Folha desmonta marketing de Aécio na Folha

16/11/2011

Blog do Lucas Figueiredo

 

Aécio valoriza a educação. Aécio valoriza a educação?

Começo a achar que o senador Aécio Neves não fez um bom negócio ao aceitar o convite para escrever às segundas-feiras na página 2 da Folha de S.Paulo. Por um lado, trata-se de um espaço nobre, de grande visibilidade, uma chance para Aécio se fazer ouvir em todo o país. Mas pode também se tornar uma armadilha.

No dia 5 de setembro, no artigo intitulado Inovação, Aécio escreveu:

“Um Steve Jobs não brota por geração espontânea. Ele floresce num caldo de cultura em que a educação é valorizada e o talento, reconhecido.”

“O mundo se dividirá cada vez mais entre os países que investem com seriedade em educação, pesquisa e tecnologia e os que não o fazem.”

Hoje, a mesma Folha traz a seguinte manchete: 17 Estados descumprem lei salarial de professor. Dentro do jornal, a matéria leva o título Minas, Bahia, Pará e Rio Grande do Sul estão totalmente fora de normas.

Folha informa que, em Minas, Estado que Aécio governou por quase oito anos (2003-1010) e ainda dá as cartas, o piso salarial dos professores da rede estadual equivale a vergonhosos R$ 616, praticamente a metade do que manda a lei (R$ 1.187 por 40 horas semanais). O piso salarial de Minas é o mais baixo do país, mesmo comparado com Estados bem menos aquinhoados, como Amazonas (R$ 1.338), Amapá (R$ 2.171), Acre (R$ 1.187), Sergipe (R$ 1.187) e Alagoas (R$ 1.187).

O marketing de Aécio na Folha foi desmontado pela própria Folha.


Enem 2011 tem 5,3 milhões de inscritos; provas serão realizadas neste fim de semana

22/10/2011

Blog do Planalto 

Mais de 5 milhões de alunos farão as provas do Enem neste fim de semana. Foto: Fabiana Carvalho/MEC/Divulgação

Mais de 5,3 milhões de estudantes brasileiros farão, neste fim de semana, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, em 1,6 mil cidades do país. Com número recorde de inscritos e de municípios participantes, as provas serão realizadas em 150 mil salas de aula, que serão monitoradas em tempo real.

No primeiro dia, serão aplicadas as provas de ciências humanas e ciências da natureza. O candidato terá 4h30 para concluí-las. No segundo dia, o exame abrangerá linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática, com tempo de 5h30 para conclusão.

As provas serão aplicadas, tanto no sábado quanto no domingo, às 13 horas, no horário de Brasília. A abertura dos portões ocorrerá às 12 horas e o fechamento, às 13h. O Ministério da Educação recomenda a todos os participantes que cheguem ao local de realização das provas até 12 horas.

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Alckmin gasta 9 milhões pela fidelidade da PIG

13/09/2011

Do Blog Vi O Mundo de Luiz Carlos Azenha

Alckmin: 9 milhões pela fidelidade da ‘Proba Imprensa Gloriosa”

E seu Barão assina os jornais e revistas para as Escolas Públicas

Do NaMariaNews

Interrompemos nossas saudáveis férias nas paradisíacas selvas de Bornéu para informar que a chuva é molhada, o sol é quente, a grama é verde e a Educação de São Paulo continua a mesma, embora sob completa nova direção.

Barão de Taubaté, ou melhor, o Sr.  José Bernardo Ortiz Monteiro é o presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) desde sua nomeação pelo Governador Geraldo Alckmin, em janeiro deste ano.

Pois não é que depois de ferrenha labuta nas negociações, Ortiz acatou ordem superior e assinou milhares de exemplares de jornais e revistas do PIG (Proba Imprensa Gloriosa) – para as melhores escolas públicas do mundo, cujos professores são também os mais bem remunerados do planeta? Sim. Exatamente como fizeram seus antecessores, o ex-governador José Serra e o finado Paulo Renato Costa Souza, ex-secretário de Educação de SP, o Barão de Taubaté fechou com a Folha de SPEstadãoVejaIstoÉ e Época. Tudo, como sempre, sem licitação.

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Aos mestres sem carinho

13/09/2011

Do Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães

Leio na internet que professores da rede pública estadual mineira se acorrentaram a um monumento em uma praça de Belo Horizonte e ali fazem greve de fome para exigir que o governo do Estado (PSDB) lhes pague o piso nacional determinado por lei federal.

Há não muito tempo, em São Paulo, os mestres foram à rua aos milhares protestar por salários decentes. O governo do Estado (PSDB) atirou sua polícia hidrófoba contra manifestantes que foram espancados sem dó nem piedade, como se fossem criminosos.

O salário que o governo mineiro não quer pagar a esses professores revoltosos é de pouco mais de mil reais – não é brincadeira, o valor é esse mesmo!

Repito aqui, portanto, uma história que já contei, mas que precisa ser contada tanto quanto possível na esperança de que sirva para indicar aos professores um caminho, já que os pais dos alunos da escola pública vivem no mundo da lua.

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Dilma lança programa com 100 mil bolsas de intercâmbio

27/07/2011

Do Blog Os Amigos Do Presidente Lula

Ao oficializar nesta terça-feira o programa “Brasil sem fronteiras”, a presidente Dilma Rousseff afirmou que tem trabalhado para criar ações que permitam acesso de pessoas pelo mérito e não pelo “quem indica”.

O programa prevê 100 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes brasileiros até 2014. São 75 mil bolsas custeadas pelo governo– um investimento de R$ 3,1 bilhões. O governo espera que 25 mil bolsas sejam financiadas pela iniciativa privada.

“Nós não estamos fazendo programa baseado no quem indica. Estamos criando no Brasil ações orientadas pelo mérito dentro de um quadro de um grande esforço de garantir que as populações mais pobres tivessem acesso ao mérito. Isso para nós é muito importante”, disse.

Na reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), a presidente reforçou que essa preocupação com o mérito permite a ascensão social dos brasileiros. “A partir do critério de mérito, vamos aplicar outros que podem contemplar gênero, a questão étnica. A questão do mérito é essencial, sem o que não podemos implementar o projeto. Está provado que a política de mérito no Brasil pode contemplar as camadas mais pobres da população”, disse.

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Haddad prevê reajuste em benefício destinado a bolsistas do ProUni

16/07/2011

Do Correio do Brasil

Redação, com MEC – de Brasília

Haddad disse que o Brasil duplicou, em 8 anos, o número de vagas nas universidades públicas

O ministro da Educação, Fernando Haddad, pretende incluir na proposta de orçamento federal para 2012 a previsão de aumento na bolsa-permanência destinada a estudantes do Programa Universidade para Todos (ProUni).

A bolsa-permanência, de até R$ 300 mensais, é concedida a estudantes beneficiados com bolsa integral do ProUni matriculados em cursos presenciais de no mínimo seis semestres de duração e carga horária média superior ou igual a seis horas diárias de aula.

Nos últimos oito anos, disse Haddad, o Brasil duplicou o número de vagas nas universidades públicas, criou mais um milhão em instituições particulares de ensino superior, por meio do ProUni, e garantiu receita de quase R$ 10 bilhões ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

No Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes, que acontece em Goiânia até domingo, o ministro ressaltou a importância da participação dos estudantes na criação das políticas públicas para educação.

– A dívida com a educação começou a ser paga –, disse Haddad.


Greves de professores se alastram no país

29/06/2011

Por Altamiro Borges

Sem maior repercussão nas telinhas da televisão, professores de vários estados estão em greve ou se preparam para paralisar as suas atividades. O motivo da revolta generalizada é simples: governos estaduais não cumprem a lei do piso salarial do magistério, que fixa que o professor com nível médio deve receber R$ 1.187 para jornada de 40 horas semanais. Além disso, as condições de trabalho são as mais degradantes, com jornadas extenuantes e o aumento da onda de violência nas escolas públicas.

Segundo o balanço nacional, as paralisações incluem os trabalhadores na educação pública estadual do Amapá, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. No Maranhão e Espírito Santo, os professores estão em “estado de greve”. Já os docentes do Amazonas e de Goiás não descartam a possibilidade de paralisação. No caso do Sergipe e do Piauí, as greves foram suspensas após a retomada das negociações com os governos estaduais.

Trabalho precário e arrochado

A situação do magistério na maioria dos estados é deplorável. No Mato Grosso, cerca de 50% dos docentes da rede estadual, que tem 36.548 profissionais em 715 escolas, são vítimas de contratos temporários. Os professores entraram em greve em 6 de junho e o governo, mesmo reconhecendo a defasagem no piso da categoria de 5,07%, só aceitou corrigir a distorção em setembro.

Já em Minas Gerais, a greve iniciada em 8 de junho esbarra na intransigência do governo tucano, que insiste em manter o sistema de “subsídios” na remuneração, que gera graves distorções salariais. No Rio Grande do Norte, governado pelos demos, o salário dos professores com nível médio é de R$ 664,33. A greve foi deflagrada em 2 de maio, numa das mais longas da categoria.

Desrespeito ao piso do magistério

No Rio de Janeiro, os professores e funcionários administrativos da rede estadual entraram em greve no dia 7 de junho com três reivindicações: aumento salarial de 26%, percentual que corresponde ao crescimento de arrecadação do estado nos últimos três anos; incorporação de gratificações ainda este ano; e regulamentação do plano de carreira dos funcionários administrativos.

Em Santa Catarina, a paralisação teve início em 18 de maio. O salário-base no estado é de R$ 609,46 e muitos professores foram admitidos em caráter temporário. No Amapá, o governador João Capiberibe reconheceu a justeza da greve, mas argumentou que “assumimos o estado cheio de dívidas, e o governo não pode se comprometer com algo que no momento não pode cumprir. Um dos pontos fortes dessa gestão é a valorização do servidor e isso passa pelo pagamento do piso também”.