Em cargo decorativo, José Serra só faz o que Aécio manda

30/06/2011

Do Blog Os Amigos Do Brasil

Notícia publicado no jornal Folha de São Paulo. Na primeira reunião do Conselho Político do PSDB sob a presidência do ex-governador José Serra, o tucano sugeriu que o partido divulgue uma dura análise de conjuntura contra o atual governo. O texto inicial produzido pelo próprio Serra afirma que o País está “sem rumo claro” e é dirigido com hesitação quando se trata de questões econômicas. A proposta será submetida ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ontem não estava presente na reunião, e a versão final será divulgada apenas amanhã, por orientação de Serra.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que será homenageado hoje de manhã pelos 80 anos completados no dia 18 passado, em solenidade preparada pelo PSDB no auditório Petrônio Portela do Senado, também participou da reunião. Indagado sobre o documento acordado pelos conselheiros, Fernando Henrique disse que aprovou o tom “objetivo” adotado e acrescentou: “Eu sigo o Serra”. Bem-humorado, destacou que o conselho não personalizou críticas a ninguém e encerrou a entrevista: “Agora chega. Vocês querem que eu fale mal da minha presidenta?”

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Decifrando os Sinais (segunda parte)

30/06/2011

DoLaDoDeLá  por Marco Aurelio Mello

 para ler a primeira parte clique aqui.

A ofensiva da TV Globo para atrair a classe C para o telenoticiário continua quente neste inverno frio. Os novos profissionais escalados para as bancadas vão poder fazer comentários sobre as notícias, a exemplo do que já fazem Ana Paula Padrão e Celso Freitas no Jornal da Record, a turma do Fala Brasil e outros jornalísticos da Rede Record.

Chico Pinheiro terá liberdade para dar sua opinião sempre que achar necessário no Bom Dia Brasil. Fico só pensando que pode não dar química, nem com a Renata Vasconcelos, muito menos com a Míriam Leitão. O noticiário deverá mudar. E perderão espaço aqueles enormes vts de política de Brasília, com Zileide Silva e comentários de Alexandre Garcia, a partir do estúdio da Capital Federal.

As entradas de São Paulo também deverão mudar. Aquelas reportagens de economia chatérrimas perderão espaço para o noticiário nacional, policial, trânsito e prestação de serviços, a exemplo do extinto e consagrado SPTV, do início dos anos 2000.

Para saber um pouco mais sobre o SPTV, aqui.

Falar o que o telespectador gostaria de dizer ao ver uma reportagem com abordagem mais popular passa portanto a ser a tônica dos comentários e isso Chico já provou que sabe fazer como poucos. O desafio será ser parcimonioso, para não ficar “palavroso” e chato, como Fausto Silva, Jô Soares, Galvão Bueno e tantos outros que tiveram liberdade demais e depois não conseguiram se controlar mais.

Para saber mais sobre o caráter de Chico Pinheiro clique aqui.

A acidez dos comentários de Mariana Godoy foi para a Globonews. Se por um lado, ela deixou a bancada de um telejornal local de São Paulo para ganhar a rede, por outro, vai poder falar tudo o que quiser, mas apenas para o público restrito da TV a cabo, o que convenhamos é menos influência.

Evaristo Costa e Sandra Annenberg seguem fazendo companhia para a dona de casa na hora do almoço. Ele como o genro que toda sogra gostaria de ter e ela, que teve o mérito de levar a experiência cênica para a bancada. Ambos são emotivos e carismáticos e por isso agradam, apesar de nos bastidores não serem tão afeitos um ao outro.

Quanto ao Jornal da Globo tende a ser o último refúgio dos empresários, dos ricos e dos influentes que convenhamos não dão a mínima para telejornal.

Na bancada do Jornal Nacional segue incólume o casal 20. Vão continuar dizendo o que o patrão quer, como quer, porque afinal é o único telejornal que de fato conta, “sanduichado” entre duas novelas, estas sim as eternas campeãs de audiência. Por enquanto……..


Filho de Bolsonaro é pior do que o pai?

30/06/2011
Reproduzo artigo de Altamiro Borges, publicado no seu Blog do Miro

Em reunião nesta quarta-feira (29), os “nobres” deputados que integram o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal votaram pela não abertura de um processo disciplinar contra Jair Bolsonaro (PP-RJ). Por 10 votos a sete, a representação foi arquivada e o processo, encerrado. O deputado poderá continuar destilando seu ódio e preconceito com total impunidade!Movido pelo PSOL, o processo se baseava em três denúncias contra Bolsonaro.
Ofensa à senadora Marinor Brito, em 12 de maio, durante debate sobre o projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia; distribuição de panfleto com informações “difamatórias e injuriantes” sobre o kit anti-homofobia; e ataques racistas à cantora Preta Gil, feitas no programa CQC, da TV Bandeirantes. Filho da fascista, fascistinha éPara Sérgio Brito (PSC-BA), relator do caso, Bolsonaro violou o código de ética da casa. “O abuso da prerrogativa da imunidade parlamentar constitui ato incompatível com o decoro parlamentar”. Já Jean Wyllys (PSOL-RJ) fustigou. “Sou homossexual com h maiúsculo de homem, mais homem que o senhor que fugiu da acusação de racismo porque racismo é crime e se refugiou na homofobia”.

Apesar dos argumentos favoráveis à condenação, a maioria do Conselho de Ética e Decoro preferiu inocentar Bolsonaro sob a desculpa do direito “à liberdade de expressão”. Logo na sequência, o seu filho, Carlos Bolsonaro, que é vereador no Rio Janeiro, comemorou a absolvição do pai destilando os piores preconceitos. “Chuuuuupa Viadada”, disparou em seu twitter.

Quando das agressões racistas à cantora Preta Gil, o deputado afirmou que o seu filho não se apaixonaria por uma negra “porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram num ambiente como lamentavelmente é o teu”. De educação familiar, Jair Bolsonaro parece que entende. Filho de fascista, fascistinha é.


Barões da mídia querem pairar acima das leis

30/06/2011

Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, publicado no seu Blog da Cidadania

A quem você daria o direito de pairar acima das leis em nome da profissão que exerce? A padres, médicos, jornalistas…? Acima dessa, eis a grande questão: é legal, moral e racional dar a um segmento profissional ou social ou ideológico ou religioso o direito de não cumprir leis que valem para todo o resto da sociedade sem que tal privilégio sequer conste da lei?

Acredite ou não, leitor, alguns dos que exploram a baratíssima mão-de-obra jornalística em um mercado oligopolizado pretendem que seus empregados não se submetam a leis que valem para todos os que não integram tal categoria. Repito: apesar de o objeto dessa prevalência ser o jornalista, quem quer colocá-lo acima das leis são os que exploram o seu trabalho.

Claro que esse poder que grandes empregadores do jornalismo pretendem que seja dado aos seus empregados não inclui desafiarem os patrões. Quando estão fora da área de influência desse grupelho de empresas familiares que exploram a comunicação no país os jornalistas vêem-se ignorados, isso quando não lhes roubam matérias que publicam na internet usando-as sem lhes dar o crédito.

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América Latina: por que no Brasil é diferente?

30/06/2011

Ao contrário do que ocorre em outros países na América Latina, aqui não se conseguiu avançar na regulação do setor da comunicação. Os dois governos do presidente Lula esbarraram nessa barreira histórica e, não há indicações, até agora, de que o governo Dilma conseguirá vencer os “poderosos interesses” mencionados pelo Ministro das Comunicações.

Venício Lima na Carta Maior

Em conversa recente com o professor da Universidad Torcuato Di Tella, Philip Kitzberger, que realiza pesquisa comparada sobre políticas de comunicações na América Latina, insisti que a grande diferença do Brasil em relação aos outros países que estuda – Argentina, Bolívia, Equador e Venezuela – é que aqui, no período posterior ao regime militar, apesar da eleição e reeleição de um governo categorizado como “populista de esquerda”, não houve mudanças em relação aos interesses que são atendidos na formulação da política pública do setor. Continuam a prevalecer os grandes empresários privados, aliados a grupos familiares e oligárquicos da velha política regional e local.

Propostas sequer se tornam projetos
No Brasil, antes mesmo de se transformarem em projetos de lei, minutas de propostas que não atendam aos interesses dominantes, têm sido vigorosamente combatidas e logo abandonadas pelo governo. Os exemplos mais conhecidos – mas não os únicos – são o “pré-projeto” [vazado na imprensa] de transformação da ANCINE em ANCINAV, em 2005, e o até agora inédito pré-projeto de novo marco regulatório para a radiodifusão, que teria sido elaborado na SECOM-PR ao final do governo Lula (dezembro de 2010).

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O Brasil e a sua guerra particular

30/06/2011

Blog do Sakamoto

O Ibama apreendeu quatro toneladas de agrotóxicos, entre eles desfolhante 2.4D, que seria utilizado na substituição de 3 mil hectares de floresta por pastagem no Sul do Amazonas. Cerca de 250 ha já haviam ido para o beleléu.

O 2.4D, que é usado na agricultura, é um dos componentes do agente laranja, despejado no Vietnã para revelar inimigos do Tio Sam que se escondiam na mata.

Comentei com um colega antropólogo que, seguindo essa toada, em breve, o pessoal ia começar a usar napalm para limpar fazendas de indígenas indesejáveis.

No que ele me lembrou que isso já aconteceu. Durante a construção da BR-174, que cortou o território Waimiri Atroari, entre Roraima e o Amazonas, o exército brasileiro controlado pela Gloriosa quase levou à extinção o povo kinja na década de 70. Há relatos de bombas lançadas por aeronaves na população.

Outros relatos apontam o massacre de indígenas no Mato Grosso na década de 60, quando fazendeiros, com o apoio de representantes do Estado, teriam lançados objetos contaminados com doenças, como sarampo, nas aldeias indígenas.

Reestabelecida a democracia, casos assim continuaram. Há denúncias de que pecuaristas, temendo que suas terras viessem a ser devolvidas aos indígenas isolados que nelas viviam no Sul de Rondônia, mandaram dar açúcar de presente à tribo. O que não avisou a eles é que o açúcar tinha sido temperado com veneno de rato.

E olha que não falamos de trabalhadores rurais, como nas bombas jogadas durante a repressão violenta à greve dos cortadores de cana em Guariba (SP) na década de 80 ou nas chacinas e massacres, como Eldorados dos Carajás (PA).

Em suma, quando dizemos que uma guerra tem sido travada no campo no Brasil, tem gente que duvida. O pior é que ela não foi ou é apenas convencional, mas também química e biológica.

Não dava para ter aplicado a Convenção de Genebra por aqui, não?


Dilma pede maior proteção comercial para Mercosul

30/06/2011

Economia/IG

Reuters 

Proposta será discutida nas próximas semanas; países do bloco se preocupam com perda da competitividade regional devido ao câmbio

Foto: AFP Dilma participa da reunião do Mercosul, no Paraguai

A presidente Dilma Rousseff propôs nesta quarta-feira ao Mercosul o aumento da proteção comercial contra o aumento de importações, numa tentativa de conter a entrada de produtos baratos da Europa, Ásia e Estados Unidos em uma região de rápida expansão.

A proposta, levada pelo Brasil à Comissão de Comércio do bloco que também é formado por Argentina, Paraguai e Uruguai, será discutida nas próximas semanas e permitirá que cada país eleve individualmente seus tributos de importação de bens não pertencentes à zona, de acordo com uma autoridade do governo brasileiro.

“Nós, países do Mercosul, devemos estar bem atentos ao que se passa no mundo. Neste momento de excepcional crescimento da região, identificamos que alguns parceiros de fora buscam vender-nos produtos que não encontram mercado no mundo rico”, disse Dilma, em sua primeira participação numa cúpula do Mercosul desde que tomou posse em janeiro.

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