Nem a ditadura militar ousou dar o golpe constitucional do tucano FHC, que comprou a emenda de sua reeleição

27/09/2012

A ditadura civil-militar governou nosso país de 1964 a 1985. Foram 21 anos de golpe, tortura, violência, censura, prisões arbitrárias, exílio, assassinatos. Judiciário, Legislativo, imprensa, movimentos sindicais, estudantis, tudo censurado, reprimido.
Mas uma coisa os militares não ousaram, rasgar a Constituição e impor a reeleição. Havia eleições, indiretas, impostas, mas saía um ditador, entrava outro.
Somente com o Príncipe dos Sociólogos, o ídolo dos ídolos de nossa mídia corporativa, o homem que vendeu o Brasil e não recebeu, Fernando Henrique Cardoso, é que o Brasil rasgou a Constituição e, através de uma emenda comprada, com dinheiro vivo, de corrupção, a reeleição passou a valer no Brasil, e já para Fernando Henrique.

Como disse, nem os militares, que torturaram, exilaram, assassinaram, ousaram tanto.

No Norte, nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, deputados foram comprados por R$ 200 mil cada, segundo reportagem publicada pela Folha. Fernando Rodrigues teve acesso às gravações que mostraram todo o esquema.

Se foi assim no Norte, quanto não foi negociado no restante do país?

Confira aqui a reportagem de maio de 1997 de Fernando Rodrigues: Deputado diz que vendeu seu voto a favor da reeleição  por R$ 200 mil.

A seguir, trecho incial da reportagem:

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Depois a mídia reclama quando é chamada de PIG

23/06/2012

Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania

Depois a mídia reclama quando é chamada de PIG (Partido da Imprensa Golpista). Seu previsível comportamento no que tange ao golpe de Estado “constitucional” no Paraguai, porém, reforça o estereótipo que ela construiu para si mesma ao longo de sua história de apreço pelas rupturas institucionais aqui e em outros países governados pela esquerda.

O grau de amor ao golpismo que se está vendo na mídia brasileira vai do apoio envergonhado da Folha de São Paulo ao apoio desavergonhado dos pistoleiros da Globo. Todos, porém, encarregados de vender ao país a teoria de que haveria algum mínimo resquício de legalidade no processo que derrubou o governo legitimamente eleito do país vizinho.

A Folha, em editorial, constata o óbvio, que o processo não obedeceu aos ritos legais aceitáveis em um processo dessa natureza, mas prega a consolidação do golpe afirmando que “Cumpre ao Brasil respeitar a soberania do Paraguai” aceitando a defenestração de um governo constitucional em um rito sumário imoral, para dizer o mínimo.

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A manjada psicologia de negação da conspiração

25/11/2011

Do Blog da Cidadania por Eduardo Guimarães

Se ganhasse 1 real para cada vez que alguém chama de “teoria conspiratória” alguma análise que faço dizendo que as reiteradas matérias da mídia contra o ministério de Dilma e as tais “marchas contra corrupção” integram plano da direita de se preparar para montar o cavalo do golpe caso ele passe selado, ficaria rico.

Também enriqueceria se ganhasse até mesmo 50 centavos por cada vez que chamam de “teoria conspiratória” quando digo que se Dilma perde tantos ministros “por corrupção”, cedo ou tarde a direita se assanhará e passará a dizer – amparada pelos fatos, ainda que distorcidos – que a culpa seria de quem os nomeou.

A esta altura, porém, provavelmente todo mundo já sabe que o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), afirmou, nesta sexta-feira (25), que a chamada “faxina” do governo precisa atingir até a presidente Dilma Rousseff, pois, segundo ele, haveria um “conluio” para “roubar o Brasil”.

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O golpismo da mão invisível da imprensa

15/11/2011

Correio do Brasil por Gilson Caroni Filho

O reino dos céus, de acordo com a tradição cristã, será dos homens de boa fé. A eles já pertencem, na sua íntegra, os conteúdos noticiosos do dispositivo midiático nativo. No momento em que a Comissão Européia prevê um forte freio na atividade econômica em 2012 e não descarta a hipótese de uma longa e profunda recessão, editoriais e os conhecidos representantes do jornalismo de mercado pregam como “medidas de cautela contra o contágio” a mesma agenda que quase nos levou ao colapso nos oito anos do consórcio demotucano.

Fingindo ignorar que se rompeu uma coisa que já estava rompida, homens e mulheres de “boa fé,” de prestigiosas redações, voltam a aplicar a estratégia do terrorismo econômico, na expectativa de gerar uma profecia que se auto-cumpre. Enquanto o Banco Central, acertadamente, revê medidas de restrição ao crédito, depois de ter iniciado a redução das taxas de juro em agosto, os oráculos da grande imprensa sonham em ver reinstalada a política fundamentalista que, de 1994 a 2002, implementou radical mecanismo de decadência auto-sustentada, marcada por crescentes dívidas e desemprego, e anemia da atividade econômica.

O Brasil ideal seria aquele com juros elevados, maior dificuldade de financiamento, menor mercado para exportações e a volta a negociações duras com bancos e organismos multilaterais. A nostalgia cega qualquer possibilidade de análise séria. Se a liberdade de imprensa é tanto mais ampla quanto maior for a responsabilidade ética dos que a fazem diariamente, podemos afirmar, ancorados em um razoável número de citações jornalísticas, que só a regulamentação da mídia pode salvar a esfera pública por ela ameaçada.

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A invisibilidade dos “indignados”

27/09/2011

Correio do Brasil por  Gilson Caroni Filho – do Rio de Janeiro

Globo

O jogo é repleto de velhos subterfúgios. A grande imprensa, na tentativa de desconstruir o legado do governo Lula, organiza o movimento, mas não pode revelar o sujeito do enunciado. As últimas manifestações contra a corrupção, urdidas nas oficinas do Instituto Millenium, não evidenciam apenas o vazio de uma oposição sem projeto. Vão além. Seus verdadeiros objetivos são por demais ambiciosos para serem expostos à luz do dia. Na verdade, o que se tem em mente é o combate às políticas de redistribuição de renda e os diversos programas de inclusão social levados a cabo nos últimos nove anos de governo petista.

Para tanto, as redações interagem com os “indignados” das redes sociais, apresentados como  protagonistas de uma nova esfera pública singular. Sem organicidade, enraizamento e ojeriza a qualquer coisa que remeta a práticas políticas transformadoras, os “movimentos espontâneos” são a imagem espelhada de tantos setores que endossam a verdadeira corrupção a ser combatida: aquela que promove a concentração de renda, de terras e a exclusão social, além de assegurar os privilégios das corporações midiáticas.

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Se o cavalo do golpe passar selado, a direita monta

11/09/2011

Do Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães

Ninguém que tenha cinqüenta anos ou mais e for sincero, seja de direita ou de esquerda, dirá que inexiste a possibilidade de a direita brasileira desfechar outro golpe de Estado. Poderia até ser um golpe “institucional” como o que houve recentemente em Honduras, que misturou elementos do golpismo latino-americano tradicional com um verniz “legal”, mas a direita latina foi, é e duvido de que um dia deixe de ser golpista por excelência.

Não é por outra razão que são quase sempre jovens os que vêm discordando com maior veemência da premissa de que esses movimentos moralistas que ganharam força no Brasil há alguns meses encerram excelente matéria-prima para o tradicional golpismo que flagelou este país durante todo o século XX. Não viveram a ditadura, não a viram funcionar. Não sabem do que a direita brasileira é capaz. Ouviram falar, leram, estudaram, mas não viram.

Quando o correspondente do periódico espanhol El País no Brasil, Juan Arias, provavelmente por encomenda da mídia tupiniquim e dos seus aliados políticos exortou os brasileiros a saírem às ruas “contra a corrupção” como vem acontecendo na Espanha e em vários outros países europeus, este blogueiro viu, ali, um sinal de alerta.

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Mídia reage ao Congresso do PT com ameaças golpistas

05/09/2011


Do Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães

Em primeiro lugar, quero deixar bem claro que levo muito a sério o que direi neste texto algo longo que até tentei adiar, mas que não pude postergar diante da questão crucial e grave de que trata. Se você, leitor habitual desta página, já conseguiu ver qualquer valor nas análises que aqui são publicadas, sugiro que respire fundo e me conceda a atenção mais integral que já dispensou a algo que escrevi.

Não farei suspense sobre o assunto. Uma primeira reação declarada da mídia antipetista (acima de tudo) que sucedeu a divulgação do documento final do 4º Congresso Nacional do PT na noite de domingo me obriga a dizer que tal manifestação contém ameaça explícita e intolerável de tentativa de golpe contra o governo Dilma caso envie ao Congresso Nacional um projeto de marco regulatório amplo para a Comunicação no Brasil.

Mas não é só. Pelo tom da ameaça, as retaliações subentendidas poderão ocorrer até mesmo se, conforme o documento final do Congresso do PT, o partido realmente propuser às Casas Legislativas da nação um projeto de lei sobre tema que os barões da mídia não aceitam sequer discutir, ou seja, que tenham que respeitar regras e, mais do que isso, desfazerem-se de parte de seus impérios no âmbito de um veto legal à propriedade cruzada de meios de comunicação.

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