Brasil depende da China para evitar crise

15/08/2011

 Correio do Brasil

Redação, com Vermelho.org

A China controla o yuan e consegue obter preços melhores na negociação com o Brasil

No mercado financeiro, o Brasil é considerado hoje um “derivativo” da China. Derivativos são contratos cujos preços dependem da cotação de outro ativo.

–A performance do mercado brasileiro é muito ligada à China. O Brasil tem o ônus e o bônus dessa relação – diz Ricardo Lacerda, presidente da BR Partners, uma das principais empresas de fusões e aquisições do País.

Dependência

Traduzindo para a economia real: se a crise nos Estados Unidos e na Europa atingir a China, o Brasil será castigado. A percepção dos investidores vem do aumento da dependência do país em relação ao gigante asiático depois da quebra do Lehman Brothers em 2008. O apetite chinês garantiu a alta dascommodities em meio à recessão global, reduzindo a vulnerabilidade externa brasileira.

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Com plano da Petrobras, Brasil passa China e EUA em reservas até 2020

24/07/2011

Carta Maior — André Barrocal

BRASÍLIA – A Petrobras vai reforçar o peso e o volume de investimentos em exploração e produção de petróleo, com o objetivo dar um salto expressivo de produção na camada pré-sal e de dobrar as reservas comprovadas da estatal até 2020. Ao mesmo tempo, cortou parte dos gastos previstos para este ano, o que deve ajudar o governo a controlar a inflação com uma atividade econômica menos veloz.

Os novos planos da empresa foram decididos na última sexta-feira (21/07), pelo Conselho de Administração. Deveriam ter sido aprovados há mais tempo, mas houve atrasou por dois motivos.

Um: a presidenta Dilma Rousseff, que já dirigiu o conselho, quis conhecer o plano em detalhes primeiro e demorou a dar sinal verde, de acordo com uma fonte da Petrobras.

Dois: o Conselho, que tem alguns ministros do governo, precisou de três reuniões até tomar uma decisão, porque nas últimas semanas aumentaram as incertezas sobre o futuro da economia mundial e sobre o potencial impacto disso nas cotações internacionais do barril de petróleo.

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O futuro do Brasil passa por mudança em seu papel na nova ordem mundial

05/07/2011

Delfim Neto na Carta Capital

O momento que vivemos oferece algumas características que nos estimulam a olhar o que vem por aí na economia. Um desses estímulos me veio da observação recente do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, quando chamou a atenção para o fato de que o Brasil não deve aproveitar inocentemente o excesso de liquidez que existe no mundo. Esse enorme fluxo de dólares vai ter consequências para a nossa economia ao supervalorizar o real e ampliar as dificuldades para a indústria. E abre também a perspectiva de problemas para bancos e empresas que estão se endividando mais do que seria prudente.

Um olhar sobre o futuro permite antever que alguns setores que estão se endividando alegremente além da conta podem ter de enfrentar apertos sérios se a economia mundial voltar a piorar.

Outro estímulo decorre do entusiasmo que vem despertando além-fronteiras o formidável desempenho do setor agropastoril brasileiro. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou recentemente uma estimativa segundo a qual ao menos 30% do aumento da oferta de alimentos que vai sustentar a demanda da população mundial, de 9 bilhões em 2040, deverá ser garantido pela produção brasileira. Será ótimo se isso vier a se realizar, mas não podemos contar com um desenvolvimento tecnológico que ainda não ocorreu.

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Brasil lidera alta em consumo de entretenimento e de mídia

15/06/2011

Do Blog Os Amigos Do Brasil

O mercado brasileiro de entretenimento e mídia apresentou o maior crescimento entre as principais economias do mundo em 2010 e atingiu US$ 33,1 bilhões. Segundo estudo da consultoria PwC em 58 países, no ano passado o Brasil cresceu 15,3%, à frente de Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, alguns dos principais mercados do mundo. A pesquisa considera serviços consumidos pela população e também receitas com publicidade. Os segmentos que tiveram mais representatividade no Brasil foram serviços de TV por assinatura e acesso à internet, em consumo, e publicidade em televisão, entre os anunciantes.

Os três segmentos registraram um aumento superior a 20% no ano passado.”O crescimento está diretamente relacionado ao desempenho da economia. A ascensão de mais brasileiros à classe média já trouxe impacto significativo no ano passado”, afirma Estela Vieira, sócia da PwC para a área de entretenimento e mídia. Puxada pelo Brasil, que representa 50% dos resultados, a América Latina também foi a região que mais subiu em receitas: 12,2%, atingindo US$ 66 bilhões.

