Muita emoção no samba!!!

31/12/2011

 


O menino e o lixo: um Conto de Natal

30/12/2011

Carta Maior – Mauro Santayanna

Este deve ser o conto de natal de nossos tempos. Os dois meninos foram catar material reciclável no lixão de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Uma das máquinas empurrou a massa de detritos, para fazer espaço – e os soterrou. Um deles, mais ágil, conseguiu escapar. Maikon Correa de Andrade, de nove anos, ficou sob o lixo, e seu corpo foi encontrado muitas horas depois pelos bombeiros.

Maikon deve ser um dos milhares de máicons que receberam esse nome em homenagem a Michael Jakson, porque é assim que alguns ouvidos registram o nome do ídolo. Um dia, a mãe de Maikon deve ter sonhado destino de riqueza e de glória para o filho, e, nessa esperança, dado ao recém-nascido o nome de uma estrela. Maikon não sabia cantar, não sabia dançar – e talvez nem soubesse catar alguma coisa que prestasse no meio do lixo. Ele poderia ter pisado em uma agulha de seringa e se ter contaminado de alguma doença fatal, como já ocorreu a muitos. Mas poderia ter encontrado alguma coisa ainda precariamente servível, como um brinquedo jogado fora. Ou, apenas, teria recolhido restos de metal, fios de cobre, coisas de estanho e chumbo, para serem vendidos a intermediários, e destinados à reciclagem. Se Maikon conseguiu alguma coisa, não a tinha em suas mãos, rijas depois de tantas horas já mortas.

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Seja bem-vindo 2012!

30/12/2011

por Eason Nascimento

Este ano que se vai, primeiro da era Dilma, apesar de deixar a boa notícia de que ultrapassamos a Inglaterra e somos agora a sexta maior economia do mundo, será lembrado pelas investidas da mídia contra a presidenta eleita, através da derrubada com sucesso, diga-se de passagem, de  nada mais nada menos, que 6 ministros, por uma avalanche de acusações de “mal feitos”.

A presidenta, alvo principal, não sofreu sequer um arranhão na sua credibilidade, fato este facilmente comprovado pelas recentes pesquisas que apontam o alto grau de sua aprovação pessoal e de seu governo. As passeatas, intituladas de marchas contra a corrupção, amplamente apoiadas e amplificadas pela mídia, resultaram em um retumbante fracasso.

Do ponto de vista da oposição, que ainda não se refez de mais um golpe com a derrota nas eleições federais de 2010, o cenário não poderia ser pior. Aécio não consegue emplacar como liderança capaz de fazer renascer das cinzas, o PSDB e seus aliados. Serra por seu turno, tem se complicado desde que desceu dos palanques da desastrosa campanha na disputa com Dilma. Dentro do ninho tucano, suas desavenças com Aécio ficaram mais expostas e fazem com que ele caminhe a passos largos para uma aposentadoria forçada. Até mesmo a possibilidade de se eleger prefeito na capital paulista, não é concreta.

Para complicar ainda mais a vida de José Serra, o recente lançamento do livro A Privataria Tucana, pode ser a pá de cal para enterrar de vez, sua eterna pretensão de assumir a Presidência da República. Se a CPI protocolada por Protógenes Queiroz, combativo deputado do PC do B, for realmente instalada com o objetivo de apurar as graves denúncias apontadas pelo livro de Amaury Ribeiro Jr, o ex-governador paulista pode dar adeus a vida pública, na melhor das hipóteses.

Mesmo que muitos não acreditem, é possível que esta CPI (caso exista), venha a acrescentar novos fatos e a responsabilizar criminalmente os tucanos que fizeram das privatizações na era FHC, um rateio entre amigos, de parte importante do patrimônio da nação em benefício próprio, fraudando o interesse público e ocasionado enormes prejuízos ao país. Pelo andar da carruagem 2012 será um ano recheado de emoções.

Seja bem-vindo 2012.

Em tempo – Aviso aos amigos do Blog que a partir desta data, entramos de férias com retorno previsto para 10 de Janeiro. FELIZ ANO NOVO a todos e a todas.


Venezuela e os novos desafios

30/12/2011
 
Blog do Miro por Beto Almeida

A semana que antecedeu o Natal em Caracas, permitiu observar aspectos importantes da cena política e social venezuelana, bem como compreender a dimensão dos desafios que a Revolução Bolivariana tem pela frente para seguir aprofundando um conjunto de medidas de sentido socialista.Pois foi no período natalino, quando mais se pronuncia – e em grande parte em vão – a palavra solidariedade, que a Revolução Bolivariana se destaca por renovar a ajuda que, há oito anos, é destinada a comunidades pobres dos EUA, por intermédio da empresa estatal Citgo, subsidiária da PDVSA, a Petrobrás venezuelana. A cada inverno no hemisfério norte, que costuma ser rigoroso e causar mortes entre as famílias mais pobres, o governo Chávez doa um estoque de combustíveis para milhares cidadãos carentes de várias cidades dos EUA usarem em seu aquecimento doméstico.

