Iriny Lopes ganhou eleitorado conservador para Dilma

Do Blog Os Amigos Do Presidente Lula

Como crises da imprensa viram oportunidade:Volta e meia a velha imprensa se surpreende com a subida de popularidade de Dilma, após intenso bombardeio midiático visando desgastá-la.

Durante todo o governo Lula, colheram uma surpresa atrás da outra, tornando Lula o governo que “quanto mais bate, mais cresce”.

O que a velha imprensa não entende (ou melhor, entende os riscos, mas aposta na tática do choque e pavor, ou seja, na intimidação e na inércia dos atacados), é que para toda crise também há oportunidade.

A crise, em geral, gera efeitos negativos imediatos num primeiro momento, mas a oportunidade vem no dia seguinte, quando se sabe reagir bem diante dela.

Lula soube explorar as oportunidades radicalizando os debates colocados como tema nas crises, em vez de apenas esfriá-los. Lula, na maioria das vezes, insistiu em fazer a coisa certa, dissessem o que quisessem na velha imprensa.

Fazer a coisa certa já é uma boa munição para as redes sociais fazerem o contraponto à velha imprensa e desmascará-la. No médio prazo (às vezes no curto prazo), a população sempre compreendeu e respondeu positivamente.

Uma das características da atuação política de Dilma é sua capacidade de visão política estratégica. E a crise fabricada no ministério do Esporte oferece uma oportunidade como poucas para avançar na conquista de apoio popular com a politização da população. Mas esse assunto é tão instigante que precisa de nota à parte. Nesta nota vamos analisar outro estudo de caso recente.

A ministra Iriny Lopes esteve no olho do furacão por reclamar de propagandas depreciativas contra a dignidade da mulher. Diga-se de passagem, que reclamações como estas devem ser rotineiras, pois fazem parte do debate político das políticas para mulheres, não havendo qualquer razão para escandalização como foi feito.

A velha imprensa resolveu fazer um carnaval com o factóide. Mas não se viu ninguém da oposição no Congresso fazendo discursos atacando a ministra, porque, cada parlamentar, conhecendo suas bases de eleitores e eleitoras, sabiam que ela estava certa na causa e no mérito.

Nenhum deputado queria ver seus discursos contra mulheres usados nas próxima campanha eleitoral, que levasse a perder voto feminino, nem fazendo discursos defendendo mulheres de calcinha e sutiã, que fizessem perder votos de eleitores conservadores nos costumes.

Os políticos da oposição ficaram fora desta (pelo menos na tribuna da Câmara e do Senado) e deixaram os ataques à ministra para os bufões de sempre da velha imprensa.

Mesmo dentro do PIG, a grande maioria das jornalistas mulheres preferiram o silêncio a repetir chavões machistas que os colunistas homens bufões se esmeravam em fazer (salvo raras exceções como a loira burra da revista Época). Sinal claro de que as mulheres mais politizadas, mesmo do PIG, reconheciam que a ministra também falava por elas, pelo menos em parte.

Mas o grande erro dos bufões da velha imprensa foi devolver ao governo Dilma, milhares ou milhões de eleitores conservadores nos costumes, sensíveis à campanha de baixaria de José Serra em 2010.

A postura de Iriny Lopes foi de fazer a coisa certa. Não foi motivada por conservadorismo nos costumes, mas a velha imprensa fez “o favor” de retratar como se fosse. E a opinião do eleitorado conservador nos costumes, neste caso, casou com a reclamação da ministra.

Obrigado, PIG! Depois perguntam: Por que a popularidade de Dilma sobe?

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