As maracutaias do lixo no Distrito Federal estão nas mãos de Gurgel

17/04/2012

Por Helena Sthephanowitz para a Rede Brasil Atual

A velha imprensa não quer a CPI do Cachoeira e direciona o noticiário para serviços de limpeza urbana no governo petista do Distrito Federal com a empreiteira Delta Construções.

Mas o que  podemos ver dos diálogos vazados até agora é a Delta tendo conflitos com a gestão de Agnelo Queiroz, que não atende seus interesses, e tenta infiltrar-se nos escalões inferiores do governo, mas não consegue traficar influência sobre aqueles que tomam decisões.

E essa história está mal contada desde a origem. Em 2006, na transição do governo no DF, da tucana Maria Abadia para o DEM de José Roberto Arruda, os contratos do lixo passaram a ser renovados emergencialmente, sem licitação a cada seis meses. Somente em junho de 2010 foi realizada licitação. A Delta Construções, que nunca atendera o DF antes, venceu o maior lote com menor preço. Agnelo só tomou posse em 2011, e é de extrema má fé o noticiário ignorar os seguintes  fatos:

– o contrato com a Delta foi licitado no governo anterior ao de Queiroz;

– a Delta venceu com o menor preço, portanto se tratava de contrato em curso a ser cumprido, licitado pelo menor preço, que não se enquadra em prorrogação emergencial;

Mas tem outros ingredientes nesta história, inclusive conversas sobre pagamentos ao senador José Agripino Maia (DEM-RN) e ao deputado Sergio Guerra (PSDB-PE). Quem pode esclarecer esses fatos é o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Há farto material sobre os contratos de lixo na Operação Caixa de Pandora (mensalão do DEM), mas lá se vão mais de dois anos e o Ministério Público ainda não transformou as investigações da Polícia Federal em processo no Judiciário…


PSDB tenta salvar demos do inferno

26/02/2012

Por Altamiro Borges no Blog do Miro

O Estadão publicou ontem uma curiosa reportagem. Com o título “Tucanos tentam salvar espólio do DEM em cinco capitais”, ela relata os esforços da cúpula do PSDB para evitar que os demos rumem para o inferno nas eleições de outubro próximo. A matéria poderia até ter um subtítulo: “O abraço dos afogados”. E uma chamada: “Diabo já avisou que não aceita os demos”.

Segundo a jornalista Christiane Samarco, o desespero da oposição neoliberal-conservadora explica a operação-salvamento que está em curso. “Ameaçado de perder o ‘espólio’ do DEM para o governo petista de Dilma Rousseff, caso o partido desaparecesse do mapa político do Brasil, o PSDB resolveu dar um reforço eleitoral ao velho aliado nas eleições municipais”.

Aécio comanda a operação-salvamento

Os tucanos já decidiram se unir aos demos em cinco capitais e negociam parcerias em São Paulo, Recife e Campo Grande. Um dos operadores do socorro é o Aécio Neves, que tenta viabilizar seu sonho presidencial em 2014. “Vamos apoiar o candidato do DEM onde o partido tiver candidato viável… O esforço da direção partidária é para reatar a relação de confiança com o DEM”.

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A oposição está em extinção?

21/11/2011

Os Amigos do Brasil

Uma pesquisa com deputados estaduais e vereadores mostra que só há uma posição ideológica consistente na política brasileira: a adesão ao governo. A oposição está em extinção?

Enquanto liderava a transição da ditadura para a democracia, o deputado federal Ulysses Guimarães fez a seguinte constatação a respeito da geração de políticos que chegava ao poder: Nós temos um know-how formidável para fazer oposição, mas, depois de 20 anos fora do poder, perdemos o jeito de governar. Dependendo do rigor com que se analisem as coisas atualmente, é possível afirmar que talvez ainda haja muito político procurando o tal jeito de governar. Mas não resta dúvida de que aquele formidável know-how para fazer oposição desapareceu.

Em agosto, numa entrevista a ÉPOCA, o filósofo Marcos Nobre falou sobre o severo estado de debilidade da oposição no Brasil. Ao tratar da eleição de 2010, afirmou que em nenhum momento o PSDB e seu candidato, José Serra, foram capazes de fazer uma campanha de oposição digna do nome. Serra, em sua opinião, apenas se colocava como alguém melhor que a petista Dilma Rousseff para dar sequência à política de Lula. Nobre sugeriu que tem sido fácil manter maioria no Congresso. E atribuiu a inexistência de uma oposição forte ao sucesso de um fenômeno que ele mesmo batizou de peemedebização do sistema político. Inspiradas no jeito PMDB de ser, que garante seu gigantismo, quase todas as siglas tentam ficar parecidas com o PMDB naquilo que ele tem de mais característico: o governismo.

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Cadê os corruptos do DEM?

20/07/2011

Blog da Dilma

O DEM patrocinou um dos maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia. Tudo foi mostrado ao vivo e a cores, em vídeos e depoimentos de testemunhas, todos foram pegos em flagrante delito recebendo propina. Maços e mais maços de dinheiro colocados em meias, malas e bolsas. Os vídeos gravados pelo delator Durval Barbosa mostram um cinismo, uma comunhão com a corrupção que causa espanto. Entre os acusados destacaram-se o então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, o vice-governador e empresário Paulo Octávio, o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente, e vários secretários do governo.

Há também suspeitos que não eram do Democratas, como Júnior Brunelli, do PSC, Corregedor da Câmara Legislativa, o deputado federal Augusto Carvalho, do PPS, e a líder do governo na câmara legislativa na época, Eurides Brito, do PMDB. José Roberto Arruda estava cotado para ser o candidato a vice-presidente de José Serra, governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB, nas eleições de 2010, mas o escândalo fez o Serra desistir do Arruda e começar a buscar outros nomes. No dia 11 de fevereiro, Arruda foi preso preventivamente pelo temor de que pudesse obstruir as investigações. O pedido de prisão foi feito após a tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra.

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Kassab queria comprar Marco Maciel, mas o ex vice presidente desistiu do negócio

13/05/2011

Do Blog Os Amigos Do Brasil

Após repercussão negativa dentro do DEM, o ex-vice-presidente da República Marco Maciel (PE) renunciou aos cargos que ganhou nos conselhos de administração da Companhia de Engenharia de tráfego (CET) e da São Paulo Turismo (SPturis).

Os cargos foram dados pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (que saiu do DEM para fundar o PSD), no fim de 2010.Sem mandato depois da derrota para o Senado por Pernambuco no ano passado, Maciel iria receber R$ 6 mil por cargo.

Pelo pagamento, ele deveria participar de uma reunião mensal em cada conselho. “Continuarei a participar da consolidação dos princípios sociais-liberais do Democratas, ao qual tenho dedicado especial empenho desde os idos de 1984″, afirma o ex-vice-presidente, em nota divulgada pela assessoria do DEM. Maciel é presidente do Conselho Político do partido.

Além Maciel, Kassab aumentou os rendimentos de seus aliados e secretários com cargos nas empresas municipais.São oito empresas, com 75 conselheiros administrativos que ganham R$ 6 mil cada um, e 36 conselheiros fiscais que recebem R$ 3 mil. Dos 29 secretários, 17 foram nomeados conselheiros de estatais. É comum um secretário fazer parte de mais de um conselho.

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Oposição está sem rumo, diz Bornhausen… Ah! só contaram pra ele

11/05/2011

Do Blog Os Amigos Do Presidente Lula

O ex-presidente nacional do DEM Jorge Bornhausen deixa a legenda e se despede da vida partidária convencido de que a oposição está sem rumo e líder. “Houve um vácuo na oposição e a liderança do presidente Fernando Henrique Cardoso não foi preenchida”, diz Bornhausen, para quem nem o tucano José Serra nem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiram se credenciar como líderes da oposição. Ele entende que Aécio não tem sequer a garantia da candidatura presidencial da oposição.

A seu ver, o maior equívoco dos partidos de oposição – DEM, PSDB e PPS – foi o de se meterem em disputas internas. “Estão perdendo a oportunidade de formar uma única agremiação e de ter as condições para atuar como oposição responsável e fiscalizadora”, analisa. Leia a entrevista de Bornhausen para o jornal O Estado de São Paulo….

O PT perdeu três eleições presidenciais, mas não se abateu e conquistou o poder em 2002. Por que a oposição, depois de três derrotas, passa a imagem de estar se dissolvendo?

Bornhausen: Porque hoje o grande líder da oposição ainda é o presidente Fernando Henrique Cardoso, mas ele já não tem mais a atuação partidária e eleitoral que possa dar fôlego à oposição.

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PSD : nova sigla para um velho partido

09/05/2011

Eason Nascimento


O presidente de honra (e que honra) do DEM, Jorge Bornhausen, aquele que achou possível extinguir o PT, já confirmou seu desligamento do partido, enquanto afirma que ficará sem filiação partidária. Somente de Santa Catarina, terra de Bornhausen, irão para o partido a ser oficialmente criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o governador Raimundo Colombo, 43 prefeitos, 44 vice-prefeitos, 406 vereadores, 7 deputados estaduais e três federais, incluindo o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Paulo Bornhausen, filho do ex-senador.

Nomes conhecidos em diversos estados da federação, também fazem as malas e alçarão vôo  desembarcando no mesmo destino. Até mesmo o ex-deputado federal Indío da Costa, leão de chácara de Serra na campanha de 2010, se desfiliará do DEM, migrando para as hostes de Kassab.  O derrotado ex-senador pernambucano Marco Maciel, é o último do grupo de Bornhausen que ainda não anunciou o rumo que adotará daqui para frente. No entanto, vários aliados no estado, já confirmaram o ingresso na nova sigla, entre eles o ex-deputado federal André de Paula. A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini vai ser convidada e poderá seguir o mesmo caminho. Ao todo, Kassab já conta com 39 deputados federais confirmados, dois senadores, dois governadores e seis vice-governadores, para comporem os quadros de seu “pseudo novo” partido. Até julho, quando será formalmente registrado no TSE, a expectativa é de que esse número chegue próximo dos 50.

Neste cenário, podemos afirmar que não teremos, na essência, um novo partido na vida política brasileira. Os poucos remanescentes que ainda resistem em permanecer no esfacelado DEM, não devem demorar muito a enterrar a velha denominação. Pelos nomes já confirmados e pelos que ainda  serão, se deduz facilmente que mais uma vez um novo rótulo se pregará na mesma agremiação, que já se chamou, ARENA,PDS,PFL. Muda-se o nome do filme, mas o enredo e os personagens são os mesmos. O partido que esteve ao lado da ditadura e que sempre representou o atraso na vida política do Brasil, se reencontrará em outro endereço, ao ser rebatizado e registrado com novo título. Se chamará PSD.