Procon quer tirar Submarino e Americanas do ar

Do Blog Os Amigos Do Presidente Lula

A B2W, dona das lojas Americanas.com, Submarino e Shoptime, pode ter as vendas dos três sites suspensas por 72 horas no Estado de São Paulo às vésperas do Natal. A empresa foi notificada ontem pela Fundação Procon-SP por falhas nos serviços de entrega, conforme antecipou a coluna de Sonia Racy. O Procon-SP também pode aplicar uma multa à empresa de R$ 1,75 milhão. A B2W tem 15 dias para recorrer da decisão.

A reincidência em descumprir os prazos de entrega motivou o Procon-SP a determinar uma punição mais severa para a empresa, disse o diretor executivo da instituição, Paulo Goes. A Americanas.com e o Submarino já foram autuados 11 vezes pelo Procon-SP desde 2004. “O problema de entrega não se restringe à B2W, mas, nessa empresa, as reclamações estão crescendo mais”, afirma Goes.

No primeiro semestre de 2011, o Procon-SP registrou 3.635 queixas contra a B2W, um volume 246% maior do que nos seis meses anteriores. Em comunicado, a B2W afirmou que vai recorrer da decisão. A empresa disse que reduziu em 30% a média mensal de reclamações no Procon no segundo semestre deste ano em relação ao primeiro semestre. “Essas melhorias são resultado de investimentos significativos nas áreas operacionais, em sistemas, métodos e treinamento”, afirmou.

Alta temporada. Se confirmada, a suspensão das vendas da B2W ocorrerá no momento do ano em que o comércio eletrônico está mais aquecido. Em 2010, as vendas entre os dias 15 de novembro e 24 de dezembro somaram R$ 2,2 bilhões, cerca de 15% da receita do ano, segundo dados da consultoria e-bit. A B2W vendeu em média R$ 12,5 milhões por dia no quarto trimestre de 2010. A empresa não divulga a origem dos pedidos, mas a estimativa da consultoria E-Tática é que o Estado de São Paulo concentre 30% deles.

Segunda tentativa. Essa é a segunda vez que a B2W enfrenta um pedido de suspensão das vendas por reclamações de clientes. Em maio, o Ministério Público do Rio conseguiu uma liminar para impedir a venda de produtos da Americanas.com no Estado, decisão que foi descumprida pela empresa. Em junho, a Justiça pôs fim à proibição, mas bloqueou R$ 860 mil das contas da empresa para o pagamento de multas por descumprir a ordem judicial. “A multa é irrisória perto do faturamento da empresa. O maior dano é em relação à credibilidade dos sites”, afirma o sócio-diretor da consultoria E-Tática, especializada em e-commerce, Luís Felipe Salomão.

Para ele, as falhas de entrega se devem ao crescimento expressivo do e-commerce. “As empresas investem em logística, mas mesmo assim não dão conta do aumento de pedidos”, diz. Neste ano, as vendas de Natal devem crescer 20%, segundo o e-bit. Além da Americanas.com, outros sites também foram alvo de processos ou investigações do MP do Rio. O órgão apurou reclamações sobre falhas na entrega das redes Compra Fácil, Ponto Frio e Ricardo Eletro.


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