A dor de Lula

31/03/2011

Eason Nascimento

Sérgio Lima/Folha Press

 

Poder OnLine - Lula no velório de José Alencar - Reprodução da TV

Como se não fosse suficiente sua própria história de vida, de sucesso empresarial e político, o ex-vice presidente José Alencar, conquistou um forte reconhecimento da população com o exemplo dado na sua obstinada luta pela sobrevivência, enfrentada com muita disposição, fé e bom humor, na luta contra um câncer que acabou vencendo-o, nesta terça-feira dia 29.

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, só chegou a conhecer mais de perto o político e empresário mineiro, quando o escolheu para compor sua chapa em 2002, em acordo firmado entre PT e PL, que o levou a vitória após 3 sucessivas derrotas na disputa pela Presidência da República. De lá pra cá os dois se aproximaram e mesmo divergindo da política econômica, sedimentaram uma amizade muito forte, difícil de florescer nos dias atuais, principalmente tendo a política como terreno propício ao confronto e ao desentendimento.

Muitas foram as demonstrações de carinho, apreço e acima de tudo, lealdade, demonstradas um ao outro ao longo dos oito anos de mandato. Durante a fase mais conturbada de seu governo, quando os adversários tentaram envolvê-lo no chamado “escândalo do mensalão”, inclusive com a tentativa de provocarem seu impeachment, Lula encontrou no vice,  um dos mais expressivos focos de apoio e resistência à tentativa de golpe. Os dois se tornaram grandes e inseparáveis amigos.

O sofrimento pela perda do parceiro, confidente e leal escudeiro, se mostrou evidente no semblante do ex-presidente durante sua permanência no velório. Lula estava e ainda está, inconsolável e por demais abatido, no meio de tantos que lamentam e sentem a perda de um dos mais queridos ocupantes do cargo de vice-presidente da República do Brasil. Para Lula, Alencar representou bem mais. Suas lágrimas refletem o sentimento de pesar e dão a dimensão da dor que nele se instalou. Vai sentir falta e muita, do grande companheiro, presente nas vitórias e nos momentos difíceis. No que ainda lhe resta de vida, Lula dificilmente encontrará substituto para José Alencar.

 


Lula: doutor ‘honoris causa’

31/03/2011

Do Blog do Nassif

Por Thiago Barros

Caro Nassif e amigos do blog,

Sou estudante do mestrado em Economia e Finanças da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e hoje presenciei a titulação ‘honoris causa’ do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, um dos maiores estadistas do Brasil.

O discurso de Lula foi bem afinado, retratou a evolução dos 8 anos que esteve a frente do Brasil, destacando a assaz relevante revolução social e os maciços investimentos em educação. Em traço geral, o ex-presidente asseverou que a missão de Dilma é investir 7% do PIB em educação e dar continuidade ao processo de mudança social no Brasil, não se esquecendo da pujança econômica tupiniquim e do fortalecimento do mercado interno em seu mandato. Ademais, Lula ressaltou que o povo brasileiro recuperou a auto-estima e voltou a acreditar em seu potencial, os diversos estudantes brasileiros que presenciavam a cerimônia aplaudiam o grande homenageado, quebrando qualquer protocolo acadêmico da tradicional instituição e o silêncio profundo que reina na sala dos Capelos.

As frases ditas pelo sábio ex-presidente, com sólida formação na universidade da vida (assim designado pelo renomado constitucionalista Dr. JJ Canotilho e o excelentíssimo reitor da Universidade de Coimbra) despertaram nos brasileiros ainda mais esperança nessa nação e demonstraram aos europeus nossa grandeza. Assim, citando autores, dados e feitos, Lula dedicou o título a José de Alencar, que esteve sempre ao seu lado nos tempos de governo, e apregoou que o ex vice-presidente era uma pessoa muito boa e de alma grandiosa.