Vale lembrar: recentemente as verbas oficiais utilizadas na compra destes insumos para proteção do frio foram cortadas pela insensibilidade do presidente Barack Obama. Isto, no mesmo ano em que os EUA multiplicaram seu orçamento bélico e quando sustentou, em conjunto com os endividados países da OTAN, 203 dias ininterruptos de demolidor bombardeio a Líbia. O que explica a nova alcunha do mandatário: Barack Obomba…Curioso foi notar que esta notícia foi publicada no jornal “El Nacional”, como a insinuar que seria absurdo Chávez preocupar-se com os pobres dos EUA. Registre-se: a tiragem deste jornal já alcançou 400 mil exemplares diários quando Chávez foi eleito, e agora, depois de 12 anos de editorialismo anti-chavista, e muito anti-jornalismo, a tiragem reduziu-se a 40 mil exemplares.

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CPI pretende provar propinas e ligá-las a privatizações de FHC

29/12/2011

Blog da Cidadania por Eduardo Guimarães

 

As primeiras menções que a grande imprensa vem fazendo à ressurreição do escândalo das privatizações da era Fernando Henrique Cardoso, ressurreição essa desencadeada pelo livro A Privataria Tucana, têm sido no sentido de desqualificar e minimizar as denúncias. A desqualificação se dá em relação ao autor da obra, como todos sabem, mas pouco tem sido dito sobre a minimização do que ela denuncia.

A imprensa minimiza as denúncias dizendo que não estabelecem ligação entre a surpreendente movimentação internacional de pequenas fortunas por parentes e assessores do ex-ministro, ex-prefeito e ex-governador José Serra e o processo de privatizações empreendido pelo governo federal do PSDB (1995-2002). Além disso, esses órgãos de imprensa acusam as denúncias de ser “requentadas” por já terem sido divulgadas por eles mesmos.

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Vamos falar direito

29/12/2011


Erigutemberg Meneses

Em A essência da Constituição, conferência proferida em 1863, para intelectuais e operários da antiga Prússia, Ferdinand de Lassale demonstrou a relação que guardam entre si a constituição real e efetiva, integralizada pelos fatores reais de poder que regem a sociedade, e a constituição escrita, à qual, para distinguir-se da primeira, recebe a denominação de folha de papel.

A Constituição Federal de 1988, dita cidadã, será real e efetiva, cuja expressão escrita representa os verdadeiros anseios dos fatores reais do poder, ou trata-se de mera folha de papel rabiscada com simulacros de direito?

Os avanços sociais, incorporados à sociedade brasileira, permitem considerá-la real e efetiva, mas também, se pode adjetivá-la de folha de papel, considerando-se que a parte menos favorecida da população fica sem seu amparo efetivo em muitos aspectos. Como exemplo, oferece-se a falta de autorregulamentação do art. 153, VII, que estabelece a tributação sobre grandes fortunas, nos termos de lei complementar. A cobrança da tributação ganhou o contexto constitucional, após inúmeros debates liderados pelo então deputado Plínio de Arruda Sampaio, contudo, desde a promulgação da Carta Magna, o artigo constitucional sempre foi encarado como mera autorização para a cobrança e por isso nunca foi implementado.

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William Waack distorce sexta economia

29/12/2011


Blog do Miro por Altamiro Borges

 



O sempre atento José Augusto, do blog “Os amigos do presidente Lula”, pegou mais uma lambança de William Waack, âncora do Jornal da Globo. Na edição de segunda-feira do telejornal, ele teria dito que o Brasil só alcançou o título de sexta maior economia mundial graças a FHC. “Desde os anos 1990, com a implantação do Plano Real e o controle da inflação, isso já era previsto”.

Já é sabido que William Waack detesta as forças de esquerda, que mantém íntimas relações com alto tucanato, que freqüenta os saraus do Instituto Millenium, o antro dos barões da mídia, e que dá palpites errados na embaixada dos EUA. Mas mentir sobre a história recente de maneira tão descarada pode abalar de vez a sua pouca credibilidade.

A memória fraca do âncora da Globo

Será que o jornalista da TV Globo não lembra que o Brasil quase chegou ao fundo do poço no reinado neoliberal de FHC? Que o país ficou três vezes de joelhos diante do Fundo Monetário Internacional (FMI)? Que a estabilização conservadora da economia quebrou as indústrias e gerou os maiores índices de desemprego da história brasileira? Que a privatização representou o maior assalto ao patrimônio público nacional?

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