Sindicato acusa McDonald’s

Carta Capital

Rede de lanchonetes é acusada de explorar funcionários e de pagar salários mensais de até 230 reais em alguns meses. Foto: Dennis Young/Flickr Creative Commons

Em audiência pública ocorrida no Senado, a rede de lanchonetes McDonald’s foi acusada de explorar funcionários sob o pretexto de utilizar uma jornada de trabalho “móvel e variável”. De acordo com a denúncia, nos momentos de menor movimentação em suas unidades, a rede faz com que parte de seus empregados permaneça em uma “sala de break“, onde ficam à disposição do McDonald’s, mas sem receber pelo horário em que ficam na sala.

Ainda segundo a denúncia feita na audiência pública pelo Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo e Região (Sinthoresp) funcionários da rede McDonald’s, em alguns meses, recebem menos de R$ 230.

Diretor de relações governamentais do McDonald’s, Pedro Parizi, disse durante a audiência que a rede tem cerca de 40 mil funcionários em todo o país e “talvez tenha cometido um ou outro deslize”.

“As exceções não podem se tornar marcas de uma empresa. Se isso aconteceu, estamos aqui para dialogar”, afirmou ele, ressaltando que o McDonald’s vem adotando diversas ações para evitar problemas como esse.

Por meio de sua assessoria, a empresa enviou ao site de CartaCapital a nota abaixo em resposta à denúncia feita na audiência pública pelo Sinthoresp.

A respeito das afirmações do Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de São Paulo e região), a Arcos Dorados, que representa a marca McDonald’s no Brasil, tem a informar que:

realiza o pagamento de todas as horas em que o funcionário está à disposição no restaurante, desde o momento em que chega até o que sai.  A empresa foi uma das primeiras a adotar o ponto eletrônico biométrico no País, que registra todo o período trabalhado;

paga o piso salarial determinado por todos os sindicatos que representam a categoria em cada cidade onde atua, que é sempre igual ou maior que o salário mínimo para o caso de quem cumpre a jornada integral de 44 horas semanais;

paga o piso pelo valor da hora trabalhada determinado pelos sindicatos que representam a categoria nos casos em que os funcionários optam por uma jornada flexível, de modo a poder conciliar o tempo de trabalho com o de estudos;

A empresa informa que apurará qualquer caso que fuja à sua política aqui externada e que qualquer episódio pontual deve ser tomado como exceção e não como a política corporativa da empresa;

Pelo 13º ano, a marca foi reconhecida pelo Great Place to Work como uma das melhores empresas para se trabalhar no país, com destaque para as oportunidades profissionais e por ser uma das maiores geradores de emprego formal. A companhia possui um compromisso em cumprir rigorosamente a legislação trabalhista e segue o que é previsto e reconhecido por lei.

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