Serra agora tem vice. Será?

30/06/2010

Eason Nascimento

Deputado Índio da CostaDesde que se lançou extra oficialmente como pré candidato a presidência da república pela aliança PSDB/DEM/PPS, que o ex-governador de São Paulo José Serra procura um vice.

O  mais cotado seria Roberto Arruda, o ex-governador do DF, abatido pelo escândalo do chamado mensalão do DEM. Sem poder contar com um nome dentro do combalido partido dos democratas, os tucanos se voltaram para Aécio.

O governador mineiro foi bastante pressionado para aceitar a indicação mas  se recusou, preferindo se candidatar ao senado. Segundo alguns analistas, a disputa da vaga de senador por Minas Gerais seria mais tranqüila e que Aécio nada ganharia se fosse eleito vice.

Outros afirmam que ele ao antever a derrota de Serra, fugiu, se negando a morrer abraçado, com o candidato paulista. Sem poder  contar com o tucano mineiro na sua chapa, Serra passou a avaliar inúmeras possibilidades.

Os nomes de Benito Gama (DEM/BA), Kátia Abreu (DEM/TO), José Carlos Aleluia (DEM/BA), apareceram na mídia como alternativas dentro dos democratas, principal partido aliado. No próprio PSDB o nome do senador do Ceará, Tasso Jeireissati também foi levantado. Mais recentemente o  senador Álvaro Dias do Paraná, foi ungido como uma solução formando uma chapa puro-sangue, contrariando os caciques do DEM que ameaçaram abandonar o barco tucano.

Hoje, após muita discussão e na tentativa de apagar o incêndio que devastava a aliança com os democratas, surgiu o nome do deputado Índio da Costa do DEM/RJ. Mal seu nome foi apontado, vieram à tona as lembranças de que Índio da Costa foi acusado pela vereadora tucana Andréa Vieira Gouveia, relatora da CPI da Câmara dos vereadoras do Rio, por super faturamento e má qualidade na aquisição dos alimentos para a merenda escolar, ainda quando era vereador.

Ao que tudo indica, o assunto vice, longe de ser uma solução para alavancar a campanha de Serra, ainda promete esquentar os debates e aumentar as dificuldades que o candidato tucano enfrenta para se firmar com chances de vitória no pleito de 3 de outubro. Agora Serra tem vice. Será?


O jingle de cada um

28/06/2010

Mauricio Dias – Carta Capital

Fundo Musical

O jingle oficial da campanha eleitoral de Dilma é ruim. Considerado o objetivo político, porém, sobrevive o razoável refrão: “Lula tá com ela/eu também tô”.

Aliviem-se, petistas, o de Serra é pior. Ambos pecam pela pobreza da melodia.

Não empolgam se cantados no chuveiro.

Nosso Guia

O jingle de Serra é um louvor à personalidade. Algumas supostas virtudes do herói tucano oferecidas ao eleitor: “Bom”, “faz”, “boa gente”,  “mais competente”, “o melhor e mais seguro”,”mais preparado” e, enfim,”tem um caminho pro futuro”.

Um trecho memorável: “Agora é Serra/Pra cuidar desta nação/Agora é Serra/Pra cuidar da gente”.

Esse, sim, é um candidato que se acha capaz de nos guiar.


Tucanos preocupados

28/06/2010

FALANDO SOZINHO

Folha de São Paulo – Renata Lo Prete

Não bastassem a dianteira assumida por Dilma Rousseff e o caos instalado na escolha do vice de José Serra, uma outra preocupação ronda o comando tucano: os tão sonhados “embates diretos” com a candidata de Lula, instrumento para produzir o “confronto de biografias”, podem no final ser bem poucos.

O QG dilmista assumiu o compromisso de levá-la a quatro debates de televisão. Mais um de internet. E chega.

Toda a ênfase será colocada na propaganda e em entrevistas, nas quais ela estará livre da presença do adversário. Há quem tema que Serra tenha apostado alto num recurso do qual pouco poderá se utilizar.

PETISTAS “COMEMORAM” ALOPRAMENTO NA ESCOLHA DE VICE TUCANO

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O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), comentou a crise demo-tucana:

– Ele (Serra) disse que ia unificar o País e não consegue nem unificar os aliados em torno de sua candidatura.

O deputado José Eduardo Cardozo (PT/SP), secretário-geral do PT, disse que os adversários estão atrapalhados:

– Eles não só não conseguiram encontrar um discurso como também não se entendem para formar a chapa para a presidência. Eles vivem um clima bem diferente do nosso, que é de coesão total.

