Supermercados poderiam ajudar mais nas tragédias

20/01/2011

Envolverde

Praticamente sem custos adicionais, as redes de varejo poderiam disponibilizar a seus clientes uma lista de produtos necessários nas áreas atingidas

Por Dal Marcondes

As redes de supermercados, que estão presentes em quase todo o Brasil e no mundo, poderia ser, também, redes de solidariedade mais efetivas com as vítimas de grandes tragédias como atualmente na região da Serra no Rio de Janeiro.

Hoje algumas redes atuam como postos de coleta de doações para serem encaminhadas aos refugiados. Isso não aproveita o real potencial da estrutura logística dessas rede.

Praticamente sem custos adicionais, as redes de varejo poderiam disponibilizar a seus clientes, em suas lojas ou pela internet, uma lista de produtos necessários nas áreas atingidas, tais como água, leite, alimentos, roupas, e outros produtos de primeira necessidade.

O cliente compra o que quer doar e a rede disponibiliza a compra na loja mais próxima aos postos de atendimento aos refugiados. Estas rede tem a estrutura necessária para levar os produtos e fazer a entrega, ou mesmo entrar em contato com as autoridades locais e disponibilizar os produtos.

Esse contato com as autoridades também pode servir para uma permanente atualização da lista de necessidade. E como essas redes são, muitas vezes, globais, isso facilitaria a ajuda a refugiados de tragédias em todo o Planeta. Uma medida que será cada vez mais necessária em tempos de catástrofes climáticas.

Outros benefícios seriam a redução da emissão de gases com caminhões adicionais levando produtos para as áreas atingidas. Estímulo à compra de produtos produzidos localmente para serem doados e, de quebra, um substancial aumento nas vendas dos supermercados, que poderiam, assim, oferecer preços menores e diferenciados para este tipo de compra.

É uma ideia simples oferecida por uma pessoa que sempre tornou a vida mais simples e fácil: minha mãe Maria Bela.

 

Envolverde

Envolverde é uma revista digital que aborda assuntos ligados ao Meio ambiente, Educação e Sustentabilidade. É vencedora do 6º. Prêmio Ethos de Jornalismo na Categoria Mídia Digital.

 


Para quem não teve governo por 500 anos, 4 anos para ter um sistema de prevenção de catástrofes de 1o. mundo é muito?

19/01/2011

Blog Os Amigos Do Presidente Lula

Quase todos os noticiários soltaram uma notícia boa: o governo federal anunciou a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais.

Mais abaixo veremos que o PIG (partido da imprensa golpista) tentou transformar a boa notícia em notícia ruim.

Detalhe: o anúncio deste sistema de Prevenção e Alerta havia sido feito no dia 8 de janeiro (portanto antes da catástrofe das chuvas) como prioridade pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e uma das primeiras medidas de seu ministério.

A montagem do sistema envolve a cobertura nacional de todas as áreas sujeitas a desastres com radares metereológicos e pluviômetros, e procedimentos de alerta e até mesmo de evacuação da população sujeita a ser atingida por uma inundação, por exemplo.

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Chove acima da média. Mas que média é essa?

19/01/2011

Blog do Sakamoto

Prestem atenção nessas duas frases que aparecem com frequência na mídia:

– Especialistas afirmam que, nas duas primeiras semanas de janeiro, já choveu mais do que a média do mês nos últimos anos.

– Aqui, no Carnaval de Olinda, a festa não tem hora para acabar.

O que há de comum entre elas? Bem, não muito além do fato de que são figurinhas que se repetem com impressionante regularidade. Para o repórter que transmite a folia pernambucana, a frase, quase um mantra da alegria, é indolor. Já a outra carrega, em seu bojo, duas tristezas: a consequência do aguaceiro em si e a responsabilização da natureza por algo que a ação humana poderia certamente minimizar. Se choveu mais do que deveria, fica a impressão de que não daria para fazer nada, não é? Bem, isso se, há muitos anos, já não fosse típico a realidade de chuvas atípicas em certas regiões do país.

Uma ironia que circula em redações nesses dias aquáticos é que, se todo o ano chove mais do que a média, alguém esqueceu de corrigir a média.

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O drama é de todos. A responsabilidade também.

19/01/2011

Eason Nascimento

O excesso de chuvas sempre tem causado no Brasil muita  destruição e morte.  A história registra a ocorrência de verdadeiros desastres ambientais no nosso território nos últimos anos. Os números diferem mas o sofrimento e a dor são os mesmos. No estado do Rio de Janeiro, em 1966 foram mais de 100 mortes. Em 1988, 350 perderam a vida. Em 1996 mais de 200 morreram na capital carioca.

Santa Catarina também passou pelo mesmo dilema e mais de 200 perderam a vida e 100 mil pessoas ficaram ilhadas em 2008. Dez cidades foram atingidas sendo Blumenau a que mais sofreu.

No ano passado foi a vez do nordeste.  As chuvas fizeram transbordar os principais rios  na Zona da Mata em Pernambuco e em Alagoas, gerando milhares de desabrigados. Até hoje se percebe claramente os sinais da devastação, em Palmares, Barreiros, Água Preta e Cortês, dentre outras cidades atingidas, que enfrentam a dura tarefa da reconstrução. A vida perdida infelizmente não é passível de ser reconstruída.

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Dilma lança sistema nacional de prevenção de catástrofes

18/01/2011

Vermelho

O anúncio foi feito após reunião entre a presidente Dilma Rousseff e os ministros da Defesa, Nelson Jobim, de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Integração Nacional, Fernando Bezerra.

A expectativa do governo federal é de que o sistema esteja em pleno funcionamento dentro de quatro anos. “Mas já esperamos respostas para o próximo verão. Vamos implantar pelo menos nas áreas mais críticas”, afirmou o ministro de Ciência e Tecnologia.

A montagem do sistema ocorrerá com a modernização dos equipamentos metereológicos, como radares e pluviômetros, para tornar mais eficiente a capacidade de prevenção de fenômenos climáticos, como chuvas fortes, e com mecanismos de alerta para a população de áreas de risco.

Segundo Mercadante, o sistema de alerta vai prevenir os desastres naturais mais comuns no Brasil, que são deslizamentos de terra, inundações, ressacas, secas e vendavais. Um novo supercomputador foi adquirido, com capacidade para escanear o território nacional a cada 5 km², quando antes esse mapeamento era feito a cada 20 km².

“Isso vai esquadrinhar o Brasil em regiões menores e nos dará uma previsão mais precisa”, disse Mercadante. O sistema terá uma sede nacional e outras cinco distribuídas entre as regiões brasileiras.

“Para aprimorar a capacidade de previsão do tempo, vamos implantar novos radares meteorológicos e integrar todos os disponíveis, inclusive os da Aeronáutica, num só sistema. A previsão por satélite dá uma estimativa boa para três dias antes, quanto mais próximo, mais seguro. Mas os radares captam a chuva que está efetivamente ocorrendo, o que nos avisa sobre o encharcamento do solo”, afirmou o ministro de Ciência e Tecnologia.

“Estimamos em aproximadamente 500 áreas de risco no país, com cerca de 5 milhões de pessoas morando nessas áreas, e temos outras 300 regiões sujeitas a inundações”, disse Mercadante. O sistema será coordenado pelo ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) Carlos Nobre, que ficou à frente do órgão por 12 anos.

As ações serão implantadas de forma gradual e a expectativa é que, em quatro anos, o sistema de defesa e alerta esteja concluído. Mercadante afirma, no entanto, que até o próximo verão já devem estar identificadas as áreas mais críticas.

O ministro da Integração Nacional, Fernado Bezerra, afirmou que a presidente Dilma Rousseff autorizou o reforço de pessoal para a reestruturação da Defesa Civil. Em princípio, o reforço se dará por meio da realocação de servidores de outros órgãos. “Estamos fazendo uma ampla reflexão e é evidente que precisamos fazer mais investimentos, estruturar e ter uma política voltada mais para a área de prevenção, do mapeamento das áreas de risco”, disse Bezerra.

 


As tragédias, a nova mídia e a incompetência governamental

18/01/2011

Blog Vi O Mundo – Luiz Carlos Azenha

Descobri na internet que houve, em 1967, uma tragédia tão grave quanto a que afeta a região serrana do Rio de Janeiro.

Na mídia, o G1 parece ter notado. O Diário do Vale também fez uma reportagem. Mas eu vi primeiro, mesmo, foi no blog do Paulinho.

Foi na serra das Araras, no Rio de Janeiro, mas atingiu também Caraguatatuba, no litoral paulista.

Os detalhes dependem das pessoas que testemunharam, já que aparentemente não há estatísticas confiáveis. Houve muita chuva e desmoronamentos. O número de mortos é estimado, já que muitos nem mesmo foram resgatados.

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Boff: O preço de não escutar a natureza

18/01/2011

Blog Vi O Mundo de Luiz Carlos Azenha

por Leonardo Boff

O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre  imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam  frequentemente deslizamentos fatais.

Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.

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