Nicolelis com blogueiros em Natal: “Eu juro que eu sou eu”

31/01/2011

Publicado no Vi O Mundo de Luiz Carlos Azenha

Em encontro com blogueiros potiguares, Nicolelis fala sobre ciência, democracia, política e jornalismo

por Alisson Almeida, do Embolando palavras

O movimento dos Blogueiros Progressistas do Rio Grande do Norte recebeu, na noite desta sexta-feira (28), o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke (EUA) e co-fundador do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lilly Safra. O evento, realizado no auditório da Livraria Siciliano (Shopping Midway Mall), serviu como preparação para o 1º Encontro de Blogueiros Progressistas do RN, marcado para os dias 25, 26 e 27 de março.

O tema do bate-papo foi “Redes sociais, participação política e desenvolvimento da ciência”. Nicolelis iniciou dizendo que sua participação no evento demonstrava o poder dessas novas formas de comunicação. “Estou no Twitter há apenas 15 dias, mas já estou aqui para falar sobre redes sociais – mesmo sem saber nada sobre isso”, brincou, arrancando risos da plateia.

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Saudade do Celso Amorim

31/01/2011

Vi O Mundo de Luiz Carlos Azenha

por Luiz Carlos Azenha

Eu estou absolutamente convencido de que Dilma Rousseff fará um governo competente e que Antonio Patriota, o ministro das Relações Exteriores que ela escolheu, nos surpreenderá com ideias brilhantes.

Permitam-me, no entanto, declarar que sinto saudade de Celso Amorim.

Sinto saudade de Celso Amorim porque o ex-chanceler brasileiro era capaz de pensar fora do quadrado (out of the box), ou seja, pensar fora da rigidez ideológica que geralmente acompanha os funcionários partidarizados de um governo. Só quem pensa fora do quadrado é capaz de encontrar soluções verdadeiramente inovadoras para velhos problemas. Neste sentido, Celso Amorim era o chanceler perfeito para liderar uma burocracia estatal competente, conhecida pela consistência, como é o Itamaraty.

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A Lei, o Estado e os pobres coitados

31/01/2011

Balaio do Kotscho

Um dos direitos fundamentais previstos pela Constituição Federal é assegurar assistência médica a todos os brasileiros. Sabemos que nem sempre as leis são cumpridas e, quando isso acontece, cabe-nos recorrer à Justiça. Foi o que fez um cidadão de Uberaba, que sofria de obesidade mórbida, como contei no post anterior. Por determinação judicial, a prefeitura da cidade teve que arcar com os custos do tratamento em outra localidade, já que Uberaba não dispunha dos recursos médicos necessários.

Não há nesta história heróis nem vilões. Cada um cumpriu seu papel: o cidadão que foi à luta por seus direitos, a promotora que acolheu seu pedido e o encaminhou à juíza, que por sua vez determinou à prefeitura o cumprimento da lei, o que foi feito. Temos aí um bom exemplo do pleno funcionamento das instituições do Estado democrático.

Por isso, foi com espanto que li os comentários de vários leitores. Ou eles não leram até o fim ou não entenderam o que escrevi, martelando a velha ladainha do indignado crônico que sai em defesa dos pobres coitados sem direitos, qualquer que seja o assunto.

Se você fala de algum lugar bonito, de algum exemplo de superação, uma história qualquer com final feliz, lá vem eles com a comparação inevitável, falando em nome “do trabalhador que mora da periferia, acorda cedo, pega não sei quantas conduções, trabalha trocentas horas por dia e ganha um salário miserável no final do mês”.

Para eles, ninguém presta, nada vale a pena, tudo é uma imensa maracutaia e o mundo é injusto. Não admitem que o dinheiro dos seus impostos seja usado para pagar a Bolsa Família ou o tratamento médico de quem precisa.

Fazer sucesso ou ser feliz, conquistar um objetivo, fica tudo parecendo ofensa pessoal. Não é só aqui no Balaio, não: eles frequentam as áreas de comentários de todos os espaços na internet, sempre com o mesmo discurso, o mesmo chororô.

“Assim até eu… Queria ver você no meu lugar…”, parece ser o lema destes seres tristes inconformados com o destino, que só se satisfazem com notícia ruim, chafurdando na desgraça dos outros para ver se esquecem a própria.

Prefiro que este democrático espaço da internet fosse utilizado para refletirmos juntos sobre os caminhos da vida e que os leitores contassem outras histórias como a do Odair José Costa, o garçom que chegou a pesar 218 quilos e hoje está com 100, depois de sete meses de tratamento. O exemplo dele pode servir de estímulo para muita gente com o mesmo problema.


