Para presidente do BID, Brasil será primeiro mundo em uma década

30/04/2011

Na avaliação de Luis Alberto Moreno, País tem muito a contribuir para um novo pensamento econômico em âmbito mundial

EconomiaIG – Ilton Caldeira, enviado ao Rio de Janeiro

Foto: Edgar Alberto Domínguez Cataño/Divulgação Para presidente do BID, educação é a chave para o crescimento do Brasil

O Brasil pode se tornar um País de primeiro mundo em cerca de dez anos, se mantiver a atual trajetória de crescimento sustentado, segundo projeção feita nesta sexta-feira pelo presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o colombiano Luis Alberto Moreno.

Em entrevista exclusiva ao iG durante o World Economic Forum on Latin America, no Rio de Janeiro, Moreno disse não haver dúvida que este é um grande momento para o Brasil aos olhos do mundo. O grande desafio, segundo o presidente do BID, é melhorar a qualidade da educação para que os jovens possam ter uma melhor inserção no mercado de trabalho e investir em desenvolvimento tecnológico.

“Com mais investimentos em educação será possível elevar de forma substancial a renda per capita para algo acima de US$ 12 mil em até dez anos e isso colocará o país em outro patamar no mundo, com perfil de um país de primeiro mundo”, disse o executivo.

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Álcool baixa 12,7%; no posto, só cai com fiscalização

30/04/2011

Do Blog Tijolaço, de Brizola Neto

O levantamento diário do preço do etanol hidratado feito pela USP em Paulínia fechou a R$ 1.304 o metro cúblico (mil litros),o que representa uma queda de 12,7% em relação ao preço do final da semana passada, que era de R$ 1.490.

Este valor ainda sem impostos e a margem de revenda (mais ou menos 50%, no total).  Ou seja, o preço do etanol hidratado já poderia estar abaixo  de R$ 2, o litro.

Mas não é o que acontece, segundo matéria da Folha, que indica uma redução de apenas 1,1%  – 11 vezes menos – para um preço de R$ 2,185 do álcool hidratado nas bombas.

A paridade com a gasolina, que está em 77% – 80% é o limite mínimo para tornar o álcool vantajoso – poderia estar em 70%.

A opção dos proprietários de carro flex, certamente, tenderia ao álcool, reduzindo a demanda de gasolina (R$ 1,05 na refinaria, R$ 2,834 no posto) e, com isso, aliviando a pressão exercida sobre o preço do combustível causada pelo preço do álcool anidro – o que é misturado à gasolina – que pulo de R$ 2,10 para até R$ 2,80, em uma semana, numa alta de mais de 30%.

Se vier logo a redução possível – de 25% para até 18% – na adição de álcool anidro na gasolina (que não pode deixar de ser feita, por ser antidenotante, substituindo o poluidor chumbo etraetila), também o preço da gasolina deverá baixar.

Mas, para isso, é preciso que a ANP exerça logo o poder fiscalizador que a MP baixada pela Presidenta Dilma Rousseff.

Se ficar olhando, paradona, e não divulgar publicamente o que está retardando a baixa do preço, o governo vai ficar impotente diante dos abusos. E a sociedade também.


Vem aí a lista tríplice para Dilma escolher o novo Procurador Geral da República

30/04/2011

Do Blog Os Amigos Do Presidente Lula

Roberto Gurgel: posições progressistas sobre cotas e direitos civis de minorias, mas reacionárias contra liberdade de expressão de ativistas durante a campanha eleitoral.

O atual mandato do Dr. Roberto Gurgel, como Procurador-Geral da República, aproxima-se do fim.

O que era para ser uma “troca de guarda” burocrática de rotina, só do interesse dos procuradores federais (e de gente encalacrada em escândalos de corrupção), passou a interessar à blogosfera, uma vez que durante a última campanha eleitoral, blogs ativistas como o nosso, sofreram implacável perseguição contra o direito à liberdade de pensamento e de expressão, chegando às raias da tentativa de censura e de tirar do ar.

Quem será o novo Procurador? Esperamos que seja alguém com visão progressista para defender o direito de expressão de qualquer cidadão comum brasileiro (desde um internauta até o Presidente da República), e combater a corrupção também na imprensa, onde os donos de jornalões, TV’s, rádios e revistas usam suas concessões e poder econômico, que deveriam ser para informar de forma ampla, verdadeira, honesta e digna, para fazerem propaganda partidária, oposição demo-tucana descarada, lobby econômico e, nos piores casos, até chantagem e extorsão.

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O declínio da oposição

30/04/2011

 Por Maurício Dias na Carta Capital

O PSDB vive a ilusão de ser o herdeiro absoluto dos 43 milhões de votos obtidos por Serra no 2° turno de 2010. Por Maurício Dias. Foto: André Lessa/AE

Com a vitória do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, em 1994, a embriaguês provocada pelo sucesso do Plano Real levou Sergio Motta, então ministro das Comunicações, a prever que o PSDB ficaria no poder por 20 anos (para isso não poupou forças e atropelou limites éticos). Preparou a emenda da reeleição de FHC e passou como um trator sobre a oposição ao catar votos a qualquer preço.

Elogiado como operador político e financeiro das campanhas eleitorais tucanas, Motta falhou no papel de oráculo. O planejado império tucano durou oito anos. Empurrado para o papel de principal opositor do governo petista o PSDB e, mais ainda, seus aliados sofreram um impacto ameaçador ao longo dos oito anos do operário Lula no governo. A vitória de Dilma acelerou o processo e o DEM (ex-PFL), por exemplo, vive um perigoso minguante.

O que explica a erosão político-partidária da oposição?

Reflexões mais profundas levariam à conclusão de que, sem enraizamento social, ela perdeu-se ao deixar o poder. Mas há circunstâncias contingenciais.

Os adversários do PT ficaram sem o norte, dizem em coro. É mais grave, porém, do que isso.  Eles se desnortearam ao se apresentarem nas eleições tentando esconder o que fizeram: as privatizações que pressupunham a destruição das bases do “Estado brasileiro” para soerguimento de um “Estado mínimo”, globalizado e sem soberania.

O retrato desse amedrontado comportamento foi exibido no decorrer das três últimas campanhas presidenciais.

Como opositores, são muitas as quimeras dos tucanos. Eles agora prenunciam uma “ditadura partidária” do PT que pode levar à situação ocorrida no México. Ou seja, o domínio, por 70 anos, do Partido Revolucionário Institucional (PRI).

Essa nova tentativa de aterrorizar a sociedade entra, no entanto, em contradição com o devaneio de que são da oposição, ou ainda melhor, significam rejeição a Dilma, 43 milhões, 711 mil e 388 votos obtidos pelo candidato José Serra no 2º turno. Isso equivale a 43,95% dos votos válidos. Eis a tese:

O papel da oposição, em larga medida, foi representado pela mídia”, escreveu com precisão, recentemente (em O Globo), o embaixador aposentado Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp, ao lamentar que a oposição tenha perdido o discurso. Mas foi impreciso o formulador tucano ao deduzir que “… 43 milhões rejeitaram o que o PT representa…”

Essa teoria trava uma briga de morte com os fatos. A teoria morre no fim.

Os eleitores não são cativos dos candidatos. Nem dos que ganham nem dos que perdem. Aqueles 43 milhões ainda estão colados no candidato derrotado?

Números inéditos da pesquisa Ibope, de março de 2011, respondem que não. Ao se manifestarem pela aprovação do governo e pela confiança que depositam em Dilma eles dão sinais de que se desgarram dos tucanos. Isso não significa, entretanto, que tenham trocado de lado. Dilma parece ter cooptado uma parte substancial dos eleitores que declararam ter votado em Serra no 2º turno (quadro ao lado). Ou seja, parece estar se esvaindo aquele estoque de votos que os tucanos acreditam cativo.