Destarte, pode-se dizer que Lula representou bem o Brasil em terras lusitanas, juntamente com a atual presidenta Dilma Rousseff, que também impressionou pela legítima simplicidade e atenção com os presentes…

AVANTE BRASIL! Nosso povo merece…

NOTA RÁPIDA: Como já salientava Tom Jobim, “o Brasil não é para principiantes” e não é mesmo! Esse país é um imenso almanaque que vai de Pixinguinha, Celso Furtado e Rui Barbosa à Guimarães Rosa, Paulo Freire e Aleijadinho… Um dia hei de ensinar Tupi Guarani para esse povo europeu, alá Policarpo Quaresma e seu nacionalismo ufânico!

Lula: doutor 'honoris causa'
Lula: doutor 'honoris causa'
Lula: doutor 'honoris causa'
Lula: doutor 'honoris causa'
Lula: doutor 'honoris causa'
Lula: doutor 'honoris causa'
Lula: doutor 'honoris causa'

 


Você é um Maníaco da Censura?

30/03/2011

Reproduzo artigo de Leonardo Sakamoto publicado no seu blog

O grande Maurício Stycer publicou uma série de posts descrevendo personagens típicos da internet. Recomendo não apenas esses textos mas, como sempre, seu blog inteiro.

A minha intenção foi diferente. Por conta dos últimos textos que escrevi, queria discorrer sobre um comportamento recorrente quando o assunto é polêmico. Senhoras e senhores, eis o Maníaco da Censura.

O Maníaco é um leitor que se enxerga como vítima de um complô universal, pois acredita que escreveu um comentário revolucionário e que – céus! – foi limado pelo cretino do blogueiro.

Normalmente, o Maníaco é defenestrado do convívio de seus pares por cometer um ou outro crime de ódio, rasgar as mais básicas regras de convivência social na internet ou utilizar o espaço para atacar indiscriminadamente outras pessoas. Só que, no calor da batalha travada diante de sua trincheira pessoal, o teclado, ele não vê as coisas dessa forma. Ignora que plantou abobrinhas digitais e acha que foi bloqueado por outra coisa. Sente-se um perseguido, vítima de preconceito, um mártir dos tempos modernos.

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Capitão Bolsonaro: o ranço da caserna

30/03/2011

Blog do Celso Jardim

OAB-RJ encaminha representação contra Bolsonaro por quebra de decoro
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção do Rio de Janeiro, encaminhou representação à Corregedoria da Câmara dos Deputados para que seja aberto processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra de decoro parlamentar. Segundo a OAB-RJ, ele fez declarações de teor discriminatório em relação à população negra e aos homossexuais em um programa de TV veiculado na segunda-feira (28).
Para o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, as declarações contém um teor “altamente ofensivo de cunho racista e homofóbico” . “O deputado deixou explícita a hostilidade a esses setores da sociedade brasileira [negros e homossexuais]. Ele manifesta ódio e desqualifica aquele ou esse grupo da população. Parece-me que isso não condiz com as responsabilidade de um parlamentar.”
Em um quadro de um programa humorístico, Bolsonaro foi perguntado sobre qual seria sua reação caso seu filho se apaixonasse por uma negra. O deputado respondeu que não “corria o risco” porque os filhos foram “muito bem educados” e não viveram “em ambiente de promiscuidade”. Ainda ontem (29), a Comissão de Direitos Humanos da Casa pediu que o caso seja investigado. Bolsonaro foi à tribuna se defender. Ele disse que se confundiu e achou que a pergunta se referia a homossexuais.
“Cada vez que ele se defende complica mais a situação jurídica”, afirmou Damous. Ele ressaltou que, apesar de homofobia não ser tipificada como crime, como ocorre com o racismo, a declaração é “ incompatível” com o cargo ocupado pelo deputado. A pena mais grave que pode ser aplicada em um caso de quebra de decoro é a perda do mandato.
Com Agência Brasil

 


O “jênio” empresarial de Roger Agnelli

30/03/2011

Reproduzo artigo de Brizola Neto, publicado no seu blog Tijolaço

 

Hoje a Folha publica uma matéria informando que Tito Martins, que ingressou como funcionário de carreira da Vale em 1985, será o novo presidente da empresa. Não conheço seu pensamento e, portanto, não posso comentar.

Mas chamo atenção para o gráfico que o jornal publica – e eu reproduzo abaixo – sobre o crescimento dos lucros da empresa no período Agnelli, os longos 10 anos desde 2001, quando passaram de R$ 3 bi para R$ 30 bi.

