Inflação e PIB: 4,5%. Selic: 8%. Dilma como cabo eleitoral

08/04/2012

Conversa Afiada


A Urubóloga agora trata de Verde, Direitos Humanos e, neste domingo, no Globo, das Malvinas.

Deve ser o início do Outono, quando os urubus migram – sabe-se lá para onde.

O PiG (*) está desnorteado, a ponto de o Estadão, salvo pelos bancos de sonora falência, ficar contra a queda dos juros.

Porque a JK de Saias botou R$ 45 bi do BNDES a juros reduzidos, e levou o BB e a Caixa a fazer um corte profundo nas taxas, para obrigar os bancos privados a se coçar.

E o Farol de Alexandria e seu Planejador-Mor prometeram ao FMI vender a Caixa, o Banco do Brasil, e, na gestão de Francisco Gros, transformar o BNDES numa sucursal do Morgan Stanley.

(A Urubóloga sabe disso …)

Na entrevista que concedeu a este ansioso blogueiro, o Ministro Guido Mantega previu que o PIB este ano ficará acima de 4%, porque as medidas que tomou conduzem a esse resultado.

A queda do IPCA e a política cautelosa do Banco Central – que a Urubóloga combateu com fúria Hayekiana – levam a uma taxa Selic perto de 8% este ano.

Assim, amigo navegante, quando se travar a eleição municipal, em outubro, a economia vai estar com fogo nas ventas, a se  preparar para as vendas do Natal.

PIB de 4,5%.

Inflação de 4,5%.

E Selic de 8%.

Outro dia, na festa de lançamento da nova programação da Record, quando este ansioso blogueiro conversou com o Montenegro do Globope e soube que a populariade da Dilma é um foguete, conversou também com o prefeito Kassab.

E perguntou quem ganharia a eleição em São Paulo.

Kassab respondeu que era muito difícil prever, porque os três candidatos não tinham uma história de campanha para prefeito, portanto, são “imprevisíveis”.

Aí, o ansioso blogueiro lembrou: mas, prefeito, tem o Cerra que já foi candidato a tudo.

Ah, é verdade, ele se lembrou: o Cerra é a exceção.

Aí, o ansioso blogueiro contou que tinha acabado de conversar com o Montenegro, na roda ao lado, e mencionou a popularidade do tipo “foguete”.

O prefeito Kassab admitiu que, na hora da eleição, quando a popularidade da Dilma e o Nunca Dantes com voz aparecerem na campanha de São Paulo, vão fazer um estrago.

E rapidamente acrescentou: nós (do PSD) temos votado sempre com ela !

Bye-bye Cerra forever !

Paulo Henrique Amorim


Cadê o pessoal do “inflacionismo”?

08/04/2012

Por Fernando Brito no Tijolaço 

Não é possível que pessoas que previam, até seis meses atrás, uma explosão da inflação e o “estouro” da meta inflacionária continuam a dar palpites e a deitar lições sobre a condução da política econômica brasileira.

Não se vexam diante de notícias como a de anteontem – a de que a inflação acumulada no primeiro trimestre do ano foi, simplesmente, a menor dos últimos 12 anos.

Fosse a maior, não de doze, mas de apenas dois ou três anos, a edição dos jornais, nem é preciso dizer, seriam diferentes, e não as notinhas miúdas que você vê aí ao lado.

Falar em “explosão inflacionária” foi, desde o segundo semestre de 2011, apenas uma estratégia para combater o processo de redução dos juros.

E, com isso, manter uma ordem econômica em que nada, neste país, é mais lucrativo, seguro e compensador que aplicar os recursos disponíveis em aplicações financeiras.

Enquanto o Estado renuncia a parte da arrecadação fiscal para estimular investimentos, as empresas têm em caixa, tecnicamentente disponíveis para investir, nada menos de R$ 150 bilhões, como informou, semana passada,  o jornal Brasil Econômico, Dinheiro que está, no entanto, em aplicações financeiras, não na produção.

O sistema financeiro, que deveria ser uma alavanca para impulsionar a produção de riqueza real, no capitalismo brasileiro, passou a ser um fim em si mesmo, a búissola e a régua do pensamento econômico de uma subelite que pensa ser normal que o dinheiro é uma espécie de sesmaria,  tão intocável quanto a o Brasil colônia e com a vantagem de ser “produtiva”, porque dela se colhe, sem plantar, o farto  fruto dos jurque se aufere por direito divino.

De alavanca, o capital converte-se em freio à produção, ao emprego, ao progresso.

Um freio que faz o Brasil da roda-presa.


Mas e a “explosão da inflação”, hein?

31/01/2012

Blog Tijolaço por Fernando Brito

Postei, lá no Projeto Nacional, uma rápida análise sobre o IGP-M de janeiro, divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas.

E o gráfico que vai aqui no post, mostrando que a tendência de queda da inflação, que a gente vem mostrando aqui faz tempo, não era surpresa para ninguém no “mercado” muito antes de o Banco Central decidir começar a baixar os juros.