ESQUECERAM DO SERRA

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O tucano Tasso Jereissati (PSDB/SP) fez um discurso de 23 minutos na convenção regional do PSDB cearense, e… “esqueceu” de citar José Serra e a candidatura presidencial!

Após o evento, Tasso alegou que não foi esquecimento:

– Não foi esquecimento. Não faz essa fofoca. Eu estava empolgado com a história local…

A “história local” conta que, em 2002, Tasso Jereissati queria disputar a postulação à candidatura presidencial dentro do PSDB com José Serra, e foi atropelado, sendo afastado da disputa por jogo sujo e truculento de Serra.

VOCÊ VIU ESSA?

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Mauro Paulino,diretor  do Datafolha, afirmou em abril, quando Ciro abandonou a possibilidade de entrar na disputa presidencial, que havia uma tendência de Serra absorver seus votos, alegando que, no segundo turno, naquele momento, a maior parte dos eleitores do PSB do primeiro turno iriam para o tucano.

Agora Paulino crê que a migração tenha sido em direção a Dilma, uma vez que é ela que está crescendo, mas não tem como indicar a proporção….

Recentemente, Carlos Alberto Montenegro, diretor do IBOPE disse que o Presidente Lula não conseguiria transferir popularidade, de 80% para sua candidata Dilma Roussef.

O diretor do IBOPE afirmou também que Dilma atingiria seu teto nos 20% e não teria condições de subir mais…


Não é preciso combater à sombra

27/06/2010

Mino Carta

Que alívio, o exército persa, perdão, a mídia nativa insiste em atirar fora do alvo
Pergunto aos meus aloprados botões por que o candidato tucano José Serra não sobe nas pesquisas a despeito de todos os esforços despendidos a seu favor pela mídia nativa e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No caso de FHC, refiro-me às informações de fonte respeitável, segundo as quais o príncipe dos sociólogos confessa ao pé de ouvidos tucanos o fracasso do seu empenho, maciço e infatigável, em prol do amigo de sempre. Amigo? Quanto à mídia, de que lado fica está na cara. E com que denodo, com que paixão.

Saiu na quarta-feira 23 a pesquisa CNI-Ibope e os números mostram que quem cresce é Dilma Rousseff. Acima do chamado empate técnico. Tivessem braços, os botões os abririam a 180 graus. Até tocar o firmamento. A manifestar todo o seu espanto. Disponho de botões muito sensíveis, bem mais do que eu, de sorte que, diante da minha expressão incolor, abalam-se a me submeter a um teste. O seguinte, que me apresso a repassar aos leitores.

Quem elaborou as perguntas abaixo e as dirigiu a quem? Primeira pergunta: “Por que para a democracia é positivo experimentar uma alternância de poder, depois de ficar oito anos na oposição?” Segunda pergunta: “Como o senhor conseguiu governar seu estado sem nunca sofrer derrota na Assembleia local e sem lançar mão de propinas e outras formas de coerção sobre deputados estaduais?”

Formuladas por quem? A) Veja; B) Time Magazine; C) Herald Tribune.
Dirigidas a quem? A) Franklin Delano Roosevelt; B) Ronald Reagan; C) José Serra.
Fiquei sem resposta. Eles gargalharam, como certos cães os meus botões conseguem rir. Com bons motivos. Haviam manipulado as perguntas para provocar minha dúvida e bondosamente esclareceram: a primeira pergunta fez referência explícita ao governo Lula. A segunda acrescenta a Prefeitura de São Paulo às conquistas do candidato tucano e fala em “mensalões”. Daí ficou fácil. Trata-se de perguntas feitas por Veja a Serra para uma entrevista das célebres páginas amarelas, publicada na edição datada de 23 de junho.

Primor de jornalismo engajado. Partidário. E também hipócrita. Como é do conhecimento do mundo mineral, a rapaziada alega independência, equidistância, isenção. Comovedor, neste sentido, o editorial do Estadão de 22 de junho, intitulado “A confissão do chanceler”. Cuida-se ali de malhar Lula e seu ministro Celso Amorim por terem saído para a mediação com o Irã, incentivados a tanto pelo próprio presidente Obama.

Extraordinário o rumo tomado pelo texto do jornal, a circum-navegar a lógica. Concorda com Amorim, segundo quem Brasília levou uma rasteira de Wash-ington, pois Obama, um mês antes da tentativa turco-brasileira em carta dirigida a Lula, diz textualmente que um acordo com Teerã “representaria uma oportunidade clara e tangível de começar a construir uma confiança mútua”.

Apesar do incentivo do presidente americano, reconhece o editorial, nos EUA “a linha-dura personificada por Hillary Clinton prevaleceu sobre os moderados da Casa Branca”. E então, onde fica a confissão do chanceler? Chegamos à conclusão de que vingou mais uma vez a prepotência do mais forte e que Obama enredou-se em um jogo indigesto, além da conta para ele mesmo. De todo modo, ainda neste caso, que jornalismo é este? Talvez valha como exercício de humorismo.

Às vezes me imaginei entre os 300 das Termópilas, a esperar no desfiladeiro pela investida fatal do exército persa. Parece-me agora que a história começa a ser escrita de forma oposta. Já me permiti comentar neste espaço o crescente fracasso dos persas, digo, da mídia nativa. Ficou claro em 2002, e mais ainda em 2006, que ela atira fora do alvo. A maioria a ignora e este é sinal peremptório de tempos diferentes. A habitual ofensiva contra o governo Lula, destinada agora a abalar a candidatura Dilma, atinge a obsessão e, frequentemente, beira o ridículo.


Amor e dedicação à arte de cantar

25/06/2010

Nilson Lima - Canção de Verão

Eason Nascimento

O cearense Nilson Lima começou a cantar nos festivais da década de 80, tendo se destacado no Festival Universitário da Canção e posteriormente quando foi escolhido o melhor intérprete  do Festival de Verão de Camocim, cidade do interior do seu estado natal.

Na busca de se profissionalizar como cantor, Nilson se mudou para o Rio de Janeiro no início dos anos 90, quando subiu ao palco de casas noturnas como Vinícius Piano Bar, Sinal Verde e Encontros Cariocas.  Foi com essa experiência , que sentiu a emoção de ser visto e ouvido em todo o país, cantando no Domingão do Faustão a canção “Corsário”, de João Bosco e Aldir Blanc.

Ao mudar-se para Brasília amadureceu uma carreira coerente e respeitada. Começou no antigo Singular Scoth Bar sendo em seguida incluído no Projeto Nota 10, no Feitiço Mineiro, casa que sempre prestigiou seu trabalho.

Atualmente é  produtor musical no SESC, já tendo realizado shows com grandes nomes da MPB como : Fatima Guedes, Claudia Telles, Joyce, Dori Caymmi, Clodo Ferreira, Fausto Nilo, Paulo César Pinheiro, Suely Costa, Paulinho Pedra Azul, Elba Ramalho, Flavio Venturini, João Bosco, Leila Pinheiro, Ângela Roro, Francis Hime, Eduardo Duzek, Ednardo e Nonato Luiz entre outros.

Grande conhecedor da MPB,  é intérprete de compositores como Pixinguinha, Noel Rosa, Lamartine Babo, Lupicínio Rodrigues e tendo já dedicado show´s inteiros a obra de Gonzaguinha e de Fagner , artistas de quem é fã incondicional. Neste seu segundo álbum intitulado Canção de Verão, o artista revela-se também como compositor, com a canção “Janela do tempo”  quando presta homenagem ao saudoso Cazuza.

As consagradas “Pequenino Cão” de Fausto Nilo e Caio Silvio, “Terral” de Ednardo, “Corsário” de João Bosco e Aldir Blanc,  são canções interpretadas com rara beleza por Nilson, trazendo uma leitura nova para estes consagrados sucessos da nossa MPB.

A participação especial de Raimundo Fagner, Fátima Guedes, Claudia Telles, Leila Pinheiro  e a rainha do forró, Marinês, dão ao álbum uma conotação de mais profissionalismo nas interpretações. Fazem parte ainda deste trabalho, composições de Gonzaguinha, Clodo, Paulo César Pinheiro, Ivan Lins e Pixinguinha, elevando ainda mais a qualidade do repertório escolhido.

Com a inclusão da faixa “As forças da Natureza”  onde faz dueto com Conceição Lima, sua genitora, Nilson Lima homenageia aquela que é sua principal incentivadora e nos deixa cientes  que é dela a origem de todo este seu amor e dedicação à arte de cantar.


FHC diz não crer em vitória de Serra; crise toma conta do PSDB

24/06/2010

site vermelho.org.br, com informações da Folha de S.Paulo

Com o progressivo enfraquecimento da candidatura presidencial de José Serra (PSDB-SP), o clima de desânimo se espalha no ninho tucano. Nesta quarta-feira (23), a Folha de S.Paulo divulgou que até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso começou a entregar os pontos.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, FHC “confidenciou a interlocutor de sua mais absoluta confiança recentemente que tem sérias dúvidas sobre a possibilidade de José Serra vencer a eleição presidencial. ‘E olha que estou tentando ajudar’, disse o ex-presidente, atualmente em tour pelo exterior”.

No início de junho, convocada por FHC, a cúpula do PSDB se reuniu em São Paulo para pregar uma correção de rumo da campanha de Serra à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos principais alvos de apreensão do grupo é o risco de desgaste com a demora na definição da vice de Serra.

Para piorar a situação dos tucanos, o presidente do PSDB e um dos principais cotados para ser vice, o senador Sérgio Guerra (PE), foi flagrado empregando uma família de funcionários “fantasmas” no Senado. Oito parentes de Caio Mário Mello Costa Oliveira, assessor de Guerra, foram nomeados em seu escritório de apoio em Recife, mas não dão expediente nem são conhecidos por quem trabalha lá. Cinco foram nomeados no mesmo dia, em 17 de setembro de 2009. Juntos, recebem cerca de R$ 20 mil mensais.

Palanques indefinidos

Os problemas da campanha de Serra não param por aí. A falta de diálogo e os recentes rompantes do presidenciável tucano também incomodam a cúpula tucana, que cobra informações. A avaliação foi a de que Serra deveria dedicar mais atenção aos aliados e à montagem de palanques, em vez de desperdiçar energia com a rotina da campanha.

A uma semana do prazo final para convenções partidárias, o PSDB corre contra o tempo para debelar crises nos estados. As trepidações ocorrem em todo o país e foram objeto de uma reunião, na tarde desta terça-feira (22), em São Paulo. Pela legislação, os partidos têm até 5 de julho para registrar as candidaturas aprovadas em suas convenções.

Presente à reunião, o candidato do PSDB ao governo do Pará, Simão Jatene, reivindica que a deputada Valéria Pires Franco (DEM) desista do Senado para ocupar a vice de sua chapa. Representado por seu presidente, deputado Rodrigo Maia (RJ), o DEM resiste à ideia. Já o candidato do PMDB ao governo de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, que decidiu concorrer a pedido de Serra, cobra estrutura.

Cogitada para disputar o governo do Distrito Federal, a tucana Maria Lúcia Abadia avisou que só aceitaria o risco com o apoio do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Ainda segundo participantes do encontro, ela diz não haver espaço para terceira via no DF.

Ficha limpa

A pauta da reunião incluiu também as candidaturas ameaçadas pela exigência de ficha limpa nas eleições. O candidato do PSDB ao Senado pela Paraíba, Cássio Cunha Lima, e o candidato do PDT ao governo do Maranhão, Jackson Lago, manifestaram a disposição de recorrer à Justiça pelo direito de disputar as eleições. Os dois foram chamados a São Paulo para discutir a hipótese de um “plano B”, caso suas candidaturas sejam suspensas por decisão judicial.

Serra ficaria sem palanque na Paraíba e no Maranhão, onde o PSDB apoiará o PDT. Acompanhados dos advogados, Cunha Lima e Lago afirmaram que manterão as candidaturas. No Ceará, o PSDB anunciou o inexpressivo deputado estadual Marcos Cals para disputar o governo. Embora o lançamento dê a Serra palanque no estado, o PSDB preferia ver o senador Tarso Jereissati na disputa — mas ele resistia à indicação.


Ibope : Dilma 40%, Serra 35%

23/06/2010

Carta Maior, com lágrimas do Estadão & UOL

ESTÁ EXPLICADA A PAUTA DE DOSSIÊS E FACTÓIDES MARTELADA PELA MÍDIA DEMOTUCANA: DILMA 40% x SERRA 35% (IBOPE/CNI- 23-06)

Aspas para o Estadão: ‘…Para continuar a ter chances, Serra precisará encontrar um novo discurso e uma nova estratégia de campanha…Fora disso, só lhe restará esperar por um erro da adversária.

Mal-comparando, seria jogar como a Grécia jogou frente à Argentina: mesmo precisando da vitória, armou uma retranca e deixou só um jogador na frente. Não funcionou para a Grécia, que acabou desclassificada.

Se quiser ganhar, Serra vai ter que partir para o ataque’. Aspas para UOL: …’Trata-se de uma das piores notícias que o candidato tucano poderia ter nesta fase da campanha.

Havia grande expectativa no PSDB de que Serra pudesse neste mês de junho manter-se empatado com Dilma – ou até ultrapassá-la por causa da propaganda em rede nacional apresentada pelos tucanos, além de dezenas de inserções de 30 segundos…não deu certo’