Uma evolução enorme, de fato.

Só que, pra variar, os nossos competentes jornalistas de economia esquecem de mencionar a evolução dos preços da mercadoria que a empresa de Agnelli vende; minério de ferro.

Eu, como não sou jornalista, gastei três minutos no Google para obter a informação. E coloco junto o gráfico de preços, desde 2001, do minério de ferro vendido a partir do Porto da Madeira, terminal da vale no porto de Itaqui, no Maranhão, por onde se escoa a produção de Carajás.

Coloco o gráfico dos preços, no mesmo período, debaixo do gráfico dos lucros. E aí fica claro que, com o preço subindo de 27 para 190 dólares (caiu 10% de fevereiro para março), de onde vem a tão festejada “competência” gerencial milagrosa de Roger Agnelli.

Ninguém nega, aliás, que ele seja bom administrador, do ponto de vista empresarial. Aliás, com um salário de mais de R$ 1 milhão por mês, não se esperaria o desempenho de um gerente de botequim, com todo respeito a estes trabalhadores.

Mas a pergunta que não quer calar é: porque se esconde da população que o tal sucesso estrondoso da Vale vem do fato de que o minério de ferro, que constitucionalmente é propriedade do povo brasileiro, ter se tornado uma “commodity” muito mais valiosa nesta década.

Será que é porque isso lhes evidencia a cumplicidade com o crime de lesa-pátria que Fernando Henrique e José Serra cometeram ao vendê-la por uma ninharia, na bacia das almas?


Depois de 23 anos, o livro secreto do Exército será publicado

30/03/2011

Reproduzo artigo publicado por Lucas Figueiredo no seu blog


Depois de 23 anos, será finalmente publicado o Orvil, o livro produzido no Exército entre 1985 e 1988 para contar a versão da força terrestre sobre a luta armada. A publicação do livro foi vetada na época pelo então presidente José Sarney.

A edição do Orvil é uma resposta do CD-ROM Direito à Memória e à Verdade, produzido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e distribuído em escolas públicas. “Considerando provocação e uma verdadeira agressão aos militares brasileiros, os autores tomaram a iniciativa de publicá-la [a obra o Orvil]”, anunciou, na sua última edição, o Jornal Inconfidência, importante canal de expressão dos militares de extrema direita.

Um dos editores do Orvil será o coronel Lício Maciel, veterano dos combates à Guerrilha do Araguaia.

De 1988 a 2007, o Orvil (a palavra “livro” escrita de trás para frente) circulou apenas entre militares e civis de extrema direita em 15 cópias que passavam de mão em mão. Em 2007, eu obtive uma das cópias do Orvil e publiquei uma séria de reportagens sobre ele no Estado de Minas que ganhou o Prêmio Esso de Reportagem. Em 2009, publiquei Olho por Olho – Os livros secretos da ditadura, contando como o Exército relatava no Orvil os últimos momentos de 24 desaparecidos políticos, o que confirmava que a força terrestre escondera os casos durante décadas.

Hoje, já é possível acessar as quase mil páginas do Orvil na internet, por meio do site A verdade sufocada, controlado pelo ex-torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra.

O anúncio da publicação do Orvil coincide com os preparativos da Comissão de Direitos Humanos do Senado para a reunião em que irá avaliar justamente o relatório da Procuradoria Geral da República sobre o Orvil.

 


A homenagem a Lula em Lisboa

29/03/2011

Do Blog do Nassif

Por Webster Franklin

Brasil: Presidente e ex-chefe de Estado no nosso País

Lula homenageado em Lisboa e Coimbra

Na cerimónia de doutoramento honoris causa, o ex-presidente brasileiro receberá um anel de ouro, símbolo do seu compromisso com a Universidade de Coimbra

Lula homenageado em Lisboa e Coimbra

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva vai receber hoje na Assembleia da República, em Lisboa, o Prémio Norte-Sul, atribuído pelo Centro Norte-Sul do Conselho da Europa. A homenagem, que Lula receberá ao lado de Louise Arbour, presidente do International Crisis Group, a outra galardoada, antecederá outra importante distinção, a de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra.

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