A pesquisa mostra ainda que o Brasil, ao lado da China, apresentará até 2015 o maior ritmo de crescimento entre as 12 principais economias: 11,4%, ante 11,6% do país asiático. ”Com a ampliação do acesso à internet de alta velocidade, prometida com o Plano Nacional de Banda Larga, é possível que o Brasil ultrapasse Itália e Coreia do Sul até 2015 e se consolide como o sétimo maior mercado para entretenimento e mídia”, diz. Hoje o país ocupa a nona colocação, num mercado de US$ 1,4 trilhão.

MOBILIDADE
A disseminação de smartphones e tablets contribuirá para o amadurecimento do mercado de internet móvel.Serviços de acesso à web sem fio movimentarão cerca de US$ 5 bilhões até 2015, crescimento médio anual de 23,5%, um dos maiores entre as 13 categorias de entretenimento e mídias avaliadas. A banda larga fixa crescerá, no período, 13,6%.

GAMES
Impulsionado por jogos on-line, em redes sociais e aplicativos para celulares, o mercado de games deve crescer, em média, 7,7% ao ano no Brasil até 2015. O ritmo será superior ao consumo de revistas, músicas e livros, que deve aumentar de 2,4% a 7,4%. Em valores, o mercado continua pouco expressivo e representa apenas 2% das receitas com entretenimento.No mundo, o mercado de games ganha ainda mais expressão na comparação com outros segmentos. Atualmente, o segmento global totaliza US$ 55,5 bilhões e, até 2015, crescerá em média 8,2% ao ano, ante 7% registrados pelos serviços de TV por assinatura.


Enquanto isso… A China vai avançando

07/05/2011


Reproduzo artigo de Paulo Daniel, publicado no Blog Além de Economia

Mesmo sendo a segunda maior economia do mundo e o maior exportador do mundo, somente nos últimos anos, a China vai ampliando o investimento de suas empresas em outras economias, principalmente na América Latina, pelo menos é o que nos mostra o último relatório elaborado pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe – ONU) sobre investimento direto externo na região.

A evolução do investimento chinês em outras economias deve-se ao fato da política adotada pelo governo desde o ano 2000 tendo como principal instrumento o financiamento que os bancos estatais prestam às empresas para seus projetos de investimento no exterior.

Neste sentido, é importante destacar também que as maiores empresas transnacionais chinesas são, com raríssimas exceções, de propriedade estatal, entretanto, mesmo no caso das empresas estatais, o investimento direto da China no exterior não pode ser explicado somente como uma resposta às diretrizes do governo.

O Estado impulsionava e impulsiona a expansão internacional, as empresas chinesas viram como o seu próprio crescimento, suas estratégias de diversificação e o seu desenvolvimento tecnológico as levavam a investir no exterior.

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Brasil não está mal na foto da inflação, diz Mantega a senadores

04/05/2011

Em debate na Comissão de Assuntos Econômicos, ministro diz que inflação é maior em países emergentes

Klinger Portella, iG São Paulo 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, participou nesta terça-feira de um debate sobre o cenário econômico brasileiro neste ano na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Durante sua apresentação, Mantega reafirmou a preocupação com a inflação, mas disse que o Brasil “não está mal na foto”.

“Existe hoje um surto inflacionário mundial. A inflação atinge todos os países indistintamente”, afirmou Mantega. “Em vários países, o aumento da inflação é muito maior que no Brasil. Não estamos mal nessa foto. O Brasil, que no passado foi um país inflacionário, hoje tem uma inflação mais controlada que muitos países”, completou.

Mantega pontuou que a alta dos preços é mais intensa nos países emergentes, que apresentam taxa de crescimento maior. “Entre os emergentes, a inflação é mais estável no Brasil. A China, que tinha preços entre 1,5%, 2% já mudou esse patamar”, disse.

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Analista vê investimento chinês como oportunidade de “reindustrialização”

23/04/2011

Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

São Paulo – Para Wladimir Pomar, escritor e profundo conhecedor da China, foi positivo o saldo da visita da presidenta Dilma Rousseff ao país asiático. Os investimentos anunciados no Brasil podem, na visão do analista, contribuir para o que ele chama de “reindustrialização” do país, o que permitiria que as exportações nacionais para a China deixassem de ser restritas a produtos básicos para incluir itens manufaturados, de maior valor agregado.

Na semana passada, Dilma assinou 20 acordos comerciais, com perspectiva de investimentos na produção industrial, entre outros alvos. Foram cinco dias de reuniões e encontros, que ocorreram um mês após a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil.

Pomar considera que o fato de a política externa de Dilma ter envolvido tanto os Estados Unidos como a China logo nos primeiros meses de gestão indica que o mundo caminha para se tornar cada vez mais “multipolar”. Articulações como a do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics), dos 20 países mais industrializados do mundo (G20), da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) como exemplos dessa tendência de deslocamento de poder.

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