Folha informa: petralha é lenda

09/09/2012
Por Paulo Moreira Leite na revista ÉPOCA

A liberdade de expressão permite que cada um fale o que quer e escreva como quiser mas às vezes a literatura deve ceder seus direitos a matemática.

Trazida ao mundo político durante o governo Lula, o termo “petralha” é uma falsificação, revela um levantamento da Folha de S. Paulo.

Ao juntar PETista com metRALHA, dos irmãos Metralha, de Disney, aquele que tinha simpatias pelo fascismo, o que se pretende é sugerir que o Partido dos Trabalhados é, como diz o procurador-geral da República, uma “organização criminosa.”

Será?

Analisando os 317 políticos brasileiros que foram impedidos de se candidatar pela lei Ficha Limpa, a Folha de S. Paulo fez uma descoberta fantástica.

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O peso de carregar a imagem de Serra

20/07/2012

Luis Nassif Online

Partido escala aliados para substituir candidato em caravana por São Paulo

Alckmin, Kassab e Afif se revezarão para dosar aparições do tucano e evitar embates antes da propaganda eleitoral

DANIELA LIMA

A coordenação da campanha de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo montou uma agenda paralela à do candidato para minimizar a exposição do tucano até o início da propaganda eleitoral na TV e no rádio.

A campanha alternativa começará a partir de 1º de agosto e contribuirá para “dosar” as aparições do candidato, sem passar a impressão de marasmo na programação.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o vice-governador, Guilherme Afif, se alternarão na tarefa de substituir Serra em eventos diários, das 19 h às 21h. O vice de Serra, Alexandre Schneider, sempre os acompanhará nos palanques.

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Datafolha divulga pesquisa sobre eleição em São Paulo

18/06/2012

eleitores

Os eleitores ainda têm bastante tempo para decidir quem vencerá as eleições em São Paulo

O instituto Datafolha divulgou, na noite deste domingo, os resultados de pesquisa sobre a disputa pela Prefeitura de São Paulo. O levantamento foi feito entre os dias 13 e 14 de junho e ouviu 1077 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos..

O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), derrotado duas vezes em eleições presidenciais, se manteve estagnado com os mesmos 30% das intenções de votos registrados na pesquisa anterior.

Serra lidera uma coalizão de centro-direita que pretende o continuísmo na capital paulistana e a manutenção do poder político no estado de São Paulo, em coalizão com outras forças conservadoras.

Em segundo lugar aparece Celso Russomanno (PRB), com 21%. Fernando Haddad, do PT, subiu de 3% para 8% na preferência dos eleitores.

Netinho de Paula (PCdoB) está com 7% das intenções de voto, enquanto Gabriel Chalita, do PMDB, recuou para 6%. De todos os entrevistados, 9% declararam voto branco ou nulo, e 3% dos eleitores ainda não sabem em quem votar.


Inflação e PIB: 4,5%. Selic: 8%. Dilma como cabo eleitoral

08/04/2012

Conversa Afiada


A Urubóloga agora trata de Verde, Direitos Humanos e, neste domingo, no Globo, das Malvinas.

Deve ser o início do Outono, quando os urubus migram – sabe-se lá para onde.

O PiG (*) está desnorteado, a ponto de o Estadão, salvo pelos bancos de sonora falência, ficar contra a queda dos juros.

Porque a JK de Saias botou R$ 45 bi do BNDES a juros reduzidos, e levou o BB e a Caixa a fazer um corte profundo nas taxas, para obrigar os bancos privados a se coçar.

E o Farol de Alexandria e seu Planejador-Mor prometeram ao FMI vender a Caixa, o Banco do Brasil, e, na gestão de Francisco Gros, transformar o BNDES numa sucursal do Morgan Stanley.

(A Urubóloga sabe disso …)

Na entrevista que concedeu a este ansioso blogueiro, o Ministro Guido Mantega previu que o PIB este ano ficará acima de 4%, porque as medidas que tomou conduzem a esse resultado.

A queda do IPCA e a política cautelosa do Banco Central – que a Urubóloga combateu com fúria Hayekiana – levam a uma taxa Selic perto de 8% este ano.

Assim, amigo navegante, quando se travar a eleição municipal, em outubro, a economia vai estar com fogo nas ventas, a se  preparar para as vendas do Natal.

PIB de 4,5%.

Inflação de 4,5%.

E Selic de 8%.

Outro dia, na festa de lançamento da nova programação da Record, quando este ansioso blogueiro conversou com o Montenegro do Globope e soube que a populariade da Dilma é um foguete, conversou também com o prefeito Kassab.

E perguntou quem ganharia a eleição em São Paulo.