E Abramofoi…

31/01/2011

Carta Capital – Cynara Menezes

Pedro Abramovay deixa a Secretaria Nacional de Justiça antes de ocupar a de Políticas sobre Drogas depois de uma desastrada entrevista a O Globo. Por Cynara Menezes. Foto: Agência Brasil

Pelos corredores dos ministérios em Brasília ele se tornou Pedro Abramofoi. O sobrenome do jovem advogado, Abramovay, foi mudado por línguas ferinas por obra da sua demissão do posto de secretário Nacional da Justiça. Convidado para ocupar a Secretaria Nacional para Políticas sobre Drogas, ainda não efetivado,  foi entrevistado pelo O Globo no começo de janeiro. Ali, ele anunciou a existência de um projeto de lei do governo destinado a colocar em liberdade cerca de 40 mil pequenos narcotraficantes que se encontram presos. Mantidos na cadeia, sustentava Abramovay, seriam cooptados pelo crime organizado. Foi amavelmente convidado a se demitir, ou se antecipou à demissão que seria inexorável.

No momento em que a presidenta declara guerra sem quartel ao tráfico, o secretário de 30 anos, protegido pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos e tido como autor do arrazoado aproveitado por Tarso Genro para oferecer asilo político a Cesare Battisti, entre em cena para, do alto do alto do cargo que ocuparia, e em nome do governo, contradizer a orientação da máxima autoridade do País.

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Fortaleza se torna a capital mais densa do País

31/01/2011

Jornal O POVO Online

Número de habitantes por km² em Fortaleza superou o de São Paulo. Para especialistas, estão entre os motivos a favelização e concentração de serviços

Parece São Paulo, mas não é. De acordo com o Censo 2010, são 7.769 pessoas por km² em Fortaleza (EDIMAR SOARES)

Parece São Paulo, mas não é. De acordo com o Censo 2010, são 7.769 pessoas por km² em Fortaleza (EDIMAR SOARES)

É como se morássemos num formigueiro. Ou numa uma colmeia. Um amontoado de indivíduos espremidos numa área minúscula. Em Fortaleza, sobram habitantes. Falta espaço.

Para os 315 quilômetros quadrados territoriais da cidade, são 2.447.409 moradores. Isto nos dá o posto de capital mais densa do País, com 7.769 pessoas por km². Superamos até São Paulo, com seus 11.244.369 cidadãos morando em 1.530 km². Um saldo de 7.349 para cada km².

As informações são do Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Por que os Estados Unidos temem democracia no mundo árabe

31/01/2011

Vi O Mundo – por Luiz Carlos Azenha

Vamos começar deixando de lado a ideia de que o que se passa no mundo árabe é uma revolução do twitter, do facebook, da Al Jazeera ou das mídias sociais.

O Vinicius Torres Freire acertou, na Folha. “De acordo com esses correspondentes, não seria possível haver Revolução Francesa, Russa, maio de 1968, Diretas-Já ou as revoluções que derrubaram as ditaduras comunistas, dado que na maioria dessas revoluções não havia nem telefones”, escreveu ele.

Voltarei ao tema.

Vinicius acerta de novo, mais adiante, quando toca no ponto central: os milhões de jovens desempregados e sem perspectivas de vida que vivem no mundo árabe.

Não tenho muita experiência de reportagens na região, a não ser por algumas semanas trabalhando no Iraque, na Jordânia e no Marrocos.

Em todos esses lugares testemunhei a frustração dos jovens árabes (na periferia de Casablanca, no Marrocos, fui a uma favela cercada de altos muros brancos, onde a pobreza era devastadora mesmo pelos padrões africanos).

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Comunicação no Brasil é mesmo uma Zorra Total

31/01/2011

Blog da Cidadania – Eduardo Guimarães

Zorra, substantivo feminino que significa barulho, ruído, confusão. Diz-se de qualquer organização malfeita, preferencialmente. Esta casa está uma zorra, a festa foi uma zorra, este departamento é uma zorra, diz-se de uma residência mal-arrumada, de uma festa barulhenta e incômoda ou de um setor de trabalho mal-organizado.

Não há melhor definição para o que é – ou como está – a comunicação no Brasil. Sobretudo no que diz respeito a concessões públicas de rádio e tevê, de propriedade de todos nós e que, portanto, não podem ser usadas para atender a grupos políticos, ainda que possam ser exploradas comercialmente.

Não se pode questionar, nem em pensamento, a premissa imperativa de que criações artísticas e culturais – e, em princípio, por pior que seja, toda criação de entretenimento assim deve ser considerada –, desde que não atentem contra ditames legais elementares relativos a direitos e garantias individuais e coletivos, sejam totalmente livres de censura.

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