Da série: ai se o Kamel souber…

11/11/2011

Do Blog do Nassif por Luis Nassif

 

Ontem gravamos uma entrevista especial, em vídeo – a ser disponibilizada aqui em breve – com a professora da Unicamp e cientista social Walquiria Domingues Leão Rego que há cinco anos pesquisa a Bolsa Família.Walquiria tem ido anualmente às regiões mais pobres do nordeste tomando depoimentos dos beneficiários, não questionários frios, mas longas conversas para apreender as mudanças ocorridas.

Um dos episódios narrados é fantástico.

Na casa de uma senhora em Alagoas, outro pesquisador que a acompanhava, italiano, maravilhou-se com alguns quadros, pinturas na parede, sem moldura. Indagaram da senhora o que era aquilo.

Inicialmente, ela relutou em responder. Walquiria contou que no país do seu amigo valorizavam-se muito as pinturas, daí a razão do interesse dele.

A senhora venceu, então, o temor e contou que um de seus netos tem uma grande vocação para a pintura. Na escola, a professora recomendou que recebesse aulas.

Ela reuniu, então, a família e, juntos, discutiram se poderia desviar parte do dinheiro da comida para as aulas de pintura do menino. Todos concordaram. O resultado foram as pinturas que maravilharam o italiano.

Se Ali Kamel souber, haverá denúncias em O Globo sobre o esbanjamento de recursos do Bolsa Familia.


O segundo tempo das ações sociais

04/11/2011

Blog do Nassif

Hoje em dia, o Bolsa Família tornou-se uma unanimidade. Entre 2003 e 2005, não era. Pegou a alcunha de “bolsa esmola” e analistas de pensamento ralo chegaram a criticar o fato de parte das famílias utilizar o benefício para adquirir geladeira e fogão – utensílio próprios de casas onde se come.

Palestrante do seminário “O consumidor invisível”, do projeto Brasilianas, a Ministra do Desenvolvimento Social Tereza Campelo atribui os avanços dos últimos anos – no combate à miséria – a três decisões estratégicas:

1. Construção de política de valorização sistemática do salário mínimo e de formalziação do trabalho.

2. Conjunto das políticas de transferência de renda: não apenas o BF, mas o BPC (Benefício de Prestação Continuada), para 3 milhões de idosos e deficientes (3 milhões), e demais políticas incluídas na Previdência Social.

3. Pouco considerada: a ação do Estado brasileiro e outros atores, de fortalecimento da agricultura familiar, em especial o crédito, que saltou de R$ 2,4 bi para R$ 16 bi este ano. Como é crédito, essa quantia chega a rodar duas vezes por anos. Na ponta da demanda, criou-se o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar.

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Bolsa-Família é caro? O “bolsa-rentista” é mais…

17/10/2011

O jornal Valor Econômico traz hoje um levantamento do número de famílias que deixaram de receber, por elevação da renda, os benefícios do Bolsa-Família. São 2,227 milhões, o que equivale a cerca de 10 milhões de brasileiros que deixaram a pobreza extrema. E este número pode ser ainda muito maior se cosideramos de nos outros 3,6 milhões de benefícios cancelados, muitos deles têm a melhoria da situação como motivo pelo desinteresse em comprovar o cumprimento das condicionalidades em educação e saúde ou mesmo de participar dos recadastramentos.

Por mais que sejam importantes os cursos de qualificação oferecidos aos beneficiários, o cerne desse fenômeno é o crescimento da economia e, com ela, do emprego.

Dez milhões de pessoas saírem de um estado de semi-indigência já teria valido o investimento. Mas ele rendeu mais, embora continue sendo atacado de forma obtusa por quem procura encobrir sua insensibilidade debaixo de razões contábeis.

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Bolsa Família reduz em 36% índice de crianças fora da escola

13/10/2011

Do site Vermelho.org

também publicado no Conversa Afiada

Na coluna Conversa com a Presidenta, publicada na terça-feira (11), a presidente Dilma Roussef anunciou que, segundo dados do Ministério da Educação (Mec), o índice de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos fora da escola diminuiu 36% por causa do Bolsa Família. A presidente descartou a possibilidade do benefício contribuir para o aumento da taxa de natalidade no país.

Em resposta ao advogado Josué do Espírito Santo Ribeiro, de Salvador (BA), Dilma Roussef disse que “é difícil imaginar que uma família decida ter mais filhos apenas porque terá um acréscimo de R$ 32,00 mensais no seu orçamento”.

Dados do IBGE mostram que o número médio de filhos da mulher brasileira vem caindo em todos os segmentos sociais e regiões do país. A média era de 5,8 filhos por mulher, em 1970, caiu para 2,14, em 2003, e para 1,94, em 2009.

Para a presidente, os dados demonstram que não existe relação entre o índice de natalidade e o Bolsa Família. “Como o Bolsa Família existe desde 2003, não há qualquer indicação de que tenha provocado o aumento da taxa de fecundidade. Aliás, o número médio de filhos das beneficiárias do Bolsa Família também vem caindo e hoje é de 2,08 filhos por família”.

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Pela terceira vez, Brasil lidera ranking de combate à fome

10/10/2011
Agência Brasil
Luana Lourenço

Brasília – O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organização não governamental (ONG) ActionAid, divulgado hoje (10), que lista os países que mais combatem a fome. Desta vez, o anúncio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do ranking. Malauí, Ruanda, Etiópia e Tanzânia completam as cinco primeiras posições.

O relatório lista resultados do Programa Fome Zero, que levou à redução da desnutrição infantil  em 73% entre 2002 e 2008, e elogia a inclusão do direito à alimentação na Constituição Federal em fevereiro de 2010.

A iniciativa mais recente do país no combate à insegurança alimentar, segundo a ONG, foi o anúncio de R$ 16 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, para investimentos na produção de alimentos, geração de renda no campo e organização econômica de agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais.

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Brasil: Um país de ricos e miseráveis

16/07/2011

Publicado no Blog do Miro, de Altamiro Borges

Por Raquel Júnia, no sítio da revista Caros Amigos:

O lançamento do programa Brasil sem miséria, na semana passada, pela presidente Dilma Roussef, propõe um exercício de imaginação. “Já pensou quando acabarmos de vez com a miséria?”, dizem as peças publicitárias sobre a nova estratégia governamental. As propagandas associam ainda o crescimento do país ao fim da pobreza extrema, meta que o governo pretende cumprir.
São consideradas como miseráveis absolutas as pessoas que vivem com até R$ 70 reais mensais. Pelos dados divulgados pelo governo no lançamento do programa, há 16,2 milhões de pessoas nessa situação e outras 28 milhões em situação de pobreza. Pelos dados do Programa para as Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), de 2010, o Brasil está entre os sete países mais desiguais do mundo, apesar de estar também entre os sete gigantes da economia mundial. Os dados mostram que as contradições e os desafios são muitos. É possível que o exercício de imaginação proposto pelo governo federal se torne realidade?

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Brasil rico e para todos

22/06/2011

 

Tereza Campello (*)

Com o Brasil Sem Miséria, o país se lança num desafio coletivo, que nasce imerso em um clima de expectativa, confiança e otimismo.

Nestes oito anos o país provou que pode ousar. Crescemos distribuindo renda, com a retirada de 28 milhões de pessoas da pobreza e a inclusão de 36 milhões na classe média.

Esta história bem-sucedida é que motiva a presidenta Dilma, governadores e prefeitos a assumir o novo compromisso de retirar 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza e integrá-los neste Brasil que cresce cheio de oportunidades.

O plano parte deste sólido acúmulo, dando continuidade às experiências internacionalmente reconhecidas do governo do presidente Lula, buscando aperfeiçoá-las.

É o caso do Bolsa Família, considerado o maior e mais bem focalizado programa de transferência de renda do mundo.

Com a Busca Ativa incluiremos 800 mil famílias e mais 1,3 milhão de crianças e adolescentes receberão a parcela variável do Bolsa Família.

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