Simples assim

por Eason Nascimento

atualizado às 20:53

Imaginei começar este post escrevendo : “passado o caso Palocci…..” mas, lamentavelmente isso não é possível. Se depender da oposição, o caso do ex-ministro da Casa Civil permanecerá  por mais algum tempo até que outro, com a mesma dimensão, justifique a ocupação de espaço na mídia.

Exonerado o ministro e empossada a senadora Gleisi Hoffmann, fica mais evidente o que querem os oposicionistas. Atiram na Casa Civil para acertar em Dilma. Como terá sido o esquema de arrecadação de  recursos para a campanha da Presidenta eleita, já que Palocci neste campo atuou e com competência, reconhecem e indagam alguns, na busca de esticar a corda.

É assim que funciona o embate entre governo X oposição. Como seria a política sem que nada houvesse à atrair a atenção de uns poucos que se tornaram desafetos do governo, por decisão das urnas? No caso específico da oposição no Congresso Nacional, PSDB, DEM, PPS e adjacência, o astral andava em baixa. Dilma tinha uma folgada maioria e nada indicava que haveria obstáculos a serem ultrapassados. E assim foi, desde a posse até o advento da votação do Código Florestal e mais ainda, da “crise” Palocci.

Na busca de se refazer destes atropelos iniciais  jamais esperados, Dilma faz mais uma modificação na composição da sua equipe, além da Casa Civil. Ideli Salvatti Ministra da Pesca e Aqüicultura troca de lugar com Luiz Sérgio, ocupante da pasta das Relações Institucionais, ao tempo em que ela retoma a chamada agenda positiva ao lançar o programa de Combate à Miséria e o Minha Casa Minha Vida 2.

Espera-se de Salvatti o que não foi possível com Sérgio. A coordenação política foi incapaz de conduzir a base aliada, completamente desarticulada na importante aprovação do novo projeto do Código Florestal na Câmara Federal, o que pode resultar em grande desgaste político para Dilma, caso ela tenha que vetar artigos aprovados em desacordo com a política ambiental. Neste sentido, Ideli tem muito trabalho pela frente.

Que Gleisi Hoffmann consiga afastar de vez à Casa Civil dos holofotes (veja aqui), se limitando à coordenar os programas de governo sob a batuta de cada ministério. Quanto à oposição, política ou midiática, vai continuar a luta por novos escândalos, que a faça sair da UTI em que reside lhe permitindo mostrar sinais de que tem chances de sobreviver. Com ou sem procedências, com ou sem comprovação, a ela isso não importa.

A mídia, e sempre a mídia, esta sim oposicionista de fato, fará sua parte, encarregada  como sempre de alavancar um suspiro de alento para que deputados e senadores possam reproduzir o que ela lhes pauta.  É assim desde 2003, com a chegada do metalúrgico Lula ao poder e assim será até que seus parceiros e correligionários possam voltar ao poder sob sua orientação.

O povo, principal ator do processo, anseia apenas que o desenvolvimento do país passe ao largo destes conflitos e que os avanços do governo Lula possam ser ampliados. Foi este o recado que a maioria dos eleitores deu nas urnas ao eleger Dilma. Simples assim.

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