Datafolha: cresce a rejeição a Serra

Balaio do Kotscho

Diante dos novos números divulgados pelo Datafolha neste domingo sobre a campanha municipal do próximo ano em são Paulo, o quadro ficou ainda mais indefinido e, a dez meses da eleição, a disputa está em aberto.

Mesmo que José Serra ainda aceite ser candidato, atendendo aos apelos do PSDB, por absoluta falta de opção, como se especulou na última semana, a pesquisa mostra que as dificuldades do tucano aumentaram.

A rejeição a Serra cresceu e chegou a 35%, quase o dobro do seu índíce de intenção de votos, que ficou em 18%. É o mais rejeitado entre os 14 candidatos pesquisados.

Para complicar ainda mais a situação do PSDB, aumentou a influência do ex-presidente Lula na decisão do voto paulistano: em relação a setembro, este número subiu de 40% para 48%.

De outro lado, 49% responderam que não votariam no candidato do prefeito Gilberto Kassab, o principal aliado de Serra na política paulistana. A aprovação a Kassab caiu para 20% e 40% consideram seu governo ruim ou péssimo.

Com Fernando Haddad definido candidato do PT em lugar de Mata Suplicy, que liderava todas as pesquisas até setembro, quem aparece na frente em quatro dos cinco cenários pesquisados pelo Datafolha é o ex-deputado Celso Russomano, que recentemente trocou o PP de Paulo Maluf pelo PRB. É a grande surpresa da pesquisa.

Russomano tem 20% em todos eles, seguido de Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha (PPS). Haddad continua patinando entre 3% e 4%.

Entre os quatro pré-candidatos tucanos já lançados, quem aparece melhor na pesquisa é Bruno Covas, com 6%, o preferido do governador Geraldo Alckmin.

O vice-governador Guilherme Afif Domingos, do PSD, provável candidato do prefeito Gilberto Kassab, tem 3%.

“A grande maioria ainda não se deu conta da eleição. O cenário está completamente aberto”, concluiu o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

Como agora a política sai de férias, e só deve voltar depois do Carnaval, não se esperam grandes mudanças no cenário até lá. É quando Lula deverá terminar seu tratamento de quimioterapia e voltar com tudo à campanha eleitoral, como já anunciou.

Só então se saberá se  o crescente prestígio do ex-presidente em São Paulo, registrado neste Datafolha, será capaz de promover a transferência de votos para o candidato do PT, Fernando Haddad, como aconteceu com Dilma Rousseff nas eleições presidenciais do ano passado.

Serra está numa sinunca de bico: se entrar na disputa e perder, será seu canto do cisne. Se por acaso ganhar, não poderá deixar a prefeitura de novo em meio ao mandato para tentar pela terceira vez a presidência da República, ainda o seu principal objetivo.

Façam seus apostas, senhores.O que podemos esperar das eleições de 2012?

Bom domingo a todos.

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