PSB se queima com Lula e põe Dilma na roda

14/07/2012

Por Ricardo Kotscho no Balaio do Kotscho

montagem kotscho 1 PSB se queima com Lula e põe Dilma na roda

O que Eduardo Campos ganha ao se aliar a Jarbas Vasconcelos?

Texto revisado e atualizado às 9h35 de 13.7

A gota d´água para o desenlace da aliança do PT com o PSB foi o movimento que o PSB do governador pernambucano Eduardo Campos fez de se aproximar de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), um político semiaposentado, na definição do Palácio do Planalto, que lidera a bancada anti-Lula no Senado e é um dos mais ferozes críticos do ex-presidente.

Mais do que o rompimento dos dois partidos na formação das chapas para a eleição municipal no Recife, em Fortaleza e Belo Horizonte, o que levou a presidente Dilma a sair dos seus cuidados e entrar na disputa partidária, levada pelas circunstâncias, muito contra a sua vontade, foi o gesto de Campos se reaproximar de Jarbas, até outro dia o principal antagonista do governador na política pernambucana, e a entrada em cena de Aécio Neves em Belo Horizonte. De uma só penada, ela deu um chega pra lá nos dois.

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Eduardo Campos vira pivô da sucessão de Dilma

07/07/2012

Por Ricardo Kotscho no Balaio do Kotscho

eduardo campos Eduardo Campos vira pivô da sucessão de Dilma

De uma semana para outra, as eleições municipais viraram apenas pano de fundo para os atores que se movimentam no palco já pensando na sucessão de Dilma Rousseff em 2014.

Entre eles, ganha cada vez mais destaque o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Campeão de votos nas eleições de 2010, Campos rapidamente ganhou projeção nacional e se tornou peça-chave no tabuleiro da sucessão presidencial.

Até a presidente Dilma, candidata natural à reeleição, que pretendia se manter distante da campanha eleitoral deste ano, viu-se obrigada a entrar no jogo.

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O inferno astral da oposição a Dilma

11/04/2012

Os partidos oposicionistas estão no meio de um vendaval. E, como a crise é fundamentalmente partidária, também esvazia a força de pressão dos partidos tradicionais aliados ao governo. Quanto maior a base de apoio, mais o governo pode usar da superioridade numérica para dispensar apoios incômodos.

Por Maria Inês Nassif no site Carta Maior

O episódio Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), que revelou as relações do senador de oposição com uma rede ligada ao chefe, o bicheiro Carlos Cachoeira, por Nextel, acresceu vantagens a uma situação que já era favorável ao governo Dilma Rousseff. A presidenta foi presenteada com uma conjuntura particulamente boa ao projeto de trazer as relações com os aliados parlamentares para termos mais republicanos.

A eleição de Dilma, sacramentada pelo apoio de um presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que deixava o poder com uma popularidade ímpar, deu a ela uma ampla maioria parlamentar, composta por um arco imenso de apoios partidários atraídos para o seu palanque pela estrela de seu antecessor. Ampla maioria, porém pouco sólida. Contudo, as tentativas de “enquadramento” da presidenta pelos aliados têm falhado, pois o governo tem folga aritmética para jogar mais pesado com parceiros incômodos. Ao longo da reforma ministerial que se arrastou por alguns meses, Dilma conseguiu, enfim, escolher auxiliares entre os quadros dos partidos aliados sem engolir prato feito de indicações, e manter nos ministérios uma estrutura profissional que pode prescidir do ministro, caso ele seja alvejado por denúncias.

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De olho em 2014, Aécio corteja PSD

03/05/2011

Do Blog Os Amigos Do Presidente Lula

 

Até agora mero espectador do inchaço do PSD e do definhamento do DEM, o senador tucano Aécio Neves (MG), aspirante a candidato do PSDB à Presidência em 2014, colocou o partido que está sendo criado pelo prefeito Gilberto Kassab no centro do radar de alianças. Com isso, ele, que já tem “espólio” do DEM, quer alargar sua rede de segurança política.

Nesta segunda-feira, 2, depois de criticar os ataques de tucanos ao PSD e de defender a tese de que é preciso “conversar e manter vínculos” com os líderes do novo partido, o senador deu passo concreto para se aproximar da cúpula da legenda. Ele jantaria com o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen, linha de frente do prefeito de Kassab nas articulações para criar o PSD.

“Todos os que têm pretensão política devem manter as portas abertas. Acho inteligente a posição de Aécio de evitar críticas ao PSD”, disse Bornhausen. “A gente pode amanhã estar junto. Então, por que fazer crítica mais ácida?”

A julgar pelo incentivo de Bornhausen, Aécio começou bem sua movimentação para fincar pé na nova legenda, evitando que seu concorrente no PSDB – o ex-governador José Serra, que também tem pretensões presidenciais em 2014 – tenha canal exclusivo com os dissidentes do DEM.

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“O apagão vai ajudar Dilma a só deixar técnicos no comando do setor elétrico”

06/02/2011

Poder Online – Joge Félix e Tales Faria

No centro dos problemas causados pelo apagão do Nordeste, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foi dormir às 4h da madrugada, depois que a polícia debelou duas revoltas em presídios causadas pela falta de luz.

Mesmo assim, Eduardo Campos tem uma avaliação otimista do episódio. Em entrevista aoPoder Online, ele disse que o apagão, neste momento, ajudará à presidenta Dilma Rousseff a se livrar dos políticos no setor elétrico.

Poder Online: O que o sr. acha que foi? Falta de sorte?

Eduardo Campos: Não sei não. Pode ter sido até sorte. Porque, apesar de todos os problemas causados, o apagão vai ajudar à presidenta Dilma a fazer exatamente aquilo que ela tanto queria: mexer no comando do setor elétrico, nomeando apenas técnicos.

Poder Online: A presidenta queria mudar mesmo?

Eduardo Campos: Ela acha que não dá para deixar o pessoal por muito tempo nesses cargos. Cria vícios. É preciso arejar. E eu concordo com ela também. Temos que colocar técnicos mesmo. Isso não é área para brincadeira.

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