Dilma faz a coisa certa em Cuba

31/01/2012

JORNALISTAS, ACADÊMICOS, ANALISTAS E ESPECIALISTAS ERRAM HÁ 22 ANOS E QUEREM CONTINUAR ERRANDO

Em 1989 o diretor do jornal em que eu trabalhava me contou que estava pensando em mandar um correspondente para Havana, para acompanhar de perto a inevitável queda do socialismo em Cuba. O muro de Berlim havia caído e ele, como tantos outros jornalistas, acadêmicos, analistas e especialistas, não tinha a menor dúvida de que Fidel Castro não conseguiria manter seu governo e seria morto ou pediria asilo em algum país. Naquela mesma época, na Flórida, exilados cubanos contrataram advogados para garantir que, de volta a Cuba, retomariam suas fazendas, indústrias e mansões, confiscadas pelos revolucionários a partir de 1959.

O jornal não mandou correspondente para Havana, o sistema político e econômico em Cuba continua o mesmo e os exilados ainda estão na Flórida, sem o que consideram serem suas propriedades na ilha. E Fidel continua vivo, fez seu sucessor e mora na capital cubana. Assim, erraram todos: jornalistas, acadêmicos, analistas e especialistas. Foram derrotados pelo desconhecimento da realidade cubana, pelo superficialismo de suas análises e por colocar, acima de tudo, o desejo político e ideológico de que o socialismo em Cuba não sobrevivesse.

Nos 22 anos seguintes, a mesma turma continuou desconhecendo a realidade cubana, fazendo análises superficiais e desejando o fim do regime em Cuba. E errando. A visita da presidente Dilma Rousseff a Havana agora está dando a eles mais uma oportunidade de mostrar que são maus analistas e continuam errando. Porque não entendem o que acontece em Cuba e continuam orientando suas avaliações pelo desejo de que caia o governo e tudo volte a ser como era até 1959.

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VEJA e Reinaldo Azevedo erram feio e Falha entrevista a verdadeira estudante da USP que discutiu com Andrea Matarazzo no MAC

31/01/2012

Blog Desculpe a Nossa Falha 

Estudante “colocada” na foto não mora no Crusp (outro erro do colunista) e, classificada de “burguesota” por Azevedo, é moradora de Guaianases

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Por Lino Bocchini
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Arielli e Matarazzo batem boca na foto da Agência Estado que foi parar na capa do jornal de domingo

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A cena do secretário estadual de Cultura e pré-candidato a prefeito do PSDB Andrea Matarazzo com o dedo na cara de uma manifestante foi pras homes dos principais portais de notícias do país no sábado à tarde, logo após a inauguração parcial da nova sede do MAC, no prédio do antigo Detran, em São Paulo. No domingo, a foto de autoria de Paulo Liebert, reproduzida acima, estava na capa da edição impressa do Estadão. No mesmo dia, a revista Veja, através de seu colunista Reinaldo Azevedo, revelava a suposta identidade da manifestante: “Quem é aquela mulher (…) cordata, suave, pronta para o diálogo? (…) É Rafaela Martinelli, aluna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e moradora do Crusp. É publicidade que ela queria, não? Aqui está”. Acontece que a estudante em questão não é Rafaela. A revista Veja errou. Trata-se de Arielli Tavares Moreira, 22 anos, estudante do quinto ano do curso de letras da USP. E há mais incorreções. O colunista também chama os manifestantes de “burguesotes”. Arielli é de família classe média-baixa da pequena cidade de Tatuí. E Rafaela, exposta e atacada pela revista de maior circulação do Brasil sem sequer aparecer na foto, é moradora de Guaianases, zone leste paulistana –e não vive no Crusp, conforme disse Veja. Para completar, mais um erro: nem Rafaela nem Arielli são filiadas ao Partido dos Trabalhadores, acusação feita por Azevedo, Andrea Matarazzo e pelo vereador Floriano Pesaro. Pelo contrário, as meninas são críticas ao governo Dilma Roussef e ao PT. A seguir os principais trechos da conversa com Arielli (que está de fato na foto) e Rafaela (que Veja “colocou” na foto):

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Mas e a “explosão da inflação”, hein?

31/01/2012

Blog Tijolaço por Fernando Brito

Postei, lá no Projeto Nacional, uma rápida análise sobre o IGP-M de janeiro, divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas.

E o gráfico que vai aqui no post, mostrando que a tendência de queda da inflação, que a gente vem mostrando aqui faz tempo, não era surpresa para ninguém no “mercado” muito antes de o Banco Central decidir começar a baixar os juros.

O IGP-M de janeiro, de 0,25%, é o menor já registrado, exceto pelo medido em plena crise mundial, em janeiro de 2009.

A inflação de janeiro, que costuma ser alta, não vai ser baixa, não, pela variação do preço dos transportes, dos alimentos e das escolas.

Mas seus fundamentos nos preços do atacado são de correção baixa ou nula dos preços. E, dependendo de novos abalos na Europa, até mesmo de baixa.

A urubulândia, que sonhava com um descalabro nos preços para continuar sua cantilena da impossibilidade de um crescimento forte do país lutou – e ainda luta – o quanto pôde.

Mas perdeu, embora tenha conseguido criar um clima de expectativa por aumento de preços que é extremamente prejudicial.

Que, porém, se desfará, como tudo que não tem base na realidade.


Caso Rita Lee: a resposta do governador Marcelo Déda

31/01/2012

Blog Nassif Online

Por Daniel Miyagi

Do Blog Rádio do Moreno

Governador: “Ninguém está acima da lei”

Com exclusividade, o governador Marcelo Déda dá a sua versão sobre o episódio ocorrido com a cantora Rita Lee no seu último show, em Aracaju, no sábado passado

Aracaju(SE), 29 de janeiro de 2012.

Meu caro Moreno,

Não posso responder ao Drummond – faltam-me engenho e arte. Mas posso, ao menos, contar o que aconteceu no sábado passado. É o testemunho de quem esteve lá e servirá para mostrar a abissal distância entre o episódio da Nara, que o Poeta Maior cantou e denunciou, e aquilo que aconteceu sábado no show da Rita Lee:

No último sábado, 28, fiz um programa igual ao de outros 20 mil sergipanos e turistas que curtiam o Verão Sergipe na praia de Atalaia Nova, no município de Barra dos Coqueiros, uma ilha paradisíaca entre o Atlântico e o Rio Sergipe – fui ver o show da Rita Lee.

Era a segunda vez que ela se apresentava no evento, um Festival gratuito, realizado nas praias próximas a Aracaju e organizado pelo governo do Estado, com o apoio de patrocinadores privados. Dessa vez seria especial, a rainha do rock pretendia encerrar neste espetáculo a sua presença nos palcos. Tenho 51 anos de idade e o som da Rita Lee sempre eseteve na minha “playlist”. No local do evento me encontrei com minhas duas filhas, Marcella e Yasmin que também foram prá festa.

p>A minha expectativa era a melhor possível, o ambiente ajudava. A arena aberta, sem cercas ou qualquer restrição de entrada, na Praça de Eventos Jugurta Barreto, inaugurada na sexta, acolhia uma multidão bonita e alegre. Na noite anterior a banda de rock The Baggios abrira a noite e fora seguida pelos Paralamas do Sucesso e por Margareth Menezes. Um lindo espetáculo, pacífico, e sem qualquer incidente digno de nota, como é a característica do evento.

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Editorial do Estadão ou por que a mídia é o partido deles

30/01/2012

Blog do Rovai

Considero desnecessário qualquer comentário sobre este Editorial de ontem (domingo) do Estadão. Ele fala por si só.

Agora a capital, depois o Estado

Editorial – O Estado de S.Paulo

Se ainda restasse alguma sombra de dúvida, a apoteose armada pelo lulopetismo para a despedida de Fernando Haddad do Ministério da Educação escancarou o óbvio: o projeto de poder, com inegável competência idealizado e até agora executado por Luiz Inácio Lula da Silva, passa, necessariamente, pela imposição da hegemonia do Partido dos Trabalhadores no Estado de São Paulo, a começar pela reconquista da Prefeitura da capital.

Assim, a solenidade de transmissão de cargo realizada na última terça-feira no Palácio do Planalto, com a arrebatadora presença de um Lula que as circunstâncias elevaram à condição de quase divindade, não foi convocada para assinalar uma despedida, mas para glorificar o retumbante advento de mais uma figura ungida pelo Grande Chefe, desta vez com a missão estratégica de fincar em solo bandeirante a flâmula com a estrela do PT. E ganhar a Prefeitura em outubro é apenas o primeiro passo, o trampolim para a conquista inédita sem a qual a hegemonia política dos petistas no País continuará tendo um travo amargo: não controlar o governo do mais importante Estado da Federação.

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O estupro da razão

30/01/2012

Blog da Boitempo

 

Por Izaías Almada.

Volto ao país depois de merecidas férias. Visto à distância, o Brasil é um país como outro qualquer. É como estar em São Paulo, por exemplo, e ler as notícias sobre países europeus, asiáticos ou sobre nossos vizinhos sul-americanos. As notícias do dia a dia são muitas vezes superficiais, sensacionalistas, procurando encobrir a natureza dos motivos pelos quais elas acontecem ou se desenvolvem.

A diferença, é claro, se dará por conta do conhecimento que temos da nossa própria realidade, os interesses e os fatores objetivos e subjetivos que se entrelaçam na informação produzida por jornais, televisões, revistas, sites e blogues.

A Rede Globo de Televisão, beneficiária e por isso mesmo defensora do golpe de Estado no Brasil em 1964 (ou seria o contrário?) chamou uma vez mais para si os olhares da nação, muitos deles cada vez mais descontentes com o que ali assistem.

Detentora de uma estratégia e de um marketing de comunicação imposto pelo poder econômico que construiu e que a sustenta, a emissora vem atravessando os anos colocando-se acima das leis e da Constituição, uma vez que o seu DNA foi formado no período autoritário mais recente da história política brasileira.

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Eduardo Campos vai esperar até 2018?

30/01/2012

por Eason Nascimento

Em 2012 os eleitores brasileiros vão eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em 5.566 municípios. O primeiro turno das eleições municipais será no dia 7 de outubro e o segundo turno no dia 28 de outubro.

Embora muitos observadores da política nacional entendam que eleições municipais não tenham influência na disputa à Presidência da República, muitas alianças que começam a ser discutidas para a conquista das principais prefeituras brasileiras apontam no sentido oposto. A candidatura de Fernando Hadad em São Paulo é um exemplo. Para tucanos e aliados que vivem uma turbulenta situação política, serem derrotados em seu maior e principal reduto eleitoral, seria catastrófico no já difícil cenário nacional.

Mesmo estando na primeira metade de seu mandato, se sabe que a presidente Dilma Roussef deve ser candidata à reeleição, fato que só deverá ser modificado caso Lula por algum motivo maior, entre no jogo. Com Dilma ou com Lula, no cenário atual, nada aponta para dificuldades de vitória do PT, apesar da distância do pleito.

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