Dilma presidente ou presidenta?

31/08/2010

site vermelho.org.br

Por Urariano Mota

Na Folha de S. Paulo deste sábado:

“Petista é vendida como “presidenta” em comícios e ‘presidente’ na TV
Ana Flor
De São Paulo
‘Afinal, ela vai ser presidente ou presidenta?’, perguntou Rosane dos Santos, ao deixar um comício em São Paulo, na última semana. A militante se referia ao título que a candidata do PT ao Planalto, Dilma Rousseff, teria caso eleita. A confusão tem origem no uso, desde o início do ano, nos discursos da candidata, do presidente e de outros aliados, do termo ‘presidenta’. A alteração do gênero da palavra, que na ortografia não tem versão feminina, foi uma forma de reforçar o fato de Dilma ser mulher….”

Não bastasse o viés (santa palavra do jargão) enviesado, o primeiro parágrafo é uma exibição redundante da mais rotunda ignorância. Ignorância da própria língua: “A alteração do gênero da palavra, que na ortografia não tem versão feminina…”

A repórter poderia dizer “A variante do gênero da palavra, que no léxico …”, ou mesmo “A alteração do gênero da palavra, que no vocabulário corrente”, mas ortografia? Pelo amor de todas as flores, não.

Ortografia, vale recordar, cuida das regras da escrita correta das palavras e dos pontos de acentuação, segundo a gramática normativa. Comete um erro ortográfico, por exemplo, alguém que escreva “estupideis” em lugar de “estupidez”. Ou “confuzão” em “lugar de “confusão”.

No caso, se erro houvesse (e não há) em “presidenta”, seria de significado ou semântica, porque “presidenta” se encontra há muito dicionarizada. Mas pra que se importar com tais ninharias, quando o objetivo é jogar “ortografia” no ventilador?

Seria bom que os redatores obedientes dessem uma olhada nos dicionários antes do atendimento ao estalo dos dedos do patrão. Como aqui:

No Dicionário Aurélio:
Presidenta – S.f. 1. Mulher que preside. 2. Mulher de um presidente.

No Dicionário Houaiss:
Presidenta
Acepções
■ substantivo feminino
1 mulher que se elege para a presidência de um país
Ex.: a p. da Nicarágua
2 mulher que exerce o cargo de presidente de uma instituição
Ex.: a p. da Academia de Letras
3 mulher que preside (algo)
Ex.: a p. da sessão do congresso
4 Estatística: pouco usado.
esposa do presidente

Mas pra que discutir contra a força do tacape, não é? O que importa mesmo é: Dilma, presidenta. Ou Dilma, presidente. Ou, se quiserem, a primeira mulher do Brasil na Presidência. Para que suportem, ou não, uma presidenta nos próximos quatro anos.


Lula recebe hoje o prêmio de chanceler honorário do futebol brasileiro

31/08/2010

Blog os amigos do presidente Lula


O Corinthians  comemora hoje sua festa de aniversário,  no Vale do Anhangabaú.O Presidente Lula estará no palco e discursará. Antes de participar da festa no Vale do Anhangabaú, o Presidente Lula vai visitar o Parque São Jorge, onde será homenageado pelo Clube dos 13. Lula vai receber o título de “chanceler honorário do futebol brasileiro”


Manuela D’Ávila esclarece a emenda sobre humor na rede

31/08/2010

por Hildegard Angel, em seu blog

Uma passeata, para ser eficiente, tem que ser legítima

Em boa hora, os humoristas saíram em passeata na Praia de Copacabana para protestar contra a impossibilidade de se fazer piadas políticas em época de eleição. A política, como sabemos, é o filé mignon do humor de qualidade…

Mas esse protesto oportuno se descaracteriza e fica comprometido quando dá a entender que a censura se deve ao governo. Não é verdade…

A Lei das Eleições, 9.504, data de 1997 e, na minirreforma, ganhou penduricalhos que a “turbinaram”, com substitutivos e emendas no que diz respeito ao humor, cujos autores têm nome: são os deputados, do PCdoB, Flavio Dino, candidato a governador do Maranhão, e Manuela D’Ávila…

Para essa  minirreforma ser aprovada no Plenário da Câmara, os deputados votaram. O TSE apenas cumpre o que está escrito…

Então não é Lula, não é Lula, não é Dilma, não é o ministro Lewandowski nem é o Franklin Martins (conforme menção leviana de um dos humoristas desfilantes). São os nossos congressistas!…

E isso os humoristas da passeata não disseram, não dizem, muito pelo contrário, querem deixar no ar a ideia de que o governo brasileiro cerceia a atividade do humor…

Essa atitude, manipuladora, só tira a legitimidade de uma causa que é boa, reduzindo-a a mero instrumento de campanha da oposição…

Se no Brasil de hoje houvesse censura ao humor, nós não teríamos visto, como vimos, no CQC da última segunda-feira, um humorista dizer que o Eike Batista “faturou” a dona Marisa Lula da Silva, nem o humorista ao lado acrescentar que “dona Marisa vai fazer uma coleira com o nome Eike escrito”… ELES SE referiam à atitude descontraída, perfeitamente natural, de ambos, durante um leilão beneficente que o programa acabara de exibir…

Fosse uma ditadura com censura, como a que já tivemos, na mesma hora os estúdios da Band seriam invadidos por um batalhão militar, Marcelo Tas e seus humoristas seriam presos, colocados no pau de arara, teriam a pele esfolada, a unha arrancada, o olho furado e, se dessem sorte, seriam devolvidos depois pra casa com uma coleira de pregos no pescoço…

Mas o mais provável é que virassem “comida pra peixe”, como se fazia na época. E eu não estou fantasiando. Vi e vivi este filme nos anos 70 no Brasil…

Por isso, senhores humoristas, façam seus protestos, sim, mas com legitimidade, pra não serem rotulados de humoristas “festivos”, como se usava dizer naquela época negra…

Outra coisa que está muito na moda dizer, na linha dessa “campanha do medo”, é que há censura em nossa imprensa…

Nuna antes neste país se espinafrou tanto (pra não usar outra palavra) um presidente, sua família, seus ministros e aliados como nesta era Lula. E com total liberdade…

Jamais ouvi, por exemplo, em época anterior, num programa de TV, um comentário tão constrangedor como esse do CQC em relação a uma primeira-dama. E não me venham aqui criticá-la, porque ela se dá ao respeito, sim!…

Nos anos  FHC, jamais a imprensa tocou no assunto do filho criança do presidente com uma jornalista, morando ambos num conveniente endereço bem longe, em Barcelona, na Espanha…

Esse silêncio da imprensa não era apenas uma delicadeza com a primeira-dama. Era também o receio de possíveis retaliações comerciais, judiciais, Lei dos Danos Morais etc e tal. Medo que, curiosamente, este atual governo não inspira a jornalista algum. Agora, me digam: onde está a tão proclamada “censura”?…

*****

A respeito desta coluna, a deputada Manuela D’Ávila esclareceu em seu blog pessoal que a emenda que patrocinou se referia apenas ao uso de trucagens em sites de candidatos, para não permitir manipulação da imagem de Dilma, Serra ou Marina por adversários políticos:

Em defesa da liberdade de expressão

A respeito da matéria publicada no site Congresso em Foco no dia 11/08/2010 gostaria de registrar alguns pontos:

1 – Tenho uma atuação marcada pela defesa da liberdade de expressão e pela defesa da liberdade na internet. Fui uma das deputadas mais atuantes na luta contra o AI-5 Digital e em defesa da liberdade plena dos usuários da internet, sendo uma das autoras da lei que LIBERA O USO DA INTERNET NAS ELEIÇÕES.

2 – Minha emenda associada à matéria se refere EXCLUSIVAMENTE AOS SITES DE CANDIDATOS, jamais legislei ou inspirei nenhuma legislação sobre TV, principalmente sobre CENSURA.

3 – Após receber diversos e-mails e mensagens pelas redes sociais que uso e defendo, percebi que há um profundo equívoco de interpretação por parte de diversos leitores da matéria, por isso reitero;

SOU CONTRA QUALQUER TIPO DE CENSURA, INCLUSIVE A CENSURA DO HUMOR NA TV, e minha emenda garante a liberdade dos internautas.

Deputada Manuela d’Ávila (PCdoB/RS)


A guerra que decidiu as eleições

30/08/2010

Luis Nassif Online

O vídeo definitivo sobre a grande crise de 2008. Um trabalho soberbo desse jorbacdc, mostrando a maior batalha dos últimos anos, a luta contra a crise global, que marcou definitivamente a consolidação da candidatura Dilma e o esvaziamento da candidatura de José Serra.


Falta futuro para os barões da mídia

30/08/2010

artigo de Maurício Thuswohl, publicado no sítio Carta Maior:

Realizado nos dias 19 e 20 de agosto, o 8º Congresso Brasileiro de Jornais foi revelador do momento pelo qual passam os principais conglomerados de comunicação no Brasil. A começar pelo próprio tema, “Jornalismo e Democracia na Era Digital”, o evento organizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) no Rio de Janeiro foi uma prova viva de que as poucas famílias que controlam os principais jornais do país vêm tendo muitos motivos para se preocupar desde que as novas mídias eletrônicas entraram em cena.

O principal tema de discussão entre os cerca de 700 empresários e profissionais do setor foi a gratuidade do conteúdo jornalístico na internet, curiosamente considerada por muitos dos presentes como “um entrave à democracia”. A própria ANJ, no texto de abertura do congresso, já antecipava sua posição a esse respeito: “O bom jornalismo, que difunde as informações de credibilidade e as opiniões que os cidadãos necessitam para fazer as suas escolhas, resulta de investimentos e deve ser adequadamente remunerado”.

Não é à toa que, este ano, a maior estrela do congresso organizado pelos donos da mídia no Brasil foi o jornalista Robert Thomsom, editor do Wall Street Journal. O jornal dos Estados Unidos se tornou o case de maior sucesso em termos de venda de conteúdo pago via internet. Durante sua palestra, o “guru” não decepcionou: “Precisamos urgentemente voltar ao que era antes. Voltar ao básico, em que as pessoas apreciam o conteúdo jornalístico o suficiente para pagar por ele”, disse.

Outras questões debatidas no congresso foram o fim da Lei de Imprensa e o fim da obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício da função de jornalista, destacados como “importantes avanços” pela presidente da ANJ, Judith Brito, que também é diretora-superintendente do Grupo Folha.

Única novidade do congresso, a ANJ apresentou um plano de autorregulamentação do setor, a partir da criação de um conselho dentro da própria associação. A idéia, no entanto, não conta com o entusiasmo sequer do vice-presidente da ANJ, e também vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho: “A autorregulamentação é um princípio muito bom, mas a atividade jornalística é carregada de subjetividades”, disse.

“Perigo na AL”

O grande momento do congresso, no entanto, foi o painel “O Futuro da Democracia e o Jornalismo”, que reuniu o diretor de redação da Folha de SP, Otávio Frias Filho, e o sociólogo e professor da USP Demétrio Magnoli, um daqueles intelectuais que, segundo a ANJ, “difunde as opiniões que os cidadãos necessitam”. Neste debate, a sociedade brasileira foi alertada para o perigo que constitui “a formação de joint-ventures entre companhias de telecomunicação e governos populistas” para controlar a difusão de informações: “Tal perigo ronda, em especial, a América Latina”, afirmou Magnoli.

O sábio neoliberal disse mais: “Vem sendo difundida a teoria de que os jornais são como partidos que fazem parte de um jogo político. Ela surge numa época em que volta a idéia de que o Estado deve falar diretamente às pessoas, evitando a mediação. Essa teoria política dá base a um projeto de jornalismo estatal em curso na América Latina, buscando criar uma imprensa alternativa, principalmente nos meios eletrônicos”.

Frias, por sua vez, estendeu a outros continentes o leque de culpados pela “guinada antidemocrática” no jornalismo mundial: “Vladimir Putin, Ahmadinejad, Chávez, Rafael Corrêa e Evo Morales representam uma erupção de governantes autoritários e populistas que, embora mantendo a aparência de democracia, manietam os poderes Judiciário e Legislativo, além de buscar controlar a imprensa”, disse.

“Conferencismo”

Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) passaram, em momentos diferentes, pelo 8º Congresso Brasileiro de Jornais. Os três presidenciáveis ratificaram a Declaração de Chapultepec, documento firmado em 1994 no México durante uma conferência hemisférica sobre liberdade de imprensa organizada pelos grandes empresários do setor.

Curiosamente, no mesmo dia em que passou pelo congresso da ANJ, Serra deu declarações públicas acusando o governo Lula: “Nos últimos anos, têm havido diversas tentativas de cercear a liberdade de imprensa no Brasil”, disse o tucano, que também fez críticas à 1ª Conferência Nacional de Comunicação, classificada como “parte de um processo de conferencismo pago com o dinheiro público”.

Em resposta a Serra, o ministro Franklin Martins divulgou uma nota pública na qual afirmou que o tucano “faz uma acusação grave e descabida” ao governo: “A imprensa no Brasil é livre. Ela apura – e deixa de apurar – o que quer e publica – e deixa de publicar – o que deseja. Opina – e deixa de opinar – sobre o que bem entende. Todos os brasileiros sabem disso. Diariamente, lêem jornais, ouvem noticiários de rádio e assistem a telejornais que divulgam críticas, procedentes ou não, ao governo. Jornalistas e veículos de imprensa jamais foram incomodados por qualquer tipo de repressão ou represália”, diz a nota.

Orquestra

Os ataques orquestrados ao governo e aos “inimigos da liberdade de imprensa” continuaram nestes últimos dias nos maiores jornais do país com a cobertura do XVI Encontro do Foro de São Paulo, evento do qual participam 54 organizações políticas de esquerda da América Latina e do Caribe. Fazendo referência ao documento final do encontro, que pede a democratização dos meio de comunicação, o jornal O Globo publicou matéria com o singelo título “PT e grupo da AL apóiam controle da mídia”.

Percebe-se pela postura adotada, seja nas páginas de seus veículos ou no congresso da ANJ, que os barões da mídia no Brasil, acossados em seu próprio domínio, começam a atirar para todos os lados em uma clara demonstração de que não sabem mais para onde ir. Qualquer semelhança com a campanha do candidato a presidente por eles apoiado não é mera coincidência. E pensar que, logo após o congresso da ANJ, foi realizado em São Paulo o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que reuniu cerca de 300 blogueiros em defesa da liberdade de expressão, da democratização da comunicação e da universalização da banda larga no Brasil. Como se vê, apesar das preocupações conservadoras, ninguém pode deter o futuro.


Astros deuses e eleição

30/08/2010

Mino Carta

A previsão astrológica dizia que o momento mais auspicioso para Serra se daria em agosto. Que dirá do que vem aí…

Graças à revista Veja, edição de 21 de abril passado, aprendi que a Lua em Áries determina a liderança inata dos nascidos em Peixes, enquanto Saturno e Urano em conjunção levam-nos a reformular dogmas, desenvolver habilidade organizacional e reunir pessoas diferentes em prol da mesma causa. Palavras do astrólogo Oscar Quiroga ao traçar o mapa do pisciano José Serra, com exclusividade para a semanal da Editora Abril. Mas tem mais. Júpiter atingiria a posição do mapa natal do candidato tucano, de sorte a avalizar a previsão: “O sinal mais marcante e auspicioso da sua candidatura se dará entre os dias 1º e 25 de agosto de 2010”.

Serra, contava Veja, “adora ler horóscopo” e tem predileção por Quiroga, que diariamente frequenta nas páginas do Estadão. No dia 21 de abril, o ex-governador de São Paulo há de ter sido tomado por compreensível euforia. Dizia seu astrólogo preferido, sempre na Veja: “Se depender dos astros, José Serra está eleito”. Lembrei-me então da Ilíada, tempo em que os deuses do Olimpo envolviam-se na vida cotidiana dos humanos, inclusive em suas guerras, como a de Troia. Pallas Athena, deusa da sabedoria, protegia descaradamente Ulisses e, portanto, os gregos. Afrodite, interesseira deusa do amor, ficava com Páris, belo mancebo, e portanto com os troianos.

Depois de ler Quiroga na Veja, ganhei a certeza de que tanto Pallas quanto Vênus ficariam com Serra, sem contar com a súbita entrada em cena de Júpiter, ou seja, do próprio Zeus. Pergunto agora aos meus esotéricos botões o que poderia ter ocorrido nas alturas do Olimpo, ou nas esferas celestes, para reverter dramaticamente os vaticínios de Quiroga. A minha surpresa se deve, inclusive, ao fato de que, à época, o candidato tucano, cidadão muito preparado, reconheceu: “Há uma espécie de ciência por trás disso”.

Qual seria o cataclismo cósmico que em escassos 25 dias de agosto assinalou a queda mais vistosa da trajetória serrista nas pesquisas eleitorais? E ainda: se tal teria de ser o período mais auspicioso da campanha, que dirá do resto dos dias a nos separar de 3 de outubro? Onde estarão os deuses, onde se posicionarão os astros? Dos botões fechados em copas exigi uma resposta. Foram lacônicos e incisivos: inferno astral. Quer dizer, Belzebu intrometeu-se.

Claro que a guerra não terminou. A de Troia foi vencida pelos gregos à última hora, por obra do cavalo de madeira inventado por Ulisses. Serra, entretanto, não é o Odisseu. Se fosse, teria adotado, ouso crer, outra estratégia em lugar de concorrer à Presidência. Candidato à reeleição ao governo de São Paulo em vez do seu ex-desafeto Geraldo Alckmin (ex mesmo?), ele seria consagrado na direção da locomotiva. Nada disso. Serra encaixou-se à perfeição no papel que Lula lhe atribuiu e não será surpresa se amargar a derrota no primeiro turno. Esta odisseia poderia ter evitado, tanto mais por não ser um Ulisses. Se fosse, além do mais, não se tornaria, automática e inexoravelmente, candidato da direita, de uma nova e emplumada versão do udenismo mofado.

Que virá depois para ele? E para o PSDB- com suas pretensões de ser a vanguarda da modernidade? E para Fernando Henrique Cardoso, envolto na teia das suas próprias artimanhas, caleidoscópicas e circum-navegadoras? E para a mídia nativa, até há pouco empenhada até o pescoço, não, não, até a raiz dos cabelos, em promover a candidatura de quem atravessou a existência a se preparar para a Presidência da República? E para o instituto de pesquisas Datafolha, que há três semanas registrava um empate entre Serra e Dilma, quando não uma leve vantagem para aquele, e depois galopou na patética tentativa de recuperar o tempo perdido para adequar-se aos números dos demais institutos?

Perguntas para o futuro próximo. Uma leitora de Porto Alegre, Fernanda Moema Santos Souza, teme um lance de desespero dos derrotados, in extremis. Seria uma tentativa de golpe? Pois o Brasil de 2010, e o mundo, não são os de 1964, e os antigos donos do poder, hoje apenas donos de si mesmos, sabem disso, e que sua mídia serve tão somente para estimular os seus próprios rancores e medos.
Ah, sim, que será dos astrólogos? Ao menos, de um deles…


Serra para prefeito de São Paulo?

29/08/2010

Folha.com – Gilberto Dimenstein

matéria publicad em 26/o8/2010

Para ver o grau de desânimo dos tucanos, reforçado a cada pesquisa como a do Datafolha divulgada hoje, basta saber que cresce uma conversa reservadíssima entre lideranças paulistas do PSDB. Discute-se a possibilidade de José Serra preparar-se para a próxima eleição para prefeito de São Paulo.

Seria sua chance de se manter na política –e, quem sabe, um nome forte para evitar que o PT volte ao poder na cidade.

De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha, Serra já perde não só no Estado mas também na cidade de São Paulo, onde foi governador e prefeito. Nessa onda, lideranças tucanas passaram a temer uma ida de Aloizio Mercadante para o segundo turno. Marta Suplicy deve se eleger com certa facilidade para o Senado.

Isso tudo significa que o consórcio PSDB-DEM na cidade de São Paulo está correndo risco, até porque não tem, por enquanto, um candidato forte. E aí que, nessas conversas, aparece o nome de Serra.

Duvido que ele tope, seria um terrível fim de linha e a cidade merece mais do que isso. Mas, em política, nunca se sabe. Seria, ironicamente, a única forma de ele cumprir o que assinou no papel: ficar quatro anos na prefeitura de São Paulo.