Eduardo Campos vai esperar até 2018?

por Eason Nascimento

Em 2012 os eleitores brasileiros vão eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em 5.566 municípios. O primeiro turno das eleições municipais será no dia 7 de outubro e o segundo turno no dia 28 de outubro.

Embora muitos observadores da política nacional entendam que eleições municipais não tenham influência na disputa à Presidência da República, muitas alianças que começam a ser discutidas para a conquista das principais prefeituras brasileiras apontam no sentido oposto. A candidatura de Fernando Hadad em São Paulo é um exemplo. Para tucanos e aliados que vivem uma turbulenta situação política, serem derrotados em seu maior e principal reduto eleitoral, seria catastrófico no já difícil cenário nacional.

Mesmo estando na primeira metade de seu mandato, se sabe que a presidente Dilma Roussef deve ser candidata à reeleição, fato que só deverá ser modificado caso Lula por algum motivo maior, entre no jogo. Com Dilma ou com Lula, no cenário atual, nada aponta para dificuldades de vitória do PT, apesar da distância do pleito.

Do lado oposicionista não surgiu até a presente data, quem possa disputar a próxima eleição com reais chances de barrar a trajetória petista que já se estenderia por 12 anos seguidos. José Serra não é mais o candidato natural dos tucanos, embora ainda aspire, cada dia mais solitário, este sonho cada vez mais distante. Recentemente ao assegurar que não concorrerá à sucessão de Kassab, Serra indica que ainda não jogou a toalha. Até mesmo o amigo FHC, já indica Aécio Neves como mais apto para enfrentar a aliança comandada pelo PT.

Embora Aécio não seja o candidato capaz de empolgar seus pares, não resta alternativas no ninho tucano. Pelo andar da carruagem, caminham para a quarta derrota consecutiva, a menos que um tsunami destrua o cenário altamente favorável a continuidade do governo Dilma. Antevendo as dificuldades, a própria Rede Globo, parte integrante da mídia que se opõe ao reinado Lula/Dilma, lança a minissérie O Brado Retumbante,  indicativo claro que ela vai apostar suas fichas no senador  mineiro e trabalhará para alavancar sua candidatura.

Ciro Gomes, o falastrão político cearense, filiado ao PSB, partido do governador de Pernambuco,  Eduardo Campos, não desistiu de pleitear a sua candidatura. Quando da desistência de se lançar candidato em 2010, ficou evidente que além de Lula, esta decisão teve a mão do neto de Arraes no seu caminho. Eduardo, forte liderança em plena ascensão,  enxerga em Ciro seu adversário inicial a ser batido, pois ele próprio aspira alcançar a presidência.

A indagação que paira no ar é, se o governador pernambucano continuará como aliado de Dilma, ou se compõe com Aécio, pleiteando a vaga de vice em 2014, ou ainda, se espera 2018, para lançar seu nome como candidato principal. Não nos parece provável que o PT de imediato venha a interromper a aliança com o PMDB trocando-a pelo PSB. De qualquer forma os passos de Eduardo Campos serão a grande novidade da política brasileira a curto e a médio prazo.

 

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