O IGP-M de janeiro, de 0,25%, é o menor já registrado, exceto pelo medido em plena crise mundial, em janeiro de 2009.

A inflação de janeiro, que costuma ser alta, não vai ser baixa, não, pela variação do preço dos transportes, dos alimentos e das escolas.

Mas seus fundamentos nos preços do atacado são de correção baixa ou nula dos preços. E, dependendo de novos abalos na Europa, até mesmo de baixa.

A urubulândia, que sonhava com um descalabro nos preços para continuar sua cantilena da impossibilidade de um crescimento forte do país lutou – e ainda luta – o quanto pôde.

Mas perdeu, embora tenha conseguido criar um clima de expectativa por aumento de preços que é extremamente prejudicial.

Que, porém, se desfará, como tudo que não tem base na realidade.


Inflação de prestígio

18/10/2011

publicado no Conversa Afiada

Folha

Vladimir Safatle

“Enquanto eu cobrava R$ 100 por sessão, tinha poucos pacientes. Quando comecei a cobrar R$ 200, por incrível que pareça, os pacientes afloraram.” Esta afirmação de um amigo psicanalista talvez valha um capítulo na teoria geral da formação de preços, ao menos no Brasil.

A mudança no preço de sua sessão não foi o resultado de alguma nova conformação das dinâmicas de oferta e de procura. Ela foi, na verdade, a descoberta de que, em países com alta concentração de renda, certas pessoas estão dispostas a pagar mais simplesmente devido à crença de que as coisas caras foram feitas para ela.

Por mais que economistas gostem de dizer o contrário, a ação econômica é baseada em sistemas de crenças e expectativas cuja racionalidade é fundada em fortes disposições psicológicas “irracionais”-pois estão ligadas a fantasias.

Atualmente, alguns dos aluguéis mais caros do mundo podem ser encontrados em cidades improváveis como, São Paulo, Moscou e Luanda (capital angolana).

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Custo de inflação de 4,5% é crescer 1,5%

11/10/2011

Época por PAULO MOREIRA LEITE

 

Almoçando com um dos mais influentes economistas brasileiros, pude fazer a pergunta certa. Qual seria o custo para trazer a inflação para o centro da meta, que é de 4,5% ao ano.

A resposta: em vez de crescer a 3,5%, a economia estaria crescendo a 1% ou 1,5%.

Também fiz a segunda pergunta: qual o risco de manter a política atual de juros e apostar no crescimento. A resposta: o risco é muito baixo.

A unanimidade dos economistas concorda que a inflação deve entrar em queda a partir dos próximos meses, até março de 2012, pela combinação de uma série de fatores conhecidos e estudados.

A quase geladeira da economia internacional também vai trabalhar para isso. Outras medidas internas também. Mesmo assim, não se espera que o centro da meta seja atingido em 2011 nem em 2012.

Por que? A resposta simples é dizer: porque o governo não quer, ainda que a explicação seja mais complicada do que os adversários da equipe economica gostam de afirmar.

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A inflação sobe, mas cai, entendeu?

29/09/2011

Do Blog Tijolaço

 

Há um mês, quando saiu o IGP-M de agosto, as manchetes foram iguais: “sobe a inflação do aluguel”.
O noticiário pouca ou nenhuma menção fazia ao fato de que a variação acumulada, que vale tanto para o reajuste do aluguel quanto para a avaliação da situação da economia caíra, outra vez, de 8,35% para 8%.
Este mês, a história se repete.
O IGP-M de setembro deste ano (+0,65%) substitui, na série anual, o de 2010 (+1,15%), o que leva o acumulado em 12 meses a cair agora de 8% para 7,46%.
E, como outubro e novembro tiveram, ano passado, valores altos (1,01% e 1,45%, respectivamente), embora o próximo IGP-M vá absorver o restante do reajuste do dólar – é um índice mais sensível ao câmbio, a tendência é de baixa, para terminar o ano na faixa dos 6%.
Isso quer dizer pouco mais da metade do IGP-M acumulado em dezembro do ano passado, que foi de 11,32%.
Como isso não ajuda o clima de terrorismo econômico, não é explicado na maioria dos jornais.
Precisamos de um caos, não é?


Brasil depende da China para evitar crise

15/08/2011

 Correio do Brasil

Redação, com Vermelho.org

A China controla o yuan e consegue obter preços melhores na negociação com o Brasil

No mercado financeiro, o Brasil é considerado hoje um “derivativo” da China. Derivativos são contratos cujos preços dependem da cotação de outro ativo.

–A performance do mercado brasileiro é muito ligada à China. O Brasil tem o ônus e o bônus dessa relação – diz Ricardo Lacerda, presidente da BR Partners, uma das principais empresas de fusões e aquisições do País.

Dependência

Traduzindo para a economia real: se a crise nos Estados Unidos e na Europa atingir a China, o Brasil será castigado. A percepção dos investidores vem do aumento da dependência do país em relação ao gigante asiático depois da quebra do Lehman Brothers em 2008. O apetite chinês garantiu a alta dascommodities em meio à recessão global, reduzindo a vulnerabilidade externa brasileira.

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