Que liberdade é esta?

20/08/2012

Por Mino Carta na Carta Capital

Do PMDB dos dias de hoje, que diria o Doutor Ulysses? Digo, aquele que enfrentou os cães raivosos da ditadura, ironizou a “eleição” de Ernesto Geisel ao criar sua anticandidatura e liderou a campanha das Diretas Já. E do PDT, que diria Leonel Brizola, um dos poucos a esboçarem uma tentativa de resistência ao golpe de 1964, cassado e exilado, no retorno vigiado pelo poder ditatorial no ocaso, e ininterruptamente perseguido pela Globo? Quem ainda recorda as duas notáveis figuras tem todas as condições para imaginar o que diriam.

A CPI do caso Cachoeira acaba de escantear a convocação do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Veja em Brasília, que por largo tempo manteve parceria criminosa com o contraventor. As provas irrefutáveis da societas sceleris apresentadas por CartaCapital na edição da semana passada não somente foram olimpicamente ignoradas pela mídia nativa, o que, de resto prevíamos, mas também não surtiram efeito algum junto à CPI. A qual, como se sabe, teria de apurar em todos os aspectos os crimes cometidos pelo talentoso Carlinhos e seus apaniguados. Entre eles, está demonstrado, Policarpo Jr.

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Leandro e a Carta pegam a Veja. O Temer e a Globo deixam ?

10/08/2012

Conversa Afiada

Na CartaCapital dessa semana há uma história dentro de uma história.

O Conversa Afiada republica texto de Leandro Fortes sobre a reportagem que escreveu esta semana para a Carta Capital.
Não deixe de ler também sobre os documentos publicados num post sobre o “Caneta”, o Policarpo.

O TRISTE FIM DE POLICARPO JR.


Por Leandro Fortes


Na CartaCapital dessa semana há uma história dentro de uma história. A história da capa é o desfecho de uma tragédia jornalística anunciada desde que a Editora Abril decidiu, após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, que a revista Veja seria transformada num panfleto ideológico da extrema-direita brasileira. Abandonado o jornalismo, sobreveio a dedicação quase que exclusiva ao banditismo e ao exercício semanal de desonestidade intelectual. O resultado é o que se lê, agora, em CartaCapital: Veja era um dos pilares do esquema criminoso de Carlinhos Cachoeira. O outro era o ex-senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Sem a semanal da Abril, não haveria Cachoeira. Sem Cachoeira, não haveria essa formidável máquina de assassinar reputações recheada de publicidade, inclusive oficial.

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Mulher de Cachoeira para juiz: ‘O Carlos [Cachoeira] contratou o Policarpo [da Veja] para fazer um dossiê contra o senhor’

31/07/2012

Blog do Mello

Cada vez ficam mais claras e se complicam as ligações entre o esquema criminoso do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a revista Veja, por intermédio de seu diretor em Brasília, Policarpo Júnior.

Agora, segundo o G1, a mulher do bicheiro teria tentado chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, que cuida de um dos casos que envolvem o bicheiro, ameaçando-o com um dossiê que teria sido preparado por Policarpo a mando de Cachoeira:

Conforme relatou o juiz ao G1, o dossiê teria sido  produzido a pedido de Cachoeira pelo jornalista Policarpo Júnior,  repórter da sucursal da revista ‘Veja’, em Brasília. O G1 procurou  a assessoria de imprensa da revista, que informou não poder se  posicionar sobre questões editoriais. Nas redações de São Paulo e  Brasília, não localizou responsáveis para comentar o caso.

(…) Conforme o juiz, Andressa teria dito: “Doutor, tenho algo muito bom  para o senhor. O senhor conhece o Policarpo Júnior? O Carlos contratou o  Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o  Carlos, não vamos soltar o dossiê”.

O juiz diz também que respondeu que não tinha nada a temer, quando teria ouvido de Andressa: “O senhor tem certeza?”.   (…)  [Por conta da ameaça] Andressa prestou esclarecimentos nesta manhã na Polícia Federal em  Goiânia e saiu sem falar com a imprensa. A mulher do contraventor terá  de pagar fiança de R$ 100 mil e está proibida de visitar o marido, informou a PF.

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Os bandidos e a política

15/07/2012

A criminalidade se exerce em todos os setores da sociedade, e um de seus objetivos é o controle ilegítimo das instituições do estado. A elas podem chegar, mediante a compra de votos e outros recursos, ou controlando alguns políticos mediante o suborno, a corrupção.

Por Mauro Santayana no site Carta Maior

Em um de seus melhores ensaios sobre Política e Criminalidade (Politik und Verbrechen), o pensador contemporâneo Hans Magnus Enzensberger, conta que Al Capone, em 1930, chegara a seu apogeu, sem que fosse incomodado pelas instituições do Estado. Ao contrário, eram notórias suas relações com os políticos, com a polícia e com os jornalistas, e todos cultivavam o seu poder e se nutriam de seu dinheiro.

Era um mito ou, como melhor explica Enzensberger, um paramito, criação dos tempos modernos, que não passam de uma miragem dos tempos realmente heróicos, nos quais os mitos nasceram. Os turistas pagavam para, de ônibus, percorrer os bairros em que a quadrilha de Scarface exercia, de fato, o poder de estado, sob o olhar indiferente dos moradores e de seus asseclas – da mesma forma que os visitantes, com a permissão dos narcotraficantes de hoje, passeiam pelas favelas cariocas.
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Governador terá de explicar à CPI dinheiro de Cachoeira que abasteceu comitê do PSDB

09/07/2012

Blog Os Amigos Do Presidente Lula 

A possibilidade de convocação do governador do Tocantins, Siqueira Campos (PSDB), deve ser destaque na pauta da CPI do Cachoeira, nesta semana. O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), quer levar o governador a depor na comissão para falar sobre as acusações de que quase metade do dinheiro que abasteceu o comitê do PSDB no estado nas eleições de 2010 veio de empresários que atuavam em parceria com o bicheiro Carlinhos Cachoeira
O requerimento para a convocação de Campos deve ser apresentado hoje por Bueno. As recentes revelações apontam o governador tucano para rede de relações de Cachoeira no Tocantins ser mais extensa do que a administração de Palmas, onde, até o momento, surgiram os indícios considerados como os mais explícitos da existência de negociação de influência política em troca de recursos eleitorais.

Veja não vai vencer sem lutar

07/07/2012

Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania

Participei hoje (6 de julho) de uma reunião para defender ação conjunta de movimentos sociais e pessoas físicas que entendem que o envolvimento da revista Veja com o bicheiro Carlos Cachoeira é grave demais para ficar impune sem que uma só medida concreta seja tomada para elucidar essas relações tão suspeitas.

Em um primeiro momento, havia o entendimento de que se deveria deixar a CPMI do Cachoeira trabalhar, na esperança de que a parcela da classe política que entende a gravidade dos fatos tomasse alguma atitude. No entanto, à exceção de Fernando Collor e do deputado pernambucano Fernando Ferro (PT), os integrantes da Comissão que não integram partidos cúmplices da Veja parecem ter decidido brindá-la com a impunidade.

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Prisão de Juquinha causa alvoroço na CPMI do Cachoeira

06/07/2012

 

Do Correio do Brasil

Juquinha

José Francisco das Neves, o Juquinha, preso por suspeita de fraude e corrupção

 O cumprimento de mandados de prisão por parte da Polícia Federal, nesta quinta-feira, deixou autoridades e parlamentares em alerta. José Francisco das Neves, o Juquinha, como é conhecido o ex-presidente da Valec Engenharia, sua mulher e dois filhos foram detidos por suspeita de fraude, corrupção e formação de quadrilha. A Valec, empresa ligada ao Ministério dos Transportes, é responsável por projetos gigantescos, como a Ferrovia Norte-Sul, do Maranhão a Goiás, e o trem-bala.

Juquinha foi nomeado pelo presidente Lula e demitido na gestão Dilma, na época da demissão do ex-ministro Alfredo Nascimento. Na operação, além das prisões, foram lacradas três mansões no condomínio Alphaville, em Goiânia, avaliadas em R$ 10 milhões. O patrimônio de Juquinha, no entanto, engloba uma fortuna na qual estão incluídas as maiores fazendas do Estado de Goiás, contas bancárias e veículos.

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