Velas que não se calam

por Eason Nascimento

Segundo dados do IBAMA, mais de 5.000 barcos à vela trafegam entre os 573 km de extensão do litoral cearense, num balé habitualmente registrado por lentes e mentes sensíveis.

Esta principal característica da região, parece gerar inspiração infinita em músicos e letristas, poetas ou não, que se revezam na arte de retratar a interação entre o homem e a natureza. O destaque fica por conta dos verdes mares bravios, povoados de jangadas :

 “A jangadinha vai no mar deslizando, O pescador o peixe vai pescando, O verde mar, Que não tem fim, No Ceará é assim”segundo Carlos Barroso.

“Na minha impressão, Daqui onde eu estou, As ondas vão, não voltam mais, Preciso imaginar, Jangadas vêm do mar, Pra ver você chegar”escreveu Fausto Nilo na melodia de Evaldo Gouveia.

“As velas do mucuripe, Vão sair para pescar, Vou levar as minhas mágoas, Pras águas fundas do mar”compôs Belchior em parceira com Fagner.

Mais uma produção desta seara, é  a bela canção exposta no vídeo acima, fruto da parceria do ministro compositor Ubiratan Aguiar, com o também compositor, produtor  e grande intérprete Humberto Pinho, além de Raimundo Fagner, um ícone da nossa MPB e um dos maiores divulgadores das belezas da sua terra natal.

As jangadas sempre foram e continuam sendo protagonistas deste espetáculo. Jangadas ou barcos à vela? Poeticamente, Velas é o termo mais adequado.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: