Minha posição política

20/08/2011

Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

Cumpre-me pagar uma dívida que julgo que tenho para com os leitores desta página. Desde a posse de Dilma Rousseff que, por mais que tente, não consigo enxergar com bons olhos os rumos de seu governo. E apesar de as razões para isso estarem sendo exaustivamente explicadas post após post, vale considerar um pouco mais sobre elas e também deixar absolutamente clara a posição política deste blog.

Antes, porém, julgo importante reafirmar que quem escreve sobre política não deve deixar dúvidas sobre suas preferências ou negar que as tenha, sobretudo se for em nome do ofício jornalístico, porque exercê-lo não torna o indivíduo um robô capaz de simplesmente desligar as idiossincrasias humanas. Como sempre digo, portanto, nem todo isento é canalha, mas todo canalha se diz “isento”.

Sobre as razões do descontentamento com o governo Dilma, são simples de resumir: sua aproximação com a mídia e com setores do PSDB se faz acompanhar do anúncio oficioso de que não se promoverá a regulação e a democratização da comunicação no Brasil. Só isso já bastaria, mas não é só.

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Causas da queda da aprovação a Dilma

11/08/2011
Do Blog da Cidadania de Eduardo Guimarães

Após as pesquisas Vox Populi e Datafolha, agora é o Ibope que capta não apenas meros sinais de perda de aprovação ao governo Dilma, mas perda explícita. Apesar de leituras incorretas que vinham sendo feitas – sendo uma delas de autoria de ninguém mais, ninguém menos do que de Marcos Coimbra, diretor do primeiro instituto citado –, não fiquei surpreso.

Só para fundamentar a discussão, porém, reproduzo os números da nova pesquisa CNI/Ibope, que aponta queda na aprovação de Dilma Rousseff e de seu governo. O percentual dos que deram nota ótimo/bom caiu de 56% no levantamento de março para 48% agora. Com isso, subiram os conceitos de regular (de 27% para 36%) e ruim/péssimo (5% para 12%).

O Datafolha já havia captado o aumento da taxa de reprovação e queda na aprovação, ainda que dentro da margem de erro. E o equívoco de Marcos Coimbra consistiu em achar que o fato de a Folha de São Paulo do último domingo ter escondido a pesquisa em que a aprovação a Dilma só caiu dentro da margem de erro se deveu ao resultado ter sido bom.

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Aprovação do governo Dilma contrasta com desejo da mídia.

07/08/2011

por Eason Nascimento

Os problemas enfrentados pela presidenta Dilma Roussef, nos primeiros sete meses de mandato, não foram suficientes para derrubar os índices de avaliação do seu governo. Segundo levantamento efetuado pelo instituto Datafolha, entre os dias 2 e 5 de agosto, o governo Dilma é considerado ótimo ou bom por 48% dos brasileiros, índice semelhante aos publicados em junho e março, 49% e 47% respectivamente.

A saída de Nelson Jobim do ministério da defesa, ocorrida recentemente, não foi contemplada no resultado, mas a demissão do ministro dos transportes, Alfredo Nascimento e de vários assessores e dirigentes do DNIT – Departamento  Nacional de Infraestrutura de Transportes, sob suspeita de irregularidades, em nada afetou o ânimo da população.

O cenário internacional adverso, face a crise econômica por que passa Europa e Estados Unidos, preocupa, mas a maioria da população entende que o país possui condições favoráveis ao enfrentamento, melhor do que existia quando da crise de 2008.

Aos que torcem pelo caos, dia sim e no outro também, resta continuar a saga de apregoar a chegada de prováveis desastres econômicos e políticos, o que até a presente data não tem se confirmado. Enquanto isso, o povo continua dando credibilidade ao governo Dilma, e desprezado às previsões catastróficas coordenadas pela mídia oposicionista.


Brasil deve extrair lições da crise européia e controlar capitais.

12/07/2011

Agência Carta Maior

A segunda-feira 11-07, foi escolhida pelos mercados financeiros para humilhar governos e autoridades européias, incapazes de responder à turbulência especulativa que derrubou bolsas, gerou fuga de capitais, elevou spreads e acuou países não mais da periferia do euro, mas agora gigantes como a Espanha e a Itália empurrados até a ante-sala da insolvência.

A Espanha foi praticamente esfolada pelos credores, que exigiram juros recordes para carregar títulos de sua dívida. Fundos norte-americanos detonaram a Itália com a venda maciça de papéis, agravando as incertezas sobre o país. Nenhuma medida, nenhuma instituição, de dentro ou de fora da Comissão Européia, incluindo-se aí a tibieza assustadora de Barak Obama, apresentou-se para afrontar a manada especulativa. A paralisia reflete,  no fundo,  uma impossibilidade estrutural de digerir o colapso dos mercados desregulados em seus próprios termos, politicamente ainda não superados.

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Respuesta al corresponsal de El País en Brasil

12/07/2011

Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, publicado no seu Blog da Cidadania

O jornal O Globo publicou artigo insultuoso ao Brasil de autoria do correspondente do diário espanhol El País Juan Arias. O correspondente pergunta por que o povo brasileiro não inicia um “movimento dos indignados” similar ao que eclodiu em seu país natal e que se alastrou pelo Oriente Médio, defenestrando, por exemplo, o ditador egípcio Hosni Mubarak.

Uma frase desse indivíduo ilustra a dimensão do insulto alegremente acolhido pelo jornal “brasileiro” no artigo em tela: “Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam?

Arias é reincidente, ao menos na visão deste blog. Em janeiro, publicou-se, aqui, uma série de posts decorrentes de ligação telefônica que este blogueiro fez à Espanha para protestar contra a intrusão de um jornalista estrangeiro em questões político-partidárias brasileiras. Arias se mostrou, então, bem ao gosto do Partido da Imprensa Golpista que infesta este país.

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A gestação do governo de Dilma

09/07/2011

Carta Capital – Mino carta

Estamos de volta a um clima político inquieto em que a mídia nativa se alia na mira do alvo único, a evocar os tempos do ataque a Lula e seu governo para culminar com o escândalo do chamado mensalão. A situação é parecida, mas não é igual.

Em primeiro lugar, Dilma Rousseff não é o ex-operário que sentou no trono, embora tenha sido ungida por ele. E nos passos iniciais na Presidência, Dilma contou com a simpatia de boa parte da mídia, por mais medida que fosse e transparentemente voltada a afastar a criatura do criador.

Por outro lado, transparece com a necessária nitidez que tanto o Caso Palocci- quanto o do Ministério dos Transportes, recém-eclodido, não mancham a presidenta porque em ambos ela é, de certa forma, a parte ofendida. A boa-fé de Dilma é indiscutível. Resta o fato de que este governo faz água. CartaCapital vive o momento sem maiores surpresas: desde a posse não lhe reconhece a indispensável- solidez.

Antes das dúvidas suscitadas pela escalação de alguns ministros, existem problemas endêmicos, digamos assim, próprios da política verde-amarela, inerentes à questão central da governabilidade, a exigir alianças incômodas. O sacrifício obrigatório para harmonizar credos diversos sempre teve na história da República um preço muito elevado-. Agregue-se outra característica, daninha e insopitável: o partido do poder torna-se, automaticamente, tocado pela mão do destino, dono da casa-grande.

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Todos contra “Hitler”

12/06/2011
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Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, publicado no seu Blog da Cidadania

Entre sexta-feira e sábado passados, participei de um evento em que foram travados debates instigantes e cruciais, debates que mostraram que estão ocorrendo mudanças fundamentais, profundas e inéditas no quadro político brasileiro. Estive em Belo Horizonte, na versão mineira dos encontros estaduais de blogueiros progressistas.

Participei de duas mesas de debates em que a primeira grande crise política do governo Dilma, inevitavelmente, entrou na pauta. Uma das mesas teve lugar na sexta à noite e a outra, no sábado pela manhã.

Nesses debates, constatei que a disposição de parte da esquerda em relação ao governo federal está mudando, o que significa que o terreno para a mídia derrubar ministros e gerar crises que imobilizam o governo, relegando assuntos de real interesse público a plano secundário, está muito mais fértil na era Dilma.

Antes do relato, porém, há que olhar a pesquisa Datafolha divulgada neste domingo.  Todavia, há que se ter cautela. E é imperativo explicar por quê. Para tanto, reproduzo matéria do portal IG publicada durante o processo eleitoral do ano passado.

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