Eleitores e quimeras se esfumam como “a brancura da espuma que se desmancha na areia”, tal como ensina o samba Risque, clássico de Ari Barroso.

 


A falácia da carga tributária no Brasil

30/04/2011

Reproduzo artigo de Miguel do Rosário, publicado no seu blog

Num post no blog do Nassif sobre a carga tributária no Brasil, encontrei um comentário muito interessante:

Re: A carga tributária e o PIB
sab, 23/04/2011 – 14:19 — meiradarocha
Aqui está a realidade, Liberal:

O Brasil teve, em 2009, a 22ª carga tributária no mundo. Dos países que tinham carga tributária maior que a nossa, 14 eram países desenvolvidos europeus.

O país mais rico do mundo, a Noruega, tinha carga tributária de 43,6% e arrecadou 25 mil dólares per capita. O Brasil tinha carga tributária de 38,4% e arrecadou 4 mil dólares PPC per capita.

Gostaria que os liberais mostrassem como fazer o milagre de se ter serviços de 25 mil dólares arrecadando 4 mil.

Tabelas.

Gostei porque ele trouxe estatísticas que provam uma coisa óbvia. A comparação entre cargas tributárias dos diferentes países, repetidas de maneira leviana pela mídia, apenas fazem sentido se cotejadas com o tamanho do PIB per capita. Enfatizo o “per capita”, visto que os gastos mais importantes de um Estado são a previdência social e a saúde pública, cuja magnitude é atrelada naturalmente à população.

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Governo prevê fim de novas hidrelétricas em 20 anos

30/04/2011

Usinas nucleares continuam no planejamento energético. Fonte solar é aposta

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro 

Por trás da manutenção de projetos nucleares no Brasil está o esgotamento, em apenas 20 anos, de novas fontes da tradicional energia hidrelétrica. As hidrelétricas respondem hoje por 85% da geração elétrica, mas a limitação de rios e o rigor cada vez maior com a preservação ambiental forçam o País a buscar novas alternativas, de acordo com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

“Daqui a 20 anos não teremos mais como construir usinas hidrelétricas. Não poderemos usar todo o potencial, mas algum, por limitações ambientais, como já está ocorrendo”, afirma ao iG o responsável pelo planejamento energético do País durante o World Economic Forum, no Rio. Ele lembra que o governo mapeou outras usinas além de Belo Monte no rio Xingu, no Pará, mas voltou atrás por questões ambientais. Mais de 60% do potencial hidrelétrico está na região amazônica, “daí porque não poderemos aproveitar como gostaríamos”.

Araguaia e Negro

Entre os rios que guardam potencial para abrigar hidrelétricas, segundo a EPE já mapeou, estão o Negro, em Manaus; Teles Pires, em Mato Grosso; Tapajós, no Pará; e o Araguaia, no Tocantins. “Vamos ter que conciliar necessidade de geração com preservaçao ambiental por isso o potencial será esgotado mais rapidamente”.

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Buuu

29/04/2011

Estadão – Luis Fernando Veríssimo

Diálogo urbano, no meio de um engarrafamento. Carro a carro.

– É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Este caos. Todo o mundo com carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá tentar viajar de avião. Até para o exterior – tudo lotado. Um inferno. Será que não previram isto? Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria esta confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como e fosse manga na feira. É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delírio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda. É por isso que eu sou contra o Lula, contra o que ele e o PT fizeram com este país. Viver no Brasil ficou insuportável.

– A nova classe média nos descaracterizou?

– Exatamente. Nós não éramos assim. Nós nunca fomos assim. Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida, estruturada…

– Buuu para o Lula, então?

– Buuu para o Lula!

– E buuu para o Fernando Henrique?

– Buuu para o… Como, “buuu para o Fernando Henrique”?!

– Não é o que estão dizendo? Que tudo que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?

– Sim. Não. Quer dizer…

– Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.

– Claro que não. Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.

– Por quê?

– Porque um é um e o outro é outro, e eu prefiro o outro.

– Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?

– Acho, mas…

Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou.