Concerto, de Zeca Baleiro

30/11/2010

Toques Musicais – Por Julinho Bittencourt

Acaba de ser lançado Concerto, disco do compositor e cantor Zeca Baleiro que reúne um binômio imponderável. Ao mesmo tempo em que é uma gravação ao vivo, é também um CD de inéditas. O fato contribuiu para certa estranheza que, com a audição, vai logo se dissipando. O disco foi gravado em março deste ano em três shows no teatro Fecap, em São Paulo. Nele, Zeca está acompanhado somente de Swami Jr. no violão de sete cordas e vocal, e Tuco Marcondes no violão, guitarra, bandolim, gaita e vocal. O resultado tem uma sonoridade meio folk muito próxima do seu disco Líricas, de 2000.

Na ocasião, a plateia recebeu cédulas em que poderia votar, dentre as 20 canções apresentadas, nas 14 que fariam parte do disco. A ideia, apesar de original em propor interatividade com o público, deixa a sensação que nem sempre o que funciona no calor de um espetáculo é necessariamente a canção que vai tornar um disco melhor. Enfim, assim foi feito e assim é Concerto.

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Saída do BC: Meirelles selou o próprio destino

30/11/2010

Carta Capital – Mino Carta


Um velho amigo comentou dias atrás: “Ele se meteu em uma enrascada sem saída quando disse: ou ele, ou eu, como Golbery”. Bom assunto para um almoço pacato. Comparava o chefe da Casa Civil de três ditadores, Castello Branco, Geisel e Figueiredo, com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que se prepara a deixar seu posto para Alexandre Tombini, diligente funcionário do próprio banco do qual é o atual diretor de Normas.

O impasse para Golbery deu-se logo após a desastrada operação que resultou na tragicomédia do Riocentro, a 1º de maio de 1981. A bomba explodiu no colo do terrorista de Estado que a carregava de carro, destinava-se a provocar uma hecatombe em meio a um espetáculo musical que reunia 20 mil pessoas. Felizmente, uma apenas foi para o Além, quem sabe o Inferno, enquanto o que dirigia o veículo ficou gravemente ferido. O inspetor Clouseau não se sairia melhor.

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A Espantosa Inteligência do blogueiro-michê da revista Veja

30/11/2010

cloacanews.blogspot.com

Desde os tempos em que atuava como informante dos torturadores, infiltrado no movimento estudantil, no período mais sombrio da ditadura, o auto-denominado “jornalista”Augusto Nunes – que se orgulha da fotografia em que aparece ao lado do general Figueiredo – já demonstrava seu caráter de escova-botas dos patrões. Pois, o tempo, senhor da razão, confirmou o vaticínio. Após exercer a função de proxeneta dos milicos, Nunes fez súbita carreira na imprensa corporativa. Valendo-se de seu excepcional talento para a adulação e de seu topete pega-rapaz, galgou postos e, dizem, perseguiu vários colegas de trabalho.

Uma das passagens bizarras de sua biografia foi sua demissão das Organizações Globo. Roberto Marinho em pessoa o mandou para o olho da rua por causa de um necrológio de Jorge Amado publicado na revista Época, quando o escritor baiano estava ainda bem vivo.

O semovente do meretrício fascista acabou encontrando refúgio no Jornal do Brasil, já sob o comando do empresário picareta Nelson Tanure. Isso talvez explique a derrocada agonizante do tradicional diário carioca, que teve morte cerebral decretada há poucos meses. Augustinho também foi diretor de redação do tabloide Zero Hora, de Porto Alegre. Ali, no entanto, seu reinado foi fugaz: nem mesmo os Sirotsky aguentaram tanta velhacaria.

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Rugas

30/11/2010

blog do Noblat

Luis Fernando Veríssimo

Com quase 70 anos, Paul McCartney tem a cara lisa. Não sei como está a cara do Ringo, o outro Beatle vivo, mas supondo-se que ele também não aparente a idade, e comparando-se a cara dos dois com a dos Rolling Stones, pode-se especular que tenha havido um acordo entre as duas bandas.

Em algum momento do final dos anos sessenta os Beatles e os Stones teriam se encontrado em segredo para dividir o mundo e decidir o destino de cada um. Caberia aos Beatles fazer as melhores melodias e sofisticar o rock com álbuns temáticos como o “Sgt. Pepper’s”, aos Stones se manterem fiéis ao backbeat básico e serem a versão bandida dos Beatles.

Também teriam escolhido o público que queriam e estabelecido qual seria a longevidade de parte a parte e o que caberia de tragédia e de glória a cada lado. Mas principalmente teriam feito a repartição das rugas. Os Stones ficariam com todas e em troca durariam mais. Os Beatles envelheceriam melhor ou, como no caso do John e do George, nem envelheceriam. De qualquer maneira, nunca teriam rugas. Em compensação durariam menos.

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Os gringos sabem das nossas mazelas

30/11/2010

Direto da Redação – Eliakim Araújo

Difícil escrever sobre outro assunto que não os últimos acontecimentos no Rio, sobretudo devido à sua repercussão internacional. Os principais jornais e sites de TVs do mundo reproduzem neste domingo as informações de seus correspondentes na cidade, praticamente as mesmas que a mídia brasileira divulga.  A diferença é que no noticiário internacional eles sempre dão um jetinho de lembrar que o país vai sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, exatamente no Rio de Janeiro.

No espaço aberto para os comentários dos leitores há alguns interessantes que merecem destaque, como este aqui, que morde e sopra

Não sei como permitiram fazer a Olimpíada numa das mais perigosas cidades do mundo. Bem, mas ainda assim mais segura que Chicago”.

Este outro começa com uma observação mais que perfeita e encerra com uma provável gozação:

Agora que eles conseguiram a Olimpíada é que vão tomar alguma providência em relação às gangs de drogas?  Eles nunca terão dinheiro para construir estádios ou vilas olímpicas para os jogos porque estão gastando tudo em conflitos armados dentro de suas próprias cidades. Isso é piada”.

O próximo vai num ponto crucial da questão:

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Cabral diz que tropas continuam no Alemão até instalação de UPP

29/11/2010

Vermelho.org.br

Nesta segunda-feira (29), o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou que as tropas das Forças Armadas que, juntamente com policiais militares ocupam o Complexo do Alemão, na zona norte da capital carioca, ficarão no local até que a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) seja instalada na comunidade, o que deve acontecer em até sete meses.

“Não vamos dormir nos louros da conquista de ontem. Acordamos cedo com os próximos desafios que é a reconquista efetiva dos territórios ainda ocupados pelo poder paralelo”, disse Cabral hoje na abertura de fórum sobre a infraestrutura urbana para os Jogos Olímpicos de 2016.

Segundo ele, as próximas ações do governo serão dadas de maneira integrada com o Ministério da Defesa e com a Polícia Federal. “Já está acordado”, afirmou. “Agora estamos na fase das tratativas técnicas”, o que passa pelas mãos do secretário de Segurança do estado, José Mariano Beltrame e de oficiais militares do ministério.

De acordo com o governador, será instalada amanhã (30) a UPP do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, também na zona norte da cidade. Na sequência, as comunidades do Lins de Vasconcelos – que incluem o Morro do Quieto e o Morro São João – devem ser pacificadas.

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Prefiro os blogueiros. Prioritariamente, os “sujos”.

29/11/2010

Eason Nascimento

Com o avanço da tecnologia e a facilidade com que se trafega na web, a notícia, o comentário ou a análise sobre qualquer fato, rapidamente chegam às mãos, aos ouvidos e aos olhos de pelo menos parte da população brasileira. Com o Programa Nacional de Banda Larga em fase de implantação, a curtíssimo prazo todos os brasileiros poderão utilizar-se esta importante ferramenta, como fonte de pesquisa, e de informação, com qualidade e velocidade, independente da sua condição social ou financeira.

A implementação do marco regulatório nas comunicações, resultado das reivindicações emanadas das Conferências,  Estadual e Nacional, dará um impulso gigantesco na democratização da informação no Brasil. Atualmente meia dúzia de afortunados entre as quais estão as famílias : Frias do grupo Folha de São Paulo, Mesquitas do Jornal Estado de São Paulo, Marinhos do complexo Globo, além dos Civitas do grupo Abril, onde se encontra a Revista Veja, formam um monopólio no setor, acarretando o que alguns apelidaram de “samba de uma nota só”. Estas organizações sempre tiveram um alinhamento com a direita no país com apoio explícito à ditadura, chegando a crescer à sombra do regime. Qualquer  movimento no sentido da quebra desta “reserva de mercado” é encarado como uma ameaça a “liberdade de imprensa”.

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