O purismo e o verdadeiro Maluf

26/06/2012

Por Gilson Caroni Filho no site Carta Maior

Ao firmar acordo com o deputado federal Paulo Maluf (PP), se deixando fotografar com seu adversário histórico, o ex-presidente Lula produziu a perplexidade que dominou, no primeiro momento, setores do próprio campo progressista. O debate que se seguiu foi – e é da maior seriedade – e da maior gravidade.

O purismo tem que despertar da frívola ciranda para a dura realidade do mundo adulto, do universo das relações reais entre pessoas e partidos. O erro maior de quase todos os revolucionários brasileiros, do século XIX em diante, foi não apenas ter frequentemente cometido equívocos nas análises das condições objetivas, mas também no exame da condição subjetiva fundamental, que é o alheamento político a que um modelo de exploração desigual submeteu nosso povo. A exclusão de processos decisórios torna-o cético diante do que não sabe, enquanto a classe dominante dá o exemplo com sua atitude invariavelmente cínica.

Analistas políticos que não percebem bem o que acontece por um misto de má-fé e preguiça mental – resultante da partidarização da imprensa e da  academia – pontificaram sobre a logística comandada por Lula. E, triste, foram endossados por setores que se apresentam como a “esquerda autêntica”. O papel de um operador político do quilate do ex-presidente é semelhante ao do regente de uma orquestra. Não faz a música, mas dá o compasso, define a harmonia do conjunto e tira de cada instrumento o som mais adequado.
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Serra não toma jeito. Depois de se apropriar dos genéricos e do programa anti-Aids, agora mete a mão no slogan de Dilma

24/06/2012

Blog do Mello

O homem é impossível. Serra é um mitômano incorrigível. Ele se diz engenheiro, mas não prova. Também se diz economista, e também não prova.

Em campanha, já afirmou ser o pai dos genéricos (que foi Jamil Haddad).

Afirmou também ser o criador do programa anti-Aids do governo federal, quando os criadores foram a doutora Lair Guerra de Macedo Rodrigues e o professor, médico e ex-ministro Adib Jatene.

Agora, com a cara de pau que lhe é peculiar, o homem dos escândalos das Operações Sanguessugas e Vampiro, o homem das ambulâncias superfaturadas, o homem que desistiu de um processo contra o jurista Bierrenbach, quando este solicitou exceção de verdade para provar o que dissera (“José Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico… Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente… Poucos o conhecem. Engana muita gente. Chama-se José Serra. Fez uma campanha para deputado federal miliardária. Prejudicou a muitos dos seus companheiros…[Ele e Maluf] têm ambição sem limites. Uma sede de poder sem nenhum freio. E pelo poder eles são capazes de tudo“)…

Pois, agora, esse mesmo José Serra se apropria do slogan da campanha de Dilma em 2010 (“Para o Brasil seguir mudando”) e o transforma em “Para São Paulo seguir avançando”, que é o desta sua campanha para a prefeitura de São Paulo.

Só que o Datafolha mostra que 80% dos paulistanos querem um novo governo. O paulistano não quer seguir, quer um governo diferente do atual Serra-Kassab, quer mudar.

Por isso, o mitômano vai continuar na fila, à espera de uma próxima eleição.


Lamentáveis peculiaridades

23/06/2012

Por Mino Carta na Carta Capital

Raro exemplo. Erundina, honrada e coerente. Foto: André Dusek/AE

Se Paulo Maluf fosse de outra terra, já estaria há tempo na cadeia, ou teria sido trucidado pela turba enfurecida, ou teria sido pendurado de cabeça para baixo em uma bomba de gasolina. Ou teria sofrido, na melhor das hipóteses para ele, o ostracismo político. Paulo Maluf é, porém, brasileiro. E de cadeia para ricos e de turba enfurecida, nem sombra.

O Brasil é bastante peculiar, como alguns sabem, outros fingem não saber e outros mais simplesmente ignoram porque vivem no Limbo. A sociedade nativa não prima pelo caráter e não cultiva a memória. Refiro-me aos brasileiros que poderiam e deveriam ter a consciência da cidadania. O Brasil é o país onde uma Lei da Anistia imposta manu militari pela ditadura continua em vigor, embora acreditemos usufruir de uma democracia plena.

