O Nordeste, em São Paulo

Os dados da pesquisa Ipea que revelaram que 30% da população adulta da região metropolitana de São Paulo é nascida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil deveria servir de alerta contra pensamento elitista e até racista que se expressa em certa parte dos paulistanos – e sejamos justos, em parte significativa das classes médias brasileiras –  que vê no migrante, no negro, no pobre aquela tal famosa “gente diferenciada” de Higienópolis.

Em lugar de atacar as políticas sociais e os investimentos que, nos últimos anos, vem fazendo minguar e até, em muitos casos, reverter-se o processo migratório em direção às grandes metrópoles do Sudeste, devia era apoiá-las, para que São Paulo (e o Rio, e BH)  sofra menos com o inchaço urbano que a transforma a vida num caos.

Sim, porque estaríamos falando não de quatro milhões de migrantes na Paulicéa, mas de cinco ou seis milhões, porque na última década São Paulo recebeu menos de 50 mil migrantes por ano, um número seis vezes menor que os 300 mil anuais que recebia na década de 70 a 80. É só fazer a conta e ver quantos seriam a mais.

O desenvolvimento do Nordeste  e a elevação da educação, da renda e do padrão de vida dos brasileiros que migraram são mais que um dever humano deste país, mas a redescoberta de que somos um povo só e que não temos diferenças, mas diversidade.

E que ela é uma de nossas maiores riquezas.

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