Kassab respondeu que era muito difícil prever, porque os três candidatos não tinham uma história de campanha para prefeito, portanto, são “imprevisíveis”.

Aí, o ansioso blogueiro lembrou: mas, prefeito, tem o Cerra que já foi candidato a tudo.

Ah, é verdade, ele se lembrou: o Cerra é a exceção.

Aí, o ansioso blogueiro contou que tinha acabado de conversar com o Montenegro, na roda ao lado, e mencionou a popularidade do tipo “foguete”.

O prefeito Kassab admitiu que, na hora da eleição, quando a popularidade da Dilma e o Nunca Dantes com voz aparecerem na campanha de São Paulo, vão fazer um estrago.

E rapidamente acrescentou: nós (do PSD) temos votado sempre com ela !

Bye-bye Cerra forever !

Paulo Henrique Amorim


Para Serra, promessa é “um papelzinho”

20/03/2012

Por Altamiro Borges no Blog do MiroEm entrevista à rádio Capital, nesta segunda-feira (19), o tucano José Serra confirmou que a sua palavra não vale nada. Sobre o documento que assinou durante sabatina da Folha, em 14 de setembro de 2004, em que prometeu “cumprir os quatro anos de mandato na íntegra, sem renunciar à prefeitura para me candidatar a nenhum outro cargo eletivo”, o eterno candidato afirmou:

“Primeiro, eu não assinei nada em cartório. Isso é folclore. Houve um debate, uma entrevista. O pessoal perguntou: ‘Se o senhor for eleito prefeito vai sair para se candidatar à Presidência?’ Eu disse que não. ‘Então assina aqui.’ Eu assinei um papelzinho. Não era nada”. Simples assim! Só os otários ainda acreditam na palavra e nos documentos assinados por José Serra!

Jogo de cena para enganar o eleitor

Para ele, a palavra é um “papelzinho” sem qualquer valor. Dois anos depois, ele abandonou a prefeitura, entregando-a a sua cria, Gilberto Kassab, para disputar o governo estadual. O próprio PSDB foi vitima desta postura obsessiva, sem princípio. Nas eleições municipais de 2008, Serra traiu o partido, deixando Geraldo Alckmin pendurado na brocha, para apoiar o ex-demo Kassab.

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O candidato da UDN

02/03/2012

Por Mino Carta na Carta Capital

Há dez anos a mídia apresentava José Serra, candidato à Presidência da República pelo PSDB, como cidadão “preparado”. À época, meus dedutivos botões esclareceram que, segundo editorialistas, colunistas, articulistas, todos os demais candidatos eram “despreparados”, a começar, obviamente, por Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-operário metido a sebo. Dez anos depois, o cenário do quartel de Abrantes não mudou.

Os jornalões paulistas vivem em êxtase diante da decisão de José Serra de concorrer à prefeitura de São Paulo.

Parece, até, que o nosso herói se tornou ainda mais “preparado”, o próprio diz representar uma visão distinta do Brasil e da política que convém ao País, em defesa da democracia e da fé republicana, ameaçadas pelo petismo no poder. Na corte tucana, não falta quem denuncie o projeto “chavista” posto em prática pelo partido de Lula e Dilma. Deste, Chávez é o profeta. Palmas febris dos jornalões.

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Diante de uma nova guerra

20/02/2012

PAULO MOREIRA LEITE na Época
 
Adoro os desfiles de carnaval mas o assunto real do momento é muito sério e grave para ficar na folia.
Estou falando da nova ameaça de guerra no Oriente Médio. Com  argumento de que o Irã não pode construir uma usina nuclear subterrânea, que tornaria seu arsenal atômico imune aos ataques de Israel, o governo de Tel Aviv Voz pressiona os Estados Unidos para realizar um ataque nos próximos meses.
O prazo seria o verão do hemisfério Norte, que começa em julho e termina em setembro. Politicamente, seria uma forma de chantagear Barack Obama, em plena campanha eleitoral, onde é acusado pelos republicanos de ser um presidente fraco.
A maioria dos analistas acredita que, se Israel tomar uma iniciativa neste momento, Obama terá dificuldades de recusar apoio a Tel Aviv.
A razão não é humanitária mas eleitoral.  Num país onde as contribuições privadas de campanha são as mais liberais do planeta, os lobistas pró-Israel possuem uma organização eficaz e poderosa, com um poder de influencia superior aos sindicatos de trabalhadores e só superado pelos fabricantes de armas. Há décadas não se registra uma única votação, no Congresso americano, contrária aos interesses de Israel.
Uma década depois da desastrosa guerra do Iraque de George W. Bush, o plano é uma guerra contra o regime dos aiatolás.
Faz sentido? Eu não acho.