando a estratégia de abafar com o silêncio. Tudo isso é notícia obrigatória e quentíssima, que a TV Globo sonega do telespectador.

O preço da perda da credibilidade jornalística, num primeiro momento, foi o telespectador receber com desconfiança denúncias vindas do Jornal Nacional contra gente do governo, pois já percebeu que a Globo tem um “caso de amor” com os demo-tucanos. Em um segundo momento é a perda da audiência. Pior para a Globo, que afunda junto com o tucanato.


O Jornal Nacional Mudou?

07/12/2011

Do Blog DoLaDoDeLa

Seria de uma ingenuidade tremenda achar que, porque mudou uma das apresentadoras do telejornal, ele ficaria diferente no conteúdo, no dia seguinte. Para fazer o Jornal Nacional são, por baixo, 150 jornalistas em todo o país envolvidos diretamente com ele.

O Jornal nasce no dia anterior, quando a rede (conjunto de produtores baseados no Rio de Janeiro) reúne as ofertas das praças numa previsão. São matérias produzidas, ou a continuação das matérias factuais (suítes). Claro que muitas delas cairão no dia seguinte, conforme a necessidade de “virar” a pauta. Mas existe uma espinha dorsal, chamada no jargão de pré-espelho do jornal.

Numa reunião por volta de meio-dia, começa a nascer o telejornal daquela noite. Ali serão lançadas as ofertas na grade, por ordem de importância. Cabe ao editor-chefe balancear a participação de todos e a fatia de tempo que cada um terá.

Há que se ter um certo jogo de cintura para acomodar tantas pressões: do patrão que recebeu um prêmio, do diretor de praça que não está participando muito do telejornal e se sente desprestigiado, do governador que pediu espaço, do erro cometido no dia anterior, que carece de reparo, do repórter especial, cuja matéria foi engavetada no dia anterior e fez biquinho. Editorias de internacional, esportes, chamadas de outros programas… E por aí vai.

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Orlando Silva, o escudo dos tucanos paulistas

19/10/2011

Blog do Rovai

A reportagem produzida pela Veja na última semana é oca. Sem provas ela vai repetir a história dos dólares cubanos que teriam vindo para a campanha de Lula escondidos em caixas de uísque.

Ou talvez aquela do “Caraca, quem botou esse dinheiro aqui?”. Que levou o repórter da revista a ganhar um prêmio do Instituto Millenium para fazer um curso no país da Disneylândia.

Matéria onde o repórter afirmava que alguém tinha colocado 200 mil reais numa gaveta no Palácio do Planalto. Questionado no twitter sobre as provas, ele disse que iria mostrá-las. Este ingênuo blogueiro ainda continua esperando-as.

Aliás, um registro necessário, este ingênuo blogueiro não coloca sua delicada mão no fogo por nada. Nem por assessores do Palácio, nem por ministros e nem mesmo pelas pessoas que ama.

A questão é outra.

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