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PT tenta o suicídio em São Paulo

21/06/2012

Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania

O desastre eleitoral que se abateu sobre o PT paulistano não poderia ser mais grave se a mídia e o PSDB o tivessem planejado. Por isso, a candidatura de Fernando Haddad sofreu um ferimento mortal do qual poderá até se recuperar, mas não será fácil.

A aliança entre o PP e o PT paulistanos, por si só, era difícil de aceitar. Mas a foto de Lula, Paulo Maluf e Haddad confraternizando entre si tornou intragável o que já era difícil de engolir. Além disso, a imagem será usada pelos adversários de Lula até o dia em que ele permanecer na política.

Dirão que a culpa é toda de Lula porque foi dele a decisão de fazer a aliança maldita “com Maluf”. Todavia, não é verdade. Apesar da falta de percepção do ex-presidente sobre a política paulistana Erundina poderia ter resistido, pois sabia da aliança.

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POR QUE O JN IGNOROU A ERUNDINA? PORQUE O LULA NÃO MORREU

20/06/2012

Por Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

Noticiar a Erundina seria levar o Haddad ao jornal nacional. O que demonstraria que o Lula não morreu.

Dizia-se na Globo que, uma vez, o Dr Roberto saiu-se com essa: o Boni pensa que isso aqui é um circo; isso aqui é uma usina de poder.

Ali, não tem nada por acaso.

A Erundina entrou na chapa do Haddad, na mais importante eleição do pais.

O jn não deu.

O Lula se encontrou com o Maluf.

O jn não deu.

Erundina disse que sentia “desconforto” com a ida do Lula ao Maluf.

O jn não deu.

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Datafolha divulga pesquisa sobre eleição em São Paulo

18/06/2012

eleitores

Os eleitores ainda têm bastante tempo para decidir quem vencerá as eleições em São Paulo

O instituto Datafolha divulgou, na noite deste domingo, os resultados de pesquisa sobre a disputa pela Prefeitura de São Paulo. O levantamento foi feito entre os dias 13 e 14 de junho e ouviu 1077 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos..

O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), derrotado duas vezes em eleições presidenciais, se manteve estagnado com os mesmos 30% das intenções de votos registrados na pesquisa anterior.

Serra lidera uma coalizão de centro-direita que pretende o continuísmo na capital paulistana e a manutenção do poder político no estado de São Paulo, em coalizão com outras forças conservadoras.

Em segundo lugar aparece Celso Russomanno (PRB), com 21%. Fernando Haddad, do PT, subiu de 3% para 8% na preferência dos eleitores.

Netinho de Paula (PCdoB) está com 7% das intenções de voto, enquanto Gabriel Chalita, do PMDB, recuou para 6%. De todos os entrevistados, 9% declararam voto branco ou nulo, e 3% dos eleitores ainda não sabem em quem votar.


Sem ter o que dizer ao eleitor, Serra tenta criminalizar o PT

01/06/2012

Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania 

Não deixa de ser irônico que o cenário escolhido pela pré-campanha de José Serra para perpetrar a primeira das costumeiras jogadas eleitorais sujas que o tucano costuma praticar tenha sido o metrô paulistano, a prova em aço e concreto da incompetência e da corrupção do PSDB paulista.

Na manhã da última quinta-feira, ocupado pela participação em uma feira de meu setor de atividade profissional, recebo ligação de minha mulher – talvez a pessoa mais avessa à política que conheço e que se opõe frontalmente ao que faço neste blog.

Como precisei do carro para ir à feira, Cristina foi trabalhar de metrô. Tanto na estação em que embarcou quanto na que desembarcou presenciou distribuição gratuita de uma revista com uma capa que qualificou como “inacreditável”.

Estava indignada. Disse que a revista estampava na capa a figura da morte com o símbolo do Partido dos Trabalhadores (a estrela vermelha de cinco pontas) no lugar do rosto. E que, logo abaixo, havia um texto que acusava o partido inteiro de ser uma agremiação de assassinos.

Ela não soube precisar do que se tratava e não pude avaliar na hora, pois estava ocupado no evento. Ao chegar em casa à noite, porém, entendi tudo. Bastou um giro pela internet para descobrir que a revista é ligada a José Serra e que requentou a morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.

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