Nem a ditadura militar ousou dar o golpe constitucional do tucano FHC, que comprou a emenda de sua reeleição

A ditadura civil-militar governou nosso país de 1964 a 1985. Foram 21 anos de golpe, tortura, violência, censura, prisões arbitrárias, exílio, assassinatos. Judiciário, Legislativo, imprensa, movimentos sindicais, estudantis, tudo censurado, reprimido.
Mas uma coisa os militares não ousaram, rasgar a Constituição e impor a reeleição. Havia eleições, indiretas, impostas, mas saía um ditador, entrava outro.
Somente com o Príncipe dos Sociólogos, o ídolo dos ídolos de nossa mídia corporativa, o homem que vendeu o Brasil e não recebeu, Fernando Henrique Cardoso, é que o Brasil rasgou a Constituição e, através de uma emenda comprada, com dinheiro vivo, de corrupção, a reeleição passou a valer no Brasil, e já para Fernando Henrique.

Como disse, nem os militares, que torturaram, exilaram, assassinaram, ousaram tanto.

No Norte, nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, deputados foram comprados por R$ 200 mil cada, segundo reportagem publicada pela Folha. Fernando Rodrigues teve acesso às gravações que mostraram todo o esquema.

Se foi assim no Norte, quanto não foi negociado no restante do país?

Confira aqui a reportagem de maio de 1997 de Fernando Rodrigues: Deputado diz que vendeu seu voto a favor da reeleição  por R$ 200 mil.

A seguir, trecho incial da reportagem:

O deputado Ronivon Santiago (PFL-AC) vendeu o seu voto a favor da  emenda da reeleição por R$ 200 mil, segundo relatou a um amigo.  A conversa foi gravada e a Folha teve acesso à fita. Ronivon afirma que recebeu R$ 100 mil em dinheiro. O restante, outros  R$ 100 mil, seriam pagos por uma empreiteira -a CM, que tinha pagamentos  para receber do governo do Acre. Os compradores do voto de Ronivon, segundo ele próprio, foram dois  governadores: Orleir Cameli (sem partido), do Acre, e Amazonino  Mendes (PFL), do Amazonas. Todas essas informações constam de gravações de conversas entre  o deputado Ronivon Santiago e uma pessoa que mantém contatos regulares  com ele. As fitas originais estão em poder da Folha. O interlocutor do deputado não quer que o seu nome seja revelado.  Essas conversas gravadas com Ronivon aconteceram ao longo dos últimos  meses, em diversas oportunidades.

Esse sim é o maior escândalo de corrupção de nosso país.

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