“Ainda bem que eu não tenho de comer calango”. Nunca mais

Eason Nascimento

Segundo a FAO, órgão da ONU para a agricultura e alimentação, será necessário um aumento de  70% na produção até 2050, para garantir a oferta de alimentos no mundo. O Brasil não é um país onde a falta de alimentos sirva como justificativa para que uma legião de seus filhos menos abastados ou totalmente desprovidos de quaisquer recursos,  passem fome. Somos um país com vasta produção de alimentos e exportador de primeira monta em diversos produtos.

O governo Lula, que agora se aproxima do seu final, implementou políticas considerando a importância da agricultura familiar para a produção de alimentos, a geração de empregos, a conservação dos recursos naturais e o desenvolvimento regional mais equilibrado. Os resultados indicam, que os 15 milhões de empregos gerados no período 2003/2010, os programas de distribuição de renda implementados, aqui ressaltando-se o Bolsa Família como o mais importante, levaram 21 milhões de pessoas a saírem da pobreza extrema.

Organismos nacionais e internacionais responsáveis por estudos na área, fazem previsões que indicam para 2016, a eliminação desta mazela em território brasileiro, caso haja continuidade e avanços nas políticas públicas em andamento. Atualmente, alguns mais afoitos, se arvoram em afirmar que ações esporádicas e de pouca monta, totalmente desarticuladas e visando atender pontualmente nichos eleitorais dos que buscavam se perpetuarem no poder, foram precursoras do Bolsa Família. Pretendem com isso angariar dividendos políticos em cima deste vitorioso investimento governamental. O sucesso do Bolsa família é tão grande que o Banco Mundial estuda a viabilidade de financiar este programa mundo afora.

O sucesso no combate à pobreza no país, levou o Brasil, a uma posição de liderança  mundial no combate à fome. Neste campo estamos no topo do ranking dos países em desenvolvimento, elaborado pela ONG Action Aid, pelo 2º ano consecutivo. Com o advento dos recursos do Pré-Sal, cujos ganhos serão carreados para a educação, saúde, meio ambiente, ciência e tecnologia, cultura e principalmente, combate a pobreza, teremos a possibilidade concreta de erradicar a fome do nosso convívio.

Em 1995, a Revista Veja fez uma matéria sobre o tema no nordeste. Àquela época ações isoladas e esporádicas davam conta da distribuição de cestas básica no período das secas. União, Estados e Municípios, se vangloriavam de estarem ajudando no combate à fome. Não naquele período, mas no futuro que já se torna visível a olho nu, crianças brasileiras, principalmente no nordeste poderão afirmar sem medo de errar : “ainda bem que eu não tenho de comer calango”. Eu acrescento : “nunca mais”.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: