Eduardo Campos vira pivô da sucessão de Dilma

07/07/2012

Por Ricardo Kotscho no Balaio do Kotscho

eduardo campos Eduardo Campos vira pivô da sucessão de Dilma

De uma semana para outra, as eleições municipais viraram apenas pano de fundo para os atores que se movimentam no palco já pensando na sucessão de Dilma Rousseff em 2014.

Entre eles, ganha cada vez mais destaque o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Campeão de votos nas eleições de 2010, Campos rapidamente ganhou projeção nacional e se tornou peça-chave no tabuleiro da sucessão presidencial.

Até a presidente Dilma, candidata natural à reeleição, que pretendia se manter distante da campanha eleitoral deste ano, viu-se obrigada a entrar no jogo.

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Prima de Cachoeira foi empregada com ajuda de Aécio

24/04/2012

Carta Capital 

Sabe aquela conversa sobre critérios técnicos e meritocracia como a solução para combater “loteamento” de cargos públicos no governo federal? Cabe bem ao discurso tucano em época de eleição, mas de perto o assunto muda de figura – e a pimenta espirra no olho.

Pois a “meritocracia” defendida aos berros pela oposição passou longe da escolha da diretora regional da Secretaria de Estado de Assistência Social em Uberaba Mônica Beatriz Silva Vieira. Ela assumiu o posto em 25 de maio do ano passado. Para chegar lá, o currículo foi o que menos importou. Bastaram 12 dias e sete telefonemas das pessoas certas na hora certa: um bicheiro, um senador pau mandado e um ex-governador com pretensões de chegar à Presidência.

É o que apontam as escutas telefônicas da Polícia Federal reveladas pelo jornal O Estado de S.Paulo. Nas conversas, interceptadas com autorização judicial, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é escalado para levar um pedido do contraventor Carlinhos Cachoeira ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). A ordem era para conseguir um emprego para Mônica Vieira, prima do bicheiro. Aécio disse desconhecer que o pedido favoreceria o contraventor.

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Ministério Público investiga repasses a rádio ligada a Aécio

22/03/2012

Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

Governo mineiro deu verbas de publicidade a emissora que pertence à família do ex-governador do Estado. Assessoria de senador afirma que se trata do mesmo caso que já foi levantado pela oposição há um ano e arquivado

PAULO PEIXOTO

DE BELO HORIZONTE

O Ministério Público de Minas Gerais abriu inquérito civil para investigar repasses feitos pelo governo mineiro entre 2003 e 2010 à rádio Arco-Íris, que pertence à família do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

No período dos repasses, Aécio era governador do Estado e sua irmã, Andréa Neves, também sócia na rádio, comandava o chamado Grupo Técnico de Comunicação, que apontava as diretrizes e planos de comunicação do governo mineiro.

Aécio tornou-se sócio da rádio em dezembro de 2010. A rádio transmite a Jovem Pan em Belo Horizonte.

Navalha

Minas vai reforçar o grupo que quer a CPI da Privataria, já !

Porque, como dizia o Dr Tancredo, em política não há coincidência.

Paulo Henrique Amorim


A prática antissindical do PSDB em MG

15/03/2012

Por Altamiro Borges no Blog do Miro

O tucano Aécio Neves adora se travestir de democrata. Em discursos e artigos, o presidenciável critica as “práticas ditatoriais” do governo federal. Quem conhece a realidade de Minas Gerais, onde o seu clã domina a política, sabe que essa retórica é falsa. No estado impera, de fato, o autoritarismo nas relações com a mídia cooptada, com a oposição no parlamento e com os movimentos sociais.


Nesta semana, diante da greve nacional pelo cumprimento da legislação sobre o piso salarial da docentes, o seu filhote no governo voltou a explicitar essa postura autoritária. Segundo o sindicato da categoria (Sind-UTE/MG), Antonio Anastasia expediu ofício, via a subsecretária de recursos humanos, que orienta as superintendências de ensino a não proceder à dispensa de alunos.

A medida visa jogar a sociedade contra os professores e é nitidamente antissindical. Diante deste grave atentado, o Sind-UTE solicitou a instauração de inquérito civil público. Para a entidade, a medida é ilegal e truculenta. “Ela fere amplamente o direito de organização sindical, posto que coíbe a adesão dos trabalhadores em educação na participação do movimento paredista”.

E depois os tucanos ainda bravateiam sobre democracia. É muito cinismo!


Serra anda nas baladas com Aécio?

02/03/2012

Por Altamiro Borges no seu Blog do Miro

Em entrevista ontem à noite ao jornalista Boris Casoy, o tucano José Serra disse que “o Brasil chama Estados Unidos do Brasil”. Sorridente e afável, o âncora da TV Bandeirantes corrigiu: “É República Federativa do Brasil”. Será que o eterno candidato saiu com seu rival Aécio Neves para uma balada? Será que ele está muito tenso com as bicadas no ninho tucano? Não tem bafômetro nas emissoras de tevê?


Serra apoia Dilma contra Aécio, diz Kassab ao PT

02/03/2012

Saiu na Folha

FÁBIO BRANDT
DE BRASÍLIA

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, revelou nesta quinta-feira (1) uma conversa constrangedora para o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD). O diálogo, segundo o petista, ocorreu no primeiro semestre de 2011, quando Kassab ainda não tinha escolhido apoiar o rival do PT, José Serra (PSDB), na eleição municipal de 2012.

Leia a transcrição da entrevista de Rui Falcão à Folha e ao UOL
Veja galeria de fotos da entrevista de Rui Falcão

Na ocasião, afirmou Falcão, Kassab declarou: “Para a [presidente] Dilma, a melhor coisa que poderia acontecer é o Serra prefeito de São Paulo. Porque se tiver Dilma e Aécio [Neves, do PSDB], Serra é Dilma [na disputa presidencial de 2014]”.

Rui Falcão falou sobre o assunto no “Poder e Política – Entrevista”, programa do UOL e daFolha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília.

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O monólogo do vazio Aécio Neves

01/03/2012

Por Altamiro Borges no seu Blog

Em sua coluna na Folha desta semana, Aécio Neves voltou a revelar todo o seu vazio político. Talvez isto ajude a explicar porque Serra – agora “revitalizado”, segundo FHC – disse ontem que o seu sonho de ser presidente está apenas “adormecido”. Diante das platitudes do senador mineiro, o ex-governador paulista percebe que ainda tem chances da bancar o seu nome no PSDB.

Aécio Neves é “óbvio” demais! No artigo, ele critica o governo por ter maioria no parlamento. “A presidenta Dilma encena um monólogo a dois no qual uma das partes – o governo – fala e determina, e a outra – o Congresso – cala e obedece”, ataca o ex-governador de Minas Gerais. A sua revolta é contra o recente corte no Orçamento da União das emendas parlamentares.

Autoritarismo do executivo? Aonde?

Para o inepto e apagado senador, esta medida seria mais uma “demonstração do autoritarismo do Executivo sobre o Legislativo… Blindada pela muralha das alianças de conveniência, o governo ignora o Congresso como instituição e apequena a relação entre os Poderes. Sou um dos que se perguntam até quando os próprios aliados resistirão em silêncio ao desrespeito continuado”.

Para quem conhece como funciona o rolo compressor na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e qual a política “amplíssima” de alianças do ex-governador, o artigo é risível. É de um cinismo descomunal. Aécio Neves sempre “apequenou” o poder legislativo local, traficou com os partidos e cooptou a mídia mineira – já a sua irmã manda demitir e censurar os jornalistas mais críticos.

Sem propostas e sem rumo

Além de conservador e provinciano, Aécio Neves é autoritário e truculento – que o digam os professores mineiros. A encarniçada disputa no interior do PSDB, entre o “revitalizado” Serra e o “óbvio” senador mineiro, revela bem o vazio da direita nativa. Sem propostas e sem rumo, o seu discurso é cansativamente “monótono” – conforme indica o título do artigo de Aécio Neves.