Veto parcial do Código Florestal desagrada ambientalistas

26/05/2012

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e o ministro da Agriculltura, Mendes Ribeiro, anunciam veto em 12 itens e 32 modificações no texto do Código Florestal, feitos pela presidenta Dilma Rousseff (José Cruz/ABr)

Por Vinicius Mansur no site Carta Maior

Brasília – O governo federal promoverá 12 vetos e 32 modificações no Projeto de Lei que altera o Código Florestal, aprovado pelo Congresso Nacional. O anúncio foi feito pelos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e pelo advogado Geral da União, Luís Inácio Adams, na tarde desta sexta-feira (25).

De acordo com a ministra Izabella Teixeira, a decisão pelos vetos e modificações está baseada em três diretrizes: recompor o texto que foi aprovado pelo Senado, preservar acordos e respeitar o Congresso Nacional.

Os representantes do governo, entretanto, explicaram apenas parte das mudanças. O conhecimento preciso dos 12 vetos acontecerá somente com a publicação do Diário Oficial da União da próxima segunda-feira (28), no qual também constará a medida provisória elaborada pelo Executivo com as 32 modificações.

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O Código Florestal e a arapuca técnica

23/05/2012

Por Mauro Santayana no JB e no Conversa Afiada

A Presidente da República, segundo as informações da imprensa, deverá vetar, em parte, o novo Código Florestal, aprovado pelo Congresso Nacional. Deixando de lado as questões técnicas, que reclamam a opinião dos especialistas, a decisão se relaciona a uma das mais cruciais questões de nossa tempo: até quando poderemos sobreviver com o atual modelo de sociedade industrial, baseado no consumo exacerbado de energia e de outros recursos naturais?

Dentro de duas semanas fará 40 anos que se reuniu (de 5 a 16 de junho de 1972) , em Estocolmo, a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente. Acompanhei, para este Jornal do Brasil, os trabalhos da reunião, recordo que a principal questão continua em aberto, até os nossos dias, e é de natureza política. Alguns especialistas concluíram que era necessário interromper o crescimento industrial, a fim de preservar o ambiente natural e, assim, manter a vida na Terra.

A tese dos países industriais, retomando as conclusões do Clube de Roma, era a do crescimento zero, a partir de então. Ora, se esse projeto fosse adotado pelo mundo, os paises ricos continuariam ricos, e os paises pobres se manteriam na miséria.

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Dilma: “Eu vou fazer o que tem que ser feito”

13/05/2012

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho

dilma abr Dilma: Eu vou fazer o que tem que ser feito

Banqueiros. Latifundiários. Militares. Quem mais teria coragem de enfrentar os interesses destas corporações em assuntos considerados intocáveis até outro dia, como queda de juros, reforma do Código Florestal e criação da Comissão da Verdade, verdadeiros tabus históricos?

Sem se preocupar com o que os outros vão pensar, a presidente Dilma Rousseff resolveu ir à luta em variadas frentes nas últimas semanas, comprando muitas brigas ao mesmo tempo. Vai ganhar todas? Só o tempo poderá dizer, mas ela não é de fugir da raia.

“Com a popularidade que esta mulher tem, até eu…”, poderia desdenhar algum representante dos 5% que não gostam do governo dela.

Não é bem assim, como ouviu na semana passada o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao fazer um comentário sobre a alta aprovação de Dilma nas pesquisas, durante reunião em que ela explicou aos empresários as mudanças nas regras da caderneta de poupança, outro tema delicado que ela resolveu encarar.

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Presidenta quebra o protocolo e cumprimenta adeptos do Veta Dilma

12/05/2012

Do Correio do Brasil

Veta

Manifestações do Veta Dilma têm ocorrido em várias partes do país

Presidenta da República, Dilma Rousseff quebrou o protocolo durante evento em Betim, interior de Minas Gerais, driblou o esquema de segurança montado para ela, nesta sexta-feira (11), e foi até a rua para cumprimentar ambientalistas e manifestantes que gritavam: “Veta, Dilma”. O grupo, de cerca de 100 pessoas, estava do outro lado da rua, separados por grades de segurança.

“Dilma pode vetar, o Brasil vai te apoiar”, gritavam, quando a presidenta surpreendeu aos próprios manifestantes e se aproximou para cumprimentá-los. O gesto de Dilma, de simpatia com a causa dos ambientalistas, sinaliza que ela deverá vetar em partes ou todo o novo Código Florestal, aprovado pelo Congresso, poderá ser vetado nos próximos dias. Importantes setores da sociedade, principalmente ambientalistas e estudantes, apontam falhas graves no texto do código, que poderá deixar desprotegidas as florestas e matas brasileiras.

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O que tem a ver a cerveja com a floresta?

21/03/2012

Por Ricardo Kotscho no Balaio do Kotscho

 

floresta cerveja ok O que tem a ver a cerveja com a floresta?

A votação da Lei Geral da Copa, mais conhecida como a Lei da Cervejinha, que se arrasta há meses no Congresso Nacional, foi mais uma vez adiada porque a bancada ruralista agora quer colocar em pauta antes o novo Código Florestal.

Com todo respeito, o que tem a ver a liberação da venda de cerveja nos estádios durante a Copa do Brasil com a preservação das nossas florestas? Seria trágico se não fosse cômico o que está acontecendo em Brasília, a capital das lambanças federais.

O burlesco episódio serve apenas para mostrar a fragilidade da rebelada base aliada do governo, que parece ter entrado em colapso após a troca dos líderes governistas na semana passada.

Como comentou minha colega Christina Lemos no Jornal da Record News, tem bezerro estranhando vaca _ e poste mijando em cachorro, acrescento.

Estava tudo certo para que a Lei Geral da Copa fosse votada na terça-feira, transferindo para os Estados a questão da cervejinha, quando surgiram em cena os valentes ruralistas ameaçando derrotar o governo se não fosse discutido antes o Código Florestal.

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Plantação em margem de rio é rejeitada por 95%

11/06/2011

 

Pesquisa sobre reforma do Código Florestal mostra também que 79% aprovam veto da presidente Dilma à proposta aprovada na Câmara

Pesquisa sobre a reforma do Código Florestal feita pelo Datafolha com 1.286 pessoas aponta que 95% dos entrevistados não aceitam manter plantações e a pecuária existentes hoje em Áreas de Preservação Permanente (APPs), como encostas íngremes, topos de morro e margens de rios.

O estudo para medir o que a população pensa sobre o projeto do novo Código Florestal – aprovado na Câmara em maio -, foi encomendado por seis ONGs ambientalistas: Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Imaflora, Imazon, Instituto Socioambiental, Fundação SOS Mata Atlântica e WWF-Brasil.

Segundo a pesquisa, 77% das pessoas avaliam que o Senado deveria parar para ouvir os cientistas antes de votar a questão. E 20% consideram que o Código deveria ser votado imediatamente para resolver o problema das multas. Hoje, produtores que desmataram tiveram a cobrança das multas adiada até que o projeto seja votado.

No levantamento, 79% dos entrevistados apoiam o eventual veto da presidente Dilma Rousseff, caso o Senado aprove a mesma proposta aceita pela Câmara. A presidente já afirmou ser contra a anistia para quem desmatou – o projeto prevê o perdão para quem cortou a mata até julho de 2008.

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A economia fala mais alto

03/06/2011

por Eason Nascimento

Não há como negar, que o governo Dilma passa por uma fase conturbada, com as denúncias contra o ministro Antonio Palocci, bem como pela aprovação do Código Florestal na Câmara. Este último fato comprovou uma desorganizada atuação da base governista, desvinculada, o que é mais grave, da orientação governista.

A mídia enquanto amplifica o tema Palocci, já se aventura em apontar nomes prováveis para substituí-lo. Além de atacar as obras da Copa do Mundo, que segundo ela não serão concluídas a tempo, insinuam gravidades no estado de saúde da Presidenta. Sobre Dilma, a revista Época passou dos limites com a capa em que procura mostrá-la como se cadáver já fosse. Uma mistura de maldade com má fé que demonstra a disposição do semanário da família Marinho no trato da questão.

Nem a revista Carta Capital escapou.  A capa da edição 648, mostra Dilma com a mão sobre o rosto, como se já estivesse cansada, e abatida. O artigo de seu redator chefe, Mino Carta, faz um relato da situação atual e conclui fulminante : “o PT esqueceu os trabalhadores e tornou-se um partido  igual aos demais”. Mesmo assim, diga-se de passagem, Carta Capital, está a quilômetros de distância das intenções de Veja, Época, IstoÉ, Folha, Estadão ou Globo.

A passagem de Lula por Brasíla, na tentativa de “arrumar” os conflitos da base, principalmente entre PT e PMDB, deixou evidente a falta de uma coordenação política eficiente dentro do governo, para debelar focos de insatisfação, o que serve de combustível para os veículos midiáticos se nutrirem.

Ainda bem que a queda do preço da gasolina e do álcool, o recuo do déficit externo, o superávit primário que superou a meta do quadrimestre, além do baixo nível de desemprego e do recrudescimento dos índices de inflação são indicadores do equilíbrio da economia do país.  É este equilíbrio que nos garante que esta crise, restrita à área política,  não chegará no povo.

Afinal de contas, a economia sempre falou mais alto e vai continuar falando.

Em tempo : A entrevista do ministro Palocci minutos atrás no JN, em nada modifica